quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bohemian Rhapsody – Queen



“Scaramouche, Scaramouche will you do the Fandango (...) Galileo, Galileo Galileo, Figaro, magnifico”. Quem nunca ouvi esses versos estranhos algum dia? Se nunca ouviu, vá comprar o último CD do Latino (ou Naldo) que deve ser a sua praia. É de Bohemian Rhapsody, de 1973, a música que deu fama mundial ao Queen, sua obra-prima; um tipo de canção que praticamente não existia – totalmente original! Uma suíte de três peças, de diferentes compassos e ritmos dignos dos grandes clássicos.

Um misto inacreditável de barroco e balada, de música hall, ópera e rock pesado. Seus elementos incongruentes são ligados por uma série de nós cacofônicos de guitarra, sequências de piano clássico, orquestrações rebuscadas e corais ricos e multifacetados, tudo gravado com tantas sobreposições que, dependendo do humor do ouvinte, pode ser insuportável, mas não é – são 180 overdubs e uma seção de vocais que demorou 70 horas para ser gravada.
Segundo Brian May, Freddie Mercury havia chegado ao estúdio já com quase tudo pronto na cabeça. O baterista Roger Taylor se lembra dele tocar pra banda Bohemian Rhapsody ao piano. “É aqui, queridos, é onde começa a parte de ópera”. Sim, ele já havia criado deixando espaços propositalmente para as partes operísticas entrarem.

A canção deu vida a uma série de obscuros personagens clássicos: Scaramouche, um palhaço da commedia dellárte; o astrônomo Galileu; Fígaro, o protagonista das peças de Beaumarchais, O barbeiro de Sevilha e As bodas de Fígaro, que deram origem às óperas de Paisiello, Rossini e Mozart; Belzebu, tido no Novo Testamento como Satanás, o Príncipe dos Demônios, mas que em árabe quer dizer “senhor das moscas” ou “senhor das moradas divinas”. Também em árabe na letra consta a palavra bismillah (bismela), que é o substantivo de uma expressão do Alcorão: “bismilhahi r-rahmani r-rahiim”, que significa “em nome de Deus, o clemente, o misericordioso”.

Verdade que o Queen, desde o primeiro álbum, Queen I (1973), já fazia referências clássicas bombásticas, falsetes estridentes e misticismo pagão. Além da guitarra do mestre da guitarra em multicanais, Brian May; porém nada chegava ao nível de Bohemian Rhapsody, de 1975, que consta no álbum A Night at the Opera do mesmo ano.

Bohieman Rhapsody obteve um público novo após a morte de Mercury, em 1991, quando foi de novo 1º lugar no Reino Unido e 2º nos Estados Unidos, em 1992, depois de ser usada de forma afetuosa no filme metaleiro “Quanto Mais Idiota Melhor”.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Guns N' Roses - Live at the Ritz – 1988


Todo mundo já sabe que o Guns´n´Roses (só resta Axl Rose da formação original) vão tocar no País. Alguns anseiam pelo show, outros com certa desconfiança. Eu sinceramente não sei o que esperar: pode ser muito bom ou uma merda. O último álbum Chinese Democracy não é ruim, a única coisa que o deixou aquém do esperado é a influência de rock industrial, principalmente de Nine Inch Nails.

Pois é, outro dia fui rever o show clássico do Guns´N Roses no Ritz, em 1988. Era uma banda dando tudo de si, época que estavam entrando em sua fase áurea. A música era um rock sujo, sem firulas, visceral e bombástico.  A banda nesse show apresentava o famoso line up com Alx, Slash, Duff, Izzy e Steve Adler. Era a melhor formação! Cada integrante distinguia tanto em personalidade como em estilo.

Axl se mostrava que ele era um dos melhores frontman do rock. Seu carisma e energia perigosa no show mostrava em toda sua intensidade, e uma atuação inigualável. Slash, embora não o considero um dos melhores guitarrista, seu estilo sujo combinava totalmente com a proposta da banda à época. Duff era um figuraço. Além de manter o ritmo seus backing vocals eram ricos. Izzy, o herói anônimo da banda. Ele foi responsável por escrever muitos dos hits que fariam GNR um nome familiar. Um dos melhores guitarristas ritmo de todos os tempos. E Steven era o baterista feliz, não tinha uma batida forte, mas o cara era único.