quinta-feira, 24 de julho de 2014

Andy Zwerling - Spiders in Night (1971)


Apenas um homem em cima do telhado de uma casa. Capa de disco típico dos anos 70, uma simplicidade e “desleixo” que não vemos mais. Spiders in Night é de uma época que cult era algo bem mais simples do sentido que se tem hoje. Canções que soam como histórias suburbanas e personagens inocentes; cada tema com melodias concretas típicas de Syd Barrett, Alexander "Skip" Spence e Nick Drake.

As canções são lindas e nos remete a um tempo que hoje parece tão longínquo. Tempo este que você sentava na porta da casa ou na varanda pra ouvir “um som”, sem precisar ficar mexendo no tablet ou smartphone ao mesmo tempo. Tudo parecia mais lento; as pessoas andavam pelas ruas flanando, os carros trafegavam lentamente e as crianças brincavam nas ruas.



Nem precisa dizer que hoje Andy Zwerling é um mero desconhecido, ainda mais que vivemos a era do fast-food musical. Confesso que sei pouco sobre ele depois desse álbum. Sei que gravou mais tarde um álbum com sua irmã Leslie. Este trabalho de 1971, lançado pelo selo Kama Sutra apresenta algumas canções folclóricas psych-folk belíssimas, a maioria com apenas a voz de Andy e seu violão. As letras têm uma inclinação ligeiramente mística que, por vezes, parecem um pouco datadas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Lacus Somniorum – Tideshaper (2008)


Lacus Somniorum, antonomásia de Gustaf Hildebrand, lançou Tideshaper em 2008, um projeto que demorou dois anos para ser lançado e tem a colaboração de Amanda Votta do Floating World, o que dá uma beleza a mais às paisagens sonoras Dark Ambient de Hildebrand. Há também passagens com efeito de corais, meio que assustadores. O álbum combina perfeitamente elementos de música tribal, experimentações eletrônicos, composição contemporânea e Krautrock cósmico.

Lacus Somniorum emergiu como um desejo mútuo de transmitir um conceito sugestivo do que está oculto e invisível aos olhos da civilização moderna - sob as ondas em abismos obscuros, ou talvez em lugares não ancorados dentro do nosso conceito de realidade. O conceito subjacente não é o medo do desconhecido, mas de uma beleza escondida dentro desses lugares aonde nenhum de nós jamais vai se aventurar – pelo menos em corpo físico.

sábado, 19 de julho de 2014

The Damned - Strawberries (1982)



The Damned foi a primeira banda punk a gravar um single, New Rose. Porém, nunca ficaram famosos como The Clash, Sex Pistols, bandas da primeira geração do punk rock inglês. Também foram importantes para o advento do punk Gótico.

No mesmo ano que conheci a música punk, conheci o The Damned. Eles tinham acabado de lançar seu quinto álbum, Strawberries (1982). Por incrível que pareça, o disco saiu no Brasil. De início o álbum chamava-se Strawberries for Pigs, por isso o porco na capa.


Como o The Clash, a música do The Damned evoluiu muito rápida, também não se limitaram aos três acordes. Há teclados, metais, cordas, algo inaceitáveis para fãs radicais de punk – tem uns que nem consideram isso mais punk.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Onde está o Ozzy?



Deveriam lançar um livro só contando as aprontações do Ozzy Osbourne, seja em carreira solo ou com o Black Sabbath. Grande parte foi devido ao uso excessivo de álcool e drogas, ou os dois juntos. Mas nem sempre – a famosa história de Ozzy arrancar a cabeça de um morcego em um show foi porque ele achou que era um morcego de borracha. Tem aquela de que quando veio ao Rock in Rio de 1985, sua primeira vez no Brasil, ele comeu resto de comida de macumba, que era pro Santo. Ele disse que não sabia e que o pessoal o avisou depois o significado de “comida de santo”.

Mas o que quero contar foi de quando Ozzy desapareceu antes de um show em Nashville, EUA. Sim, ele havia desaparecido. Não apareceu no local da apresentação, não estava no quarto de hotel – a mala estava lá, toda fechada, e a cama arrumada. Para piorar havia um boato de seqüestro!

A banda anunciou seu desaparecimento na TV, rádio e em tudo que lugar. E nada de Ozzy. Verdade que ele já havia desaparecido outras vezes, mas não como desta vez, sem deixar rastos. Até que - depois de cancelarem o show – Ozzy liga para Tony Iommi (guitarrista) e pergunta: - “O que está acontecendo?” E ainda diz que estava no seu quarto.


A verdade é que Ozzy um dia antes estava com gripe e garganta inflamada. Em vez de tomar uma colher de xarope, ele virou o frasco inteiro na boca. Foi para o quarto, mas acabou entrando no quarto errado. Viu um quarto aberto, com uma camareira dentro, ela saiu, e ele entrou, e desmaiou.