quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Britney Spears, a princesinha do auto-tune está de volta

De toda turminha que tem origem no Clube do Mickey, é Britney a que menos sabe cantar – a única que tem uma boa voz é Christina Aguilera, pena que as músicas nunca estiveram no mesmo nível. Pois é, o 8º álbum da moça chegou às lojas, Britney Jean, e só nos faz manter a pergunta: como uma música tão medíocre, descartável, com os clichês de sempre, consegue vender bem?

Desconfiem sempre de artistas da monarquia do pop, seja Kety Perry, Madonna, Justin Bieber e ou intocável Michael Jackson. Todos sempre usaram e usam playback e auto-tune em shows, no caso de Spears é 99% e auto-tune - o eufemismo é “recurso de voz”.

O álbum é produzido por Will.i.am, tem colaboração do picarete David Guetta, o rapper T.I., da australiana Sai Furler, Katy Perry em “Passenger”, e até da irmã de Spears, Jamie Lynn. O estilo das músicas é o mesmo de sempre: me engane que eu gosto. Desta vez, a única diferença é que há mais baladas – para você chorar, de raiva.

O single “Work Bitch” é uma canção vergonhosa, bem aquela bobagem de “sou sexy” – Por que toda cantora pop do mainstream tem que ficar provando que é sexy? “Til It´s Gone é Dubstep”, como se dubstep fosse alguma coisa boa. A melhorzinha é a faixa que abre o álbum, “Alien”, mas nada que surpreende.

Ela tenta cantar em algumas faixas – provar o que não sabe fazer –, “Perfume” é uma delas; nela o excesso de afetação na voz, tentando provar que é sexy, estraga tudo e o desastre é apavorante. A outra é “Passenger”, que chega a dar medo! Contudo, por outro lado isso é bom, porque, como ela diz “o álbum é o mais sincero e verdadeiro”, e não tem nada mais verdadeiro do que mostrar pra todo mundo que não sabe mesmo cantar. 


domingo, 8 de dezembro de 2013

Há 33 anos, morria John Lennon



Há 33 anos, Mark David Chapman assassinava o ex-Beatle com vários tiros na porta de sua residência em New York

Desde o nascimento de seu filho, Sean, em 1975, John Lennon deixou a música com a idéia de se dedicar a vida familiar, que era uma promessa que John fez a Yoko Ono para convencê-la a ter um filho após um par de abortos. O cantor teria se encarregado dos cuidados de Sean. Até então, John não tinha passado muito tempo com sua família, nem com seu primeiro filho, Julian. Desta vez, o músico queria que tudo fosse diferente.

Após três anos de afastamento musical, John Lennon regressou com o álbum Double Fantasy, em novembro de 1980. O álbum foi recebido com muito interesse pela mídia, devido o longo silêncio artístico. Afinal, era um novo trabalho de um dos maiores músicos do século 20. Com a morte de Lennon, apenas um mês após seu lançamento, Double Fantasy chega ao primeiro posto das listas de vendas.

O último dia de John



Na manhã de 08 de dezembro de 1980, seria igual a muitos outros dias na vida de John Lennon. O músico começara o dia respondendo a diferentes meios de comunicação; mais tarde cortara o cabelo e enviaria uma foto para Annie Leibovitz, da revista Rolling Stones.

As cinco da tarde, John e Yoko chegaram ao estúdio da rua 54 para trabalhar nas canções do próximo disco. Ao sair do Dakota, Lennon teria o primeiro encontro com seu assassino. O cantor havia autografado uma cópia de Double Fantasy. Quando o casal voltou para casa às 22:30, Chapman esperou-os – parece que Lennon o reconheceu como o rapaz do autógrafo - Yoko Ono já ia entrando no prédio quando Chapman disparou cinco vezes sua Charter Arms calibre 38 em John. Ele ficou agonizando na porta de entrada do prédio, para desespero de Yoko Ono. Um casal de policiais levaram-no ao hospital Roosevelt, onde certificaram de sua morte às 23:15 de 8 de dezembro.

O dia depois

A notícia da morte de John Lennon correu o mundo em poucas horas, as lágrimas de todos os fãs se multiplicaram junto ao sonho de John de um mundo melhor. Milhares de pessoas se reuniram em frente à casa do ex-Beatle. O corpo de John foi cremado e as cinzas, dias mais tarde, foram entregue à sua viúva. Yoko Ono anunciara que nenhum funeral seria realizado e pediu aos fãs para que se reunissem no Central Park, no dia 14 de dezembro, para orarem e compartilharem dez minutos de silêncio. Mais de duzentas mil pessoas participaram do evento em Nova York, suas cinzas foram espalhadas no parque, e outros tantos tributos foram realizados em outras cidades e no mundo inteiro.