segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Para dias melancólicos



Library Tapes

Se você gosta de piano bem tocado, embora de forma simples sem virtuosismo e com algumas intervenções de cordas, então vai gostar do Library Tapes. É uma carreira que já dura 10 anos e com uma produção considerável. Porém, poucos conhecem.


Library Tapes foi formado em 2004 por David Wenngren e Per Jardsell, na Suécia. Eles fizeram dois álbuns juntos para o selo Resonant antes de Per deixar a banda em 2006. Wenngren segue, a partir de então, assumindo os álbuns seguintes sempre com vários convidados. Os álbuns sempre têm um clima lo-fi e muitos com intervenções de ruídos. São canções estruturas a partir de acordes melancólicos de piano.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Andy Zwerling - Spiders in Night (1971)


Apenas um homem em cima do telhado de uma casa. Capa de disco típico dos anos 70, uma simplicidade e “desleixo” que não vemos mais. Spiders in Night é de uma época que cult era algo bem mais simples do sentido que se tem hoje. Canções que soam como histórias suburbanas e personagens inocentes; cada tema com melodias concretas típicas de Syd Barrett, Alexander "Skip" Spence e Nick Drake.

As canções são lindas e nos remete a um tempo que hoje parece tão longínquo. Tempo este que você sentava na porta da casa ou na varanda pra ouvir “um som”, sem precisar ficar mexendo no tablet ou smartphone ao mesmo tempo. Tudo parecia mais lento; as pessoas andavam pelas ruas flanando, os carros trafegavam lentamente e as crianças brincavam nas ruas.



Nem precisa dizer que hoje Andy Zwerling é um mero desconhecido, ainda mais que vivemos a era do fast-food musical. Confesso que sei pouco sobre ele depois desse álbum. Sei que gravou mais tarde um álbum com sua irmã Leslie. Este trabalho de 1971, lançado pelo selo Kama Sutra apresenta algumas canções folclóricas psych-folk belíssimas, a maioria com apenas a voz de Andy e seu violão. As letras têm uma inclinação ligeiramente mística que, por vezes, parecem um pouco datadas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Lacus Somniorum – Tideshaper (2008)


Lacus Somniorum, antonomásia de Gustaf Hildebrand, lançou Tideshaper em 2008, um projeto que demorou dois anos para ser lançado e tem a colaboração de Amanda Votta do Floating World, o que dá uma beleza a mais às paisagens sonoras Dark Ambient de Hildebrand. Há também passagens com efeito de corais, meio que assustadores. O álbum combina perfeitamente elementos de música tribal, experimentações eletrônicos, composição contemporânea e Krautrock cósmico.

Lacus Somniorum emergiu como um desejo mútuo de transmitir um conceito sugestivo do que está oculto e invisível aos olhos da civilização moderna - sob as ondas em abismos obscuros, ou talvez em lugares não ancorados dentro do nosso conceito de realidade. O conceito subjacente não é o medo do desconhecido, mas de uma beleza escondida dentro desses lugares aonde nenhum de nós jamais vai se aventurar – pelo menos em corpo físico.

sábado, 19 de julho de 2014

The Damned - Strawberries (1982)



The Damned foi a primeira banda punk a gravar um single, New Rose. Porém, nunca ficaram famosos como The Clash, Sex Pistols, bandas da primeira geração do punk rock inglês. Também foram importantes para o advento do punk Gótico.

No mesmo ano que conheci a música punk, conheci o The Damned. Eles tinham acabado de lançar seu quinto álbum, Strawberries (1982). Por incrível que pareça, o disco saiu no Brasil. De início o álbum chamava-se Strawberries for Pigs, por isso o porco na capa.


Como o The Clash, a música do The Damned evoluiu muito rápida, também não se limitaram aos três acordes. Há teclados, metais, cordas, algo inaceitáveis para fãs radicais de punk – tem uns que nem consideram isso mais punk.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Onde está o Ozzy?



Deveriam lançar um livro só contando as aprontações do Ozzy Osbourne, seja em carreira solo ou com o Black Sabbath. Grande parte foi devido ao uso excessivo de álcool e drogas, ou os dois juntos. Mas nem sempre – a famosa história de Ozzy arrancar a cabeça de um morcego em um show foi porque ele achou que era um morcego de borracha. Tem aquela de que quando veio ao Rock in Rio de 1985, sua primeira vez no Brasil, ele comeu resto de comida de macumba, que era pro Santo. Ele disse que não sabia e que o pessoal o avisou depois o significado de “comida de santo”.

Mas o que quero contar foi de quando Ozzy desapareceu antes de um show em Nashville, EUA. Sim, ele havia desaparecido. Não apareceu no local da apresentação, não estava no quarto de hotel – a mala estava lá, toda fechada, e a cama arrumada. Para piorar havia um boato de seqüestro!

A banda anunciou seu desaparecimento na TV, rádio e em tudo que lugar. E nada de Ozzy. Verdade que ele já havia desaparecido outras vezes, mas não como desta vez, sem deixar rastos. Até que - depois de cancelarem o show – Ozzy liga para Tony Iommi (guitarrista) e pergunta: - “O que está acontecendo?” E ainda diz que estava no seu quarto.


A verdade é que Ozzy um dia antes estava com gripe e garganta inflamada. Em vez de tomar uma colher de xarope, ele virou o frasco inteiro na boca. Foi para o quarto, mas acabou entrando no quarto errado. Viu um quarto aberto, com uma camareira dentro, ela saiu, e ele entrou, e desmaiou.

sábado, 21 de junho de 2014

A estreia de Prince em 1978 com For You


No primeiro álbum do Prince, vemos um artista bastante diferente daquele que ganhou fama internacional a partir dos anos 80. Era um Prince sem influência de rock, musicalmente mais próximo do Funk e da Disco, que era o que ainda embalava naquela época. Mas também trafega pelo R&B e algo de Soul, de forma incrível para uma estréia.

Há canções em que ele já arriscava um falsete (So Blue). I'm Yours é a única que tem algo de rock, que seria bem explorado no álbum Purple Rain. Uma balada esquisita (In Love), e até uma canção a capela na abertura com For You.

A estréia do baixinho de 1,57, não vendeu bem, mas há claros sinais do que viria depois.

Já repararam que o Prince não fica velho? O cara tem quase 60 anos e tem aparência de 30. Eu hein... ele deve ter parte com o coisa ruim.

“Eu me sentia fisicamente cansado quando eu terminei este álbum”.
 Prince em 1978


domingo, 15 de junho de 2014

A Creature I Don't Know (2011) - Laura Marling




Uma das coisas que mais prejudica do que ajuda um novo artista é compará-lo com algum já consagrado, principalmente quando a imprensa divulga-o como coisas do tipo: o novo Michael Jackson, o novo Freddie Mercury ou a nova Joni Mitchell, que é o caso de Laura Marling, artista que a cada novo álbum as comparações são reforçadas.

A Creature I Don't Know é seu terceiro álbum, lançado em 2011. Poderia ter sido lançado na década de 1970, afinal sua sonoridade nos remete àquela época. Uma mistura de Joni Mitchel com Led Zeppelin, mas o lado mais acústico da famosa banda de blues pesado. Canções como The Best My Friends e Sophia lembra bem o Led Zeppelin III, cujo trabalho a banda era influenciada pela sonoridade folk rock.


Laura Marling fez um álbum lindo, uma viagem atemporal. Não tem sequer uma música ruim. É daqueles raros discos (hoje cada dia mais raro) que você o recoloca para ouvir várias vezes. Nem o muito bom trabalho seguinte, Once I Was An Eagle, não conseguiu superar a beleza de A Creature I Don't Know. Eu o levaria para uma ilha deserta.


sábado, 31 de maio de 2014

Expresso 2222, de Gilberto Gil, álbum para sempre ser lembrado





O ano de 1972 trouxe de volta ao Brasil, Caetano Veloso e Gilberto Gil, depois de 3 anos de exílio, com total força criativa. No caso de Gil todo seu talento se culminou em Expresso 2222, álbum que  representa sua fase mais criativa, que somatizava suas raízes sob a influência d Luiz Gonzaga e às novas bagagens sonoras que trouxe de Londres. Dificilmente um fã não o citaria como um de seus trabalhos mais criativos; nele forró e rock se fundem à perfeição.

 Expresso 2222 contém algumas das gravações mais significativas do compositor e instrumentista, mesmo aquelas não compostas por ele, como Chiclete com Banana e Pipoca Moderna, esta última Gil ainda se faz acompanhar do regionalismo da banda Pífanos de Caruaru, resgatando suas origens. É dele “O Sonho Acabou” que se refere à mensagem de John Lennon na música “God”, feita quando acontecia o festival de Glastonbury; a famosa e metafórica faixa título Expresso 2222 e ainda prevendo movimentos como o mangue-bit nos anos 1990, em Sai do Sereno.

Quando Expresso 2222 fez aos 40 anos foi relançado em LP e CD remasterizado (no Abbey Road), além de resgatar a capa original, a qual traz duas folhas dobráveis que se abriam como um porta-retratos. A foto da criança que ilustra a arte é seu falecido filho Pedro Gil, na contracapa, fotos dos membros de sua  banda. São eles: o lendário Lanny Gordin, o baixista Bruce Henry, Antônio Pena, teclado e Tutty Moreno, bateria e percussão.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Kookoo da Debbie Harry virou enfeite de poste de rua





Uma vez estava andando pela Avenida Bandeirantes e vi pregado em um poste uma foto do primeiro álbum solo, Kookoo, da eterna Blondie Debbie Harry, de 1981. Pensei: Caraí, quem colocou essa foto aqui? Será o que o sujeito sabe quem é essa mulher? E melhor: qual seria o motivo?


O álbum não é lá grande coisa... mas a arte da capa é sim! Foi criada por H.R. Giger, o pai do monstrengo de Alien. Segundo o artista, a idéia de transpassar o rosto de Debbie com agulhas surgiu após a primeira sessão de acupuntura a que ele se submeteu. É de Giger também capas como Brain Salad Surgery (1973), do trio Emerson Lake & Palmer, e Danzig III- How the Gods Kill (1992), do baixinho Danzig.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Por que a maioria dos artistas quando ficam famosos tem que morar no Rio de Janeiro?



Não entendo isso de artistas brasileiros, seja de onde for, cedo ou tarde, ir morar no Rio de Janeiro; é quase uma obrigação social. Mesmo aqueles que dizem amarem sua terra, sua história em sua cidade Natal – Milton Nascimento (alma mineira, ele deve toda sua carreira a Minas Gerais), Clara Nunes (que Deus a tenha) Caetano, Gil, a turma de Brasília do rock nacional dos anos 80, o pernambucano Otto, e boa parte das duplas sertanejas de outros estados estão lá -, são poucos que fugiram à regra.

Se cair uma bomba no Rio de Janeiro ou se o mar afundar essa cidade bonita composta de gente, em sua maior, chata a música brasileira 80% vai pro saco. Veja só: Caetano Veloso que tanto enche a boca – e diz tanto “amar” a Bahia – e mora no Rio de Janeiro. Roberto Carlos nem deve se lembrar o caminho para Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.


Pior é aqueles que quando mudam para o Rio de Janeiro começam a cantar canções exaltando a beleza do Rio de Janeiro. Ahh... ajuda aê

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Barbara Dickson From The Beggar´s Mantle (1971)





Às vezes é bom ouvir um álbum como este From The Beggar´s Mantle, de Bárbara Dickson. (Quem ainda ouve um álbum inteiro hoje em dia?). Infelizmente, é o tipo de álbum que foi esquecido na poeira do tempo. Apenas pessoas mais velhas, saudosistas melhor dizendo, que conhecem ou buscam resgatar um passado distante.

From The Beggar´s Mantle é o segundo trabalho dessa cantora escocesa de folk, seguia o estilo de suas contemporâneas Sandy Denny e Maddy Prior. O álbum foi gravado em 1971 e lançado em vinil em 1972. Ele foi re-lançado em 2006 em CD.


Grande parte das canções foi escrita por Archie Fisher (apenas quatro das onze faixas são de Dickson). No primeiro momento não tem como não lembrar a canadense Judy Collins, porém aqui as canções são mais orientadas para a tradição britânica.

sábado, 24 de maio de 2014

Yes - Fly From Here (2011)


Quando lançou em 2011 este Fly From Here, o primeiro em anos sem Jon Anderson (não foi a primeira vez que ele saiu da banda), fui ouvi-lo emburrado. Mas não é que me surpreendi! No lugar de Anderson, um tal de Benoit David, um imitador que ficam bem aquém do original. Porém temos Chris Squire, no baixo (na biografia 50 Anos em Mil, de um certo Lobão, diz que o cara é enorme), Alan White, na bateria, Steve Howe, na guitarra, e um tal de Geoff Downes, nos teclados.

Pois é, Fly From Here é muito bom, talvez porque eu não estava esperando grande coisa. Na verdade, quem salva o disco é o guitarrista Steve Howe; ele que parece segurar a onda com seus belos arranjos. Parece que o Yes vai lançar mais outro álbum prevemente (eles estão em estúdio). E o tal de Benoit David já caiu fora. Agora é um sujeito chamado Jon Davison. Será mais um sujeito imitando Jon Anderson? Acho que deviam tentar alguém que não o imitasse. Veja o Black Sabbath: quando Ozzy saiu, arrumaram Ronnie James Dio, um vocalista totalmente diferente, e o som ficou bom e fizeram sucesso.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Les Fleurs Du Mal - Therion



Les Fleurs Du Mal - uma coleção de covers de clássicos e canções pop francesas - é o último disco de estúdio da banda Therion. Sempre digo que Christofer Johnsson (o único que permanece na banda da formação original) é um gênio, a mistura de heavy metal, ópera, música erudita é perfeita. Pena que este álbum baseado na obra do francês Charles Baudelaire não foi muito bem – tanto que a gravadora Nuclear Blast não acreditou no trabalho e a banda teve que custeá-lo sozinho. Tem até cover de Edit Piaf!

Pode-se dizer que o Therion é Christofer Johnsson, pois é a mente por trás da banda. Hoje ele trabalha com músicos contratados, principalmente os cantores, que vão de sopranos a tenores. E acreditar que a banda começou tocando Death Metal, em 1987.

Redescobrindo um clássico do Black Sabbath




Outro dia estava ouvindo umas músicas de bandas novas e descoladas. Estava achando tudo muito legal. Ahh... Mas fui ouvir Sabbath Bloody Sabbath, do Black Sabbath, o dito álbum “progressivo” da banda. Meu Deus! Quanta diferença! Arranjos incríveis, letras incríveis; e composto num calabouço de um castelo (Clearwell, no País de Gales) – e, diga-se, mal assombrado. Mais legal ainda é que eles (o grupo) não sabiam muito bem o que estavam criando – diferentemente de hoje, que é tudo tão planejado e careta.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Wretch 32, um rapper inglês praticamente desconhecido no país.


O rapper Wretch 32 não é muito conhecido no Brasil. Também não é de se esperar, pois é os rappers norte-americanos - Eminem, 50 cents, Snoop Dogg, etc – com visual de poucos amigos, corpo malhado, em geral, em vídeos cheios de mulheres e carros turbinados, que dominam nosso mercado.

O verdadeiro nome de Wretch 32 é Jermaine Scott. O rapper londrino, nasceu em 9 de março de 1985, é filho de um DJ de reggae no Tiverton Estate. Foi MC no Grime (uma misturaba de Ragga, Jungle, Drum´n´Bass e Hip Hop que deu origem ao Dubstep) e também fez parte do coletivo Combination Chain Gang. Graças a Wretch 32 que o Grime chegou ao mainstream com sua coleção de mix tapes chamou a atenção da BBC Radio I.

Jermanie Sinclair ganhou o apelido de Wretch ainda garoto, quando não passava de um menino magricela e, portanto, estava enquadrado aos critérios de ser chamado de wretch. O acréscimo dos números 3 e 2 são seus números da sorte e também, segundo ele, por soar “cool”.

Seu segundo álbum solo “Black and White” (2011) - o primeiro é de 2008 e se chama “Wretchrospective” - é uma tomada refrescante pessoal, autêntico e fresco em uma cena urbana britânica que estava começando a se tornar um pouco obsoleta. Tem participações de Alex Mills, Example, Chipmunk e Ed Sheeran.
Wretche 32 é visto por nomes como Tinie Tempah e Professor Green como um dos maiores letristas do nosso tempo. O moço já tem um mixtape na praça, intitulado “Wretchercise”, mas o rapper ainda continua investindo e colhendo os bons frutos de “Black and White”. Seu quinto single extraído do álbum vai bem, se chama “Hush Little Baby”



domingo, 16 de março de 2014

Milli Vanilli, a maior enganação da história da música pop



Se você é desses que reclama que Justin Bieber, Britney Spears, Madonna e tantos outros dentro da monarquia pop usam (uns abusam) de playbacks e auto-tune – alguém se lembra de Katy Perry fingindo tocar flauta em show? -, perdoe-os, pois existiu um duo que extrapolou todas as safadezas musicais e ainda davam shows de arrogância em entrevistas como se fossem grandes artistas – ops! –, nem artistas eles eram. Refiro-me a Milli Vanilli, os reis da picaretagem, que entre 1988 e 1990 obtiveram grande sucesso.

A idéia da dupla surgiu da mente do produtor Frank Farian que havia engendrado um projeto musical convidando os solistas Charles Shaw, John Davis, Brad Howell e as irmãs gêmeas Jodie e Linda Rocco. Apesar de excelentes cantores, não tinham apelo visual e nem comercial. Por esta razão, Farian recrutou dois dançarinos, Fabrice Morvan e Rob Pilatus, que conheceu em Munique (Alemanha), pois a dupla tinha uma imagem comercial “mais atrativa”.

Em 1988, é lançado o primeiro álbum “All or Nothing” com grande aceitação na Europa, o que fez a Arista Records, gravadora norte-americana, uma subsidiária da Sony, contratá-los, e lança-o com algumas pequenas modificações: um outro título “Girl you know it's true” e inclusão de algumas canções novas, em 1989. Foi sucesso imediato, levando-os logo ao disco de platina. Os singles “Baby Don't Forget My Number”, “Girl I'm Gonna Miss You” e “Blame It on the Rain”, lançados no mercado estadunidense atingiram o 1º lugar no ranking de música pop. Ascensão meteórica de Milli Vanilli ao estrelato da música pop culminou com um Grammy para artistas estreantes em 22 de fevereiro de 1990.

Com tanto sucesso o ego e arrogância foi às alturas, principalmente por parte de Pilatus. Já viciado em cocaína deu entrevistas onde dizia melhor do que artistas como Paul McCartney, Mick Jagger e Bob Dylan, ao mesmo tempo em que se referia a si mesmo como o novo Elvis.

A descoberta

O primeiro indício que tudo não passava de armação aconteceu no final de 1989 quando, em um show Bristol (Connecticut), nos EUA, que estava sendo transmitido ao vivo pela MTV, o playback começo a agarrar enquanto o duo cantava (leia-se interpretava) “Girl You Know It's True” e ficou repetindo várias vezes a frase "Girl You Know It's...”. Eles continuaram a fingir, mas o público ou não ligou ou nem percebeu a falha.

Ao contrário da versão internacional de “All or Nothing”, os créditos para a versão americana foram atribuídos às vozes no álbum para Morvan e Pilatus. Isto levou Charles Shaw, uma das vozes reais do grupo, a declarar a um jornal (New York Newsday) que Pilatus e Morgan eram apenas impostores.

A pressão só foi aumentando, principalmente por parte da imprensa, que passou praticamente a segui-los, levantando várias questões, por exemplo, como às discrepâncias freqüentemente observadas entre as vozes e de reprodução de shows. As suspeitas aumentaram, contudo, ao fato de que Morvan e Pilatus passaram a pressionar Frank Farian a usar suas próprias vozes para as canções do próximo álbum duo.

A 12 de novembro de 1990, o produtor e inventor do grupo Frank Farian admite que Fab e Rob não são os cantores reais e as apresentações ao vivo eram playback das vozes dos solistas originais.

Conseqüências

Quatro dias após a confissão de Farian, após forte pressão da imprensa americana, eles tiveram que devolver o Grammy, ganho nove meses antes, como resultado da fraude. A Arista Records imediatamente mandou recolher todos os álbuns do Milli Vanilli das lojas e retirá-los de seu catálogo, tornando impossível obter novas cópias de sua música. No entanto, eles estavam com um novo álbum praticamente pronto “Keep On Burning”. O primeiro single, a faixa-título, já estava no 65º lugar na parada alemã e em 16º na dos países baixos. O disco, porém, foi recollhido das lojas (saiu apenas na Europa) e tornou-se um item de colecionador.

Frank Farian tentou concertar as coisas e lançou nos EUA, o segundo álbum do Milli Vanilli, mas como The Real Milli Vanilli e mudando o título para “The Momento of Truth”, mesmo com os cantores reais, não houve aceitação do público.

Depois do fim do Milli Vanilli

Em 1993, Morvan e Pilatus se mudaram para Los Angeles, Califórnia, e assinaram com a Joss Entertainment Group, e lança o álbum Rob & Fab, com suas vozes reais, mas esta tentativa resultou em fracasso total, vendendo apenas 2.000 cópias, um número muito baixo quando comparado com o sucesso de 1988-1990. Além do fato de a dupla como cantores são excelentes dançarinos.

Outra tentativa ocorreria em 1998, Farian resolve ajudar a dupla produzindo um novo álbum do Milli Vanilli, também com ambos cantando. “Back and Attack”, seria lançado no mesmo ano, mas infelizmente a morte de Robert Pilatus impediu a realização.

Pilatus desde 1995 havia se envolvido em confusões, como assaltos e vandalismo; chegou a cumprir três meses de prisão até que Farian conseguiu levá-lo para uma clinica de reabilitação para viciados em drogas por alguns meses, além de pagar passagens de avião para ele voltar para a Alemanha a fim de divulgar o álbum recém gravado. Nada adiantou, Pilatus foi encontrado morto depois de uma overdose de drogas em Frankfurt, aos 32 anos. Rob Pilatus, segundo Frank Farian, se declarou homossexual dias antes de sua morte. Quanto a Fab Morvan, este tentou seguir carreira solo, mas sem sucesso.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bohemian Rhapsody – Queen



“Scaramouche, Scaramouche will you do the Fandango (...) Galileo, Galileo Galileo, Figaro, magnifico”. Quem nunca ouvi esses versos estranhos algum dia? Se nunca ouviu, vá comprar o último CD do Latino (ou Naldo) que deve ser a sua praia. É de Bohemian Rhapsody, de 1973, a música que deu fama mundial ao Queen, sua obra-prima; um tipo de canção que praticamente não existia – totalmente original! Uma suíte de três peças, de diferentes compassos e ritmos dignos dos grandes clássicos.

Um misto inacreditável de barroco e balada, de música hall, ópera e rock pesado. Seus elementos incongruentes são ligados por uma série de nós cacofônicos de guitarra, sequências de piano clássico, orquestrações rebuscadas e corais ricos e multifacetados, tudo gravado com tantas sobreposições que, dependendo do humor do ouvinte, pode ser insuportável, mas não é – são 180 overdubs e uma seção de vocais que demorou 70 horas para ser gravada.
Segundo Brian May, Freddie Mercury havia chegado ao estúdio já com quase tudo pronto na cabeça. O baterista Roger Taylor se lembra dele tocar pra banda Bohemian Rhapsody ao piano. “É aqui, queridos, é onde começa a parte de ópera”. Sim, ele já havia criado deixando espaços propositalmente para as partes operísticas entrarem.

A canção deu vida a uma série de obscuros personagens clássicos: Scaramouche, um palhaço da commedia dellárte; o astrônomo Galileu; Fígaro, o protagonista das peças de Beaumarchais, O barbeiro de Sevilha e As bodas de Fígaro, que deram origem às óperas de Paisiello, Rossini e Mozart; Belzebu, tido no Novo Testamento como Satanás, o Príncipe dos Demônios, mas que em árabe quer dizer “senhor das moscas” ou “senhor das moradas divinas”. Também em árabe na letra consta a palavra bismillah (bismela), que é o substantivo de uma expressão do Alcorão: “bismilhahi r-rahmani r-rahiim”, que significa “em nome de Deus, o clemente, o misericordioso”.

Verdade que o Queen, desde o primeiro álbum, Queen I (1973), já fazia referências clássicas bombásticas, falsetes estridentes e misticismo pagão. Além da guitarra do mestre da guitarra em multicanais, Brian May; porém nada chegava ao nível de Bohemian Rhapsody, de 1975, que consta no álbum A Night at the Opera do mesmo ano.

Bohieman Rhapsody obteve um público novo após a morte de Mercury, em 1991, quando foi de novo 1º lugar no Reino Unido e 2º nos Estados Unidos, em 1992, depois de ser usada de forma afetuosa no filme metaleiro “Quanto Mais Idiota Melhor”.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Guns N' Roses - Live at the Ritz – 1988


Todo mundo já sabe que o Guns´n´Roses (só resta Axl Rose da formação original) vão tocar no País. Alguns anseiam pelo show, outros com certa desconfiança. Eu sinceramente não sei o que esperar: pode ser muito bom ou uma merda. O último álbum Chinese Democracy não é ruim, a única coisa que o deixou aquém do esperado é a influência de rock industrial, principalmente de Nine Inch Nails.

Pois é, outro dia fui rever o show clássico do Guns´N Roses no Ritz, em 1988. Era uma banda dando tudo de si, época que estavam entrando em sua fase áurea. A música era um rock sujo, sem firulas, visceral e bombástico.  A banda nesse show apresentava o famoso line up com Alx, Slash, Duff, Izzy e Steve Adler. Era a melhor formação! Cada integrante distinguia tanto em personalidade como em estilo.

Axl se mostrava que ele era um dos melhores frontman do rock. Seu carisma e energia perigosa no show mostrava em toda sua intensidade, e uma atuação inigualável. Slash, embora não o considero um dos melhores guitarrista, seu estilo sujo combinava totalmente com a proposta da banda à época. Duff era um figuraço. Além de manter o ritmo seus backing vocals eram ricos. Izzy, o herói anônimo da banda. Ele foi responsável por escrever muitos dos hits que fariam GNR um nome familiar. Um dos melhores guitarristas ritmo de todos os tempos. E Steven era o baterista feliz, não tinha uma batida forte, mas o cara era único.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Anni B Sweet - Oh, Monsters!

Com tantas cantoras pop que tem por aí (a maioria clone uma das outras), e cada uma tentando ser mais “divã” do que as outras, fica difícil uma simples cantora espanhola de nome artístico Anni B Sweet (Ana López Rodríguez) ter grande espaço na mídia. Ela surgiu quando o MySpace ainda era o principal meio de um artista divulgar sua música.

Ela tem apenas dois álbuns, ambos maravilhosos, principalmente “Oh, Monsters!", de 2012.  São 14 canções bem variadas, indo do dreampop, o folk, ao rock; uma coleção de estados de espírito e atitudes em relação a seus monstros.

Difícil destacar uma faixa. Temos a roqueira Getting Older, a pop At Home, a climática e intimista Gone If IK Close My Eyes (que música!).

As influências mais modernas passa por Radiohead, The National, já o lado folk e intimista temos Bridget St. John e Buffy Sainte Marie, e até mesmo Jewel.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Queen - The Works



Apesar do álbum Works, de 1984, do Queen não ser lá grande coisa, ele tem seus achados – os fãs de longa data sempre vão preferidos os trabalhos mais roqueiros dos anos 70. É em Works que se encontro os hits radiofônicos “Radio Ga Ga” e “I Want to Break Free” (o escandaloso viodeclipe era livremente baseado numa cena doméstica da telenovela  britânica “Coronation Street”, eles aparecem travestidos. Pena que por causa desses sucessos maçantes mitos fãs nem quiseram ouvir o álbum por inteiro.

O passado honroso do Queen pode ser lembrado nas faixas mais hard rock como “Hammer to Fall” (uma manifestação antinuclear de Brian May), a sacolejante “Tear I Up”. A balada “Is This the World We Created?” nem sequer chegou a reconhecida como uma grande canção. Pois é, não deve tanto a uma “Love of My Live”. “It´s A Hard Life”, apesar de seu apelo pop, também não faz feio.


The Works se tornou o álbum de maior sucesso do grupo, apesar do desinteresse do público americano. The Works chegou com dificuldade à 23ª posição nos Estados Unidos, enquanto “Radio Ga Ga” alcançou o 16º lugar.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sir Lord Baltimore - Kingdom Come



Eu estava andando pela Rua Augusta, São Paulo, e vi o vinil da banda americana Sir Lord Baltimore, o primeiro álbum, Kingdom Come. Dito por muitos como o primeiro disco de Heavy Metal, foi lançado no início de 1971 (uns dizem que foi lançado no final de 1970). Não é o Black Sabbath com seu álbum homônimo? Ou seria mesmo o Led Zeppelin em 1968? Mas isso é opinião de críticos mais antigos, porque os mais jovens, associam a banda ao Stoner Rock (leia-se: rock tosco, misturado com Heavy Metal e pitadas de rock psicodélico). Mas quem inventou o Stoner Rock não foi o Blue Cheer? Ou seria a banda Buffalo?

Sei lá, sei que eram fortemente influenciados pelo Cream de Eric Clapton, só aqui, meu velho, é como se o trio tivesse tomado um choque na tomada. Mas é meio MC5, meio Blue Cheer também. Tem até uma balada pra descansar o pescoço: “Lake Isle Of Innersfree”, que parece os primórdios do Uriah Heep. De qualquer maneira músicas como “Pumped Up” e “Hard Rain Fallin´” é capaz de pôr fim a qualquer #rolezinho.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Cliff Burton e o ás de espadas



Burton não só era o cara mais legal da banda, como também o melhor músico e mais dedicado ao seu instrumento, o baixo. A influência inicial de Cliff foi fundamental para a criação do estilo musical do Metallica. Seu visual hippie, sempre de calças boca-de-sino, e jaqueta jeans, cabelos desalinhados, era de uma simplicidade que pouco se viu e se vê no meio musical. Além de ser o único com conhecimento de piano clássico e fã de Mozart.

Burton se notabilizou no Trash Metal ao usar o baixo de forma não usual como fazer uso de pedais wah-wah – ele não só tocava baixo, ele solava no instrumento como se fosse guitarra! Além de praticamente moldar o som do Metallica e marcando com seu baixo sujo músicas como “For Whom The Bell Tolls”, “(Anesthesia) Pulling Teeth”, “Orion” e “The Call of Ktulu”.

Nascido em 1962, em Alameda County (estado da Califórnia), mas criado em Bay Area de San Francisco. Ele tinha dois irmãos mais velhos e desde pequeno se sentiu atraído para a música quando seu pai o iniciou na música clássica. Ele teve aulas de piano e seu interesse se expandiu para o jazz, chegou ao rock e, finalmente, ao Heavy Metal. Aos 13 anos, após a morte de seu irmão começou a tocar baixo, instrumento que este tocava e desde então, passou a praticar seis horas por dia, inclusive quando já estava no Metallica.

Sua primeira banda foi o EZ-Street, na qual incluía o futuro guitarrista do Faith No More, Jim Martin, e o futuro baterista de Ozzy Osbourne, Mike Bordin. Na universidade já encontrava-se em outra banda, que também incluía Martin, Agents of Misfortune, com a qual participou de um concurso de bandas. No DVD em sua homenagem, existe a imagem dele neste concurso, tocando solo de baixo.
Infelizmente, todas as distorções que forneceu com seu baixo e o caos incrível que reinou em seu desempenho não convenceu o júri deixando-o de fora da competição.

Um ano mais tarde (1982) juntou-se a banda Trauma. Há um único registro desse grupo na compilação Metal Massagre II, a música “Such A Shame”. Nesse mesmo ano, Trauma viajou para Los Angeles no outono, para tocar em um concerto em que estavam, por acaso, James Hetfield e Lars Ulrich. Todos os membros do grupo queriam que o atual baixista Ron McGovney saísse, inclusive Dav Mustaine (à época no Metallica). Quando chegaram ao local, o próprio Cliff se encontrava tocando Anesthesia. Logo pensaram que se tratava de um incrível guitarrista em seu solo de “guitarra” repleto de wah-wah, no entanto foi uma grande surpresa para eles quando viram que era um baixista.

Não pensaram duas vezes em convidá-lo pra se juntar ao Metallica. De início, Burton recusou a oferta, mas concordou mais tarde, pois o Trauma, sua banda, “estava se tornando muito comercial”. Mas impôs uma condição: o grupo mudar para sua cidade natal. E foi o que fizeram, junto com Dave Mustaine (futuro Megadeth) em dezembro de 1982, criando a primeira formação significativa do Metallica.

Antes disso, a banda já havia gravado sua primeira canção, “Hit The Lights”, e uma demo chamada “Til Leather No Life”. A primeira coisa que Burton gravou com eles foi a demo “Megaforce”, pouco antes de começar a trabalhar no álbum de estreia do Metallica. Em abriu de 1983, pouco antes de ir a New York e gravar o novo disco, Dave Mustaine foi expulso do grupo por seu abuso de drogas, álcool e comportamento violento.

Na mesma tarde, o guitarrista do Exodus e aluno de Joe Satriani, Kirk Hammett se juntou ao grupo. O debut deveria se chamar “Metal Up Your Ass”, mas por motivo de censura tiveram que mudar o nome. Foi Cliff que deu a sugestão para o novo nome para o álbum, “Kill Em All”. Lançado em julho de 1983, obtendo um grande sucesso. No tracklist podemos escutar o famoso solo de baixo em “(Anesthesia) Pulling Teeth”, que se tornou uma das canções de culto ao baixista e uma das mais impressionantes performances ao vivo da banda. Cliff era o cara.

O segundo álbum, “Ride The Lightning”, de 1984, percebe-se uma grande maturidade nas composições e nos brindam com pedras preciosas como “For Whom the Bell Tolls” e a instrumental “The Call of Ktulu”. Sua lenda cresce a passos largos, algo inusitado para época e que influenciou milhares de baixistas em que muitas canções pode-se ver um baixo como linha principal da música.

Finalmente chega o auge da carreira de Cliff Burton, em 1986, com o terceiro álbum da banda, “Master of Puppets” no qual inclui a instrumental “Orion”, outro símbolo de culto ao baixista. Lançado em março, o grupo seguiu em turnê pela Europa, a Damage Inc. tour, para promovê-lo.

O último concerto com o virtuoso das quatro cordas ocorreu em 26 de setembro de 1986, Estocolmo, e depois do show o grupo embarcou no ônibus que os levaria para Copenhague. Durante a viagem, acompanhado por músicos e a equipe da turnê, ficaram conversando até altas horas até que o cansaço os venceu e decidiram ir dormir, mas Cliff não estava satisfeito com o lugar que lhe haviam dado, assim começou a protestar para dormir em lugar mais confortável, o disputado beliche de cima onde o guitarrista Kirk Hammet dormia. O jeito era recorrer às cartas – ao longo de sua turnê viajavam e dormiam em um ônibus muito desconfortável. É por isso era comum disputarem os melhores lugares por meio de cartas. Assim as cartas foram embaralhadas e Burton tirou o ás de espadas, enquanto Kirk o dois de copas.ganharia quem tirasse a carta “mais alta”.

Em 27 de setembro de 1986, no caminho para a Dinamarca, na altura do município sueco de Ljungby, por volta das 06:15 da manhã, os dois ônibus da turnê seguiam pela estrada até que um deles teve uma virada brusca e foi na direção contrária, devido a uma derrapagem no gelo da pista e capotou. Cliff foi jogado pela janela, pois dormia na parte de cima do beliche e ainda o ônibus capotou em cima dele, matando-o na hora. Cliff tinha apenas 24 anos e uma carreira promissora.

O Ás de Espadas - O ás de espadas, no tarot é um arcano de força, vitória, mas também de mudança, a morte. Seu pulso é firme e sua ponta é pronta para o ataque, Ele representa sempre o início de uma nova fase, um novo período. A lâmina que costuma cortar, romper, ceifar, surge de uma forma positiva, para encerrar um processo que pode ser kármico.

Cliff Burton era fã do Motorhead, como quase a maioria das bandas iniciais de Trash Metal. Ele tinha na música “Ace Of Spades” (ás de espadas) um clássico.

Cliff foi cremado e suas cinzas foram espalhadas. Na cerimônia tocaram a canção “Orion”, composta por ele e hoje podemos ver em seu memorial um poema também composto pelo baxista, que encontra-se na música “To Live Is to Die” composta em homenagem a ele.
“…cannot the Kingdom of Salvation take me home?”


Após consulta com a família de Burton, o Metallica decidiu seguir em frente e procuro um novo baixista. No entanto, o grupo, obviamente, nunca foi o mesmo. Jason Newsted entrou para substituí-lo, mas sempre teve que carregar nas costas o fardo de ser o baixista que substituiu Cliff na banda. Um papel difícil já que o baixista tinha sido endeusado por seu público, sendo que muitas vezes, Jason nem foi muito aceito pelos fãs. Por essa e muitas outras coisas, o grupo não se atrevia a tocar “Orion” – passariam a tocá-la só mais recentemente, em 2006 já com o baixista Robert Trujillo . De qualquer forma, ao longo dos anos foram muitos tributos a Cliff. Seu ex-companheiro Dave Mustaine, após ouvir a notícia de sua morte, escreveu a música “In My Darkest Hour” em sua homenagem.