sábado, 31 de maio de 2014

Expresso 2222, de Gilberto Gil, álbum para sempre ser lembrado





O ano de 1972 trouxe de volta ao Brasil, Caetano Veloso e Gilberto Gil, depois de 3 anos de exílio, com total força criativa. No caso de Gil todo seu talento se culminou em Expresso 2222, álbum que  representa sua fase mais criativa, que somatizava suas raízes sob a influência d Luiz Gonzaga e às novas bagagens sonoras que trouxe de Londres. Dificilmente um fã não o citaria como um de seus trabalhos mais criativos; nele forró e rock se fundem à perfeição.

 Expresso 2222 contém algumas das gravações mais significativas do compositor e instrumentista, mesmo aquelas não compostas por ele, como Chiclete com Banana e Pipoca Moderna, esta última Gil ainda se faz acompanhar do regionalismo da banda Pífanos de Caruaru, resgatando suas origens. É dele “O Sonho Acabou” que se refere à mensagem de John Lennon na música “God”, feita quando acontecia o festival de Glastonbury; a famosa e metafórica faixa título Expresso 2222 e ainda prevendo movimentos como o mangue-bit nos anos 1990, em Sai do Sereno.

Quando Expresso 2222 fez aos 40 anos foi relançado em LP e CD remasterizado (no Abbey Road), além de resgatar a capa original, a qual traz duas folhas dobráveis que se abriam como um porta-retratos. A foto da criança que ilustra a arte é seu falecido filho Pedro Gil, na contracapa, fotos dos membros de sua  banda. São eles: o lendário Lanny Gordin, o baixista Bruce Henry, Antônio Pena, teclado e Tutty Moreno, bateria e percussão.

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