domingo, 27 de outubro de 2013

O Michael Jackson dos anos 1950





 Além de não ter tido infância direito - por ter ficado famoso muito jovem e trabalhar desde os 10 anos - Frankie Lymon aos 15 anos já era viciado em heroína, praticava sexo antes dos 12 – se gabava de manter relação junto a mulheres com o dobro de sua idade - e morreu na miséria, aos 25 anos, encontrado morto no banheiro da casa de sua avó

Não tem como não pensar em Michael Jackson quando se pensa em Frankie Lymon. Ambos eram os mais jovens membros de seus respectivos grupos, ambos roubaram os holofotes de seus companheiros de banda, e ambos começaram a carreira solo antes dos quinze anos.
Só que a história desse menino negro, nascido em 1942 no coração do Harlem é muito mais trágica. Ele também era o líder carismático de sua banda, The Teenagers, e dançava muito bem.

Lymon nasceu no Harlem, New York, em 30 de setembro de 1942. Como seu pai cantava em um grupo gospel, a carreira do menino começou cedo. Aos 12 anos, ele ouviu um grupo de doo-wop chamado Coupe De Villes em um concurso de talentos da escola e fez amizade com o seu líder, um porto-riquenho chamado Herman Santiago. Pouco tempo depois ele se juntou ao grupo, que então passou a se chamar The Premiers. Logo viria a primeira canção, Whay Do Fools Fal in Love, que impressionou Richard Barret, vocalista do The Valentines e conseguiu uma audição com o produtor George Goldner para os garotos. No teste Goldner ficou encantado com a voz de Lymon e pediu para ele ser o cantor principal a partir de então. Assim, Frankie tornou-se o líder do grupo, agora rebatizado como The Teenagers.

Graças a Goldern, o grupo assinou contrato com a Gee Records, e “Why Do Fools Fall in Love” tornou-se o primeiro single, em janeiro de 1956, alcançado o sexto lugar de singles pop da Billboard e foi número 1 na Billboard de R&B por cinco semanas. Durante todo o resto do ano obtiveram vários sucessos. Um dos hits The ABC´s of Love deve ter influenciado muito a canção ABC dos Jackson Five, pois  ambas tem uma letra muito semelhante, alem do título.

Em dezembro de 1956, Frankie rouba de fez a cena e na estréia tanto que no primeiro LP do quinteto, vem o destaque na capa: The Teenagers Featuring Franky Lymon, deixando claro que ele é o destaque do grupo. O surpreendente êxito da banda converteu Lymon no primeiro ídolo juvenil afro-americano, e logo estavam tocando com grandes nomes como Little Richard, Bill Haley e The Platters. Também aparecem em alguns filmes de Alan Freed, Rock, Rock Rock (1956) e Mister Rock and Roll (1957). Mas a vida dos Teenagers com Lymon não durou muito e no princípio de 1957, o grupo se rompe durante uma tour pela Europa.

Lymon como artista solo não foi tão bem sucedido quanto o esperado. Em julho de 1957 apareceu em um episódio de The Big Beat dançando com uma garota branca e foi criado um tumulto. A direção do canal de televisão considerou um escândalo e o programa foi cancelado. Mas o pior veio depois: como qualquer adolescente, Frankie mudou de voz, e perdeu seu distinto timbre de soprano. Posteriormente Lymon passa a cantar em falsete, uma medida desesperada para se manter na música.  Seu maior sucesso foi uma versão solo de Little Bitty Pretty One, de Thurston Harris, que só alcançou a posição 58 nas paradas, em 1960.

Viciado em heroína desde os 15 anos, ele passou a usar drogas com mais freqüência e sua carreira começou a ir ladeira abaixo. A gravadora rescindiu o contrato e o jovem entrou para um programa de reabilitação. Nos últimos anos de sua curta vida, Lymon teve tempo para se casar por três vezes, uma com a cantora Zola Taylor, dos Platters. Sua última aparição na televisão foi em 1965, no programa Hollywood a Go-Go, onde o cantor, aos 22 anos, tocou em playback “Why Do Fools fall in Love”. Tendo em conta que a canção foi gravada quando ele tinha 13 anos. Em 1968, ele finalmente conseguiu um contrato com a gravadora Big Apple para gravar material inédito. Frankie que tinha largado a heroína por três anos e resolveu celebrar esse novo contrato com um bom pico e foi encontrado morto por overdose, aos 25 anos.

A influência de Frankie Lymon é enorme, principalmente na gravadora Motown, influenciando as girls groups dos anos 1960. Diana Ross chegou a interpretar Why Do Fools fall in Love em 1981. The Tempetations, Smokey Robinson também reconhecem a sua influência. Mas foram o Jackson Five, de Michael Jackson, que mais foi influenciado por Frankie Lymon And the Teenagers. O produtor da Motown, Berry Gordy, baseou muito no material deles, lembrando da já citada canção The ABC´s of Love. Também copiando os aspectos estéticos destes.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Todas as bandas passam, menos os Rolling Stones





Recentemente fui ver um show no Youtube dos Rolling Stones, que aconteceu no Prudential Center, nos EUA, é o que tem a participação infeliz de Lady Gaga cantando (leia-se: estragando) Gimme Shelter com um salto tão alto que ela mal conseguia andar pelo palco. Mas o importante não é isso: o importante é que os Rolling Stones estão na ativa em pleno 2013!

Os Rolling Stones 2013 é uma banda mais lenta, as músicas parecem ser tocadas em câmera lenta; não há mais tanta agitação como antes. Talvez seja devido ao peso da idade dos velhos roqueiros. Porém, as músicas são tocadas com uma precisa e perfeição assustadora, algo que só músicos calibrados como os Stones conseguem hoje em dia, afinal é uma das bandas de rock mais antigas ainda não ativa.

Desde que surgiram, no início dos anos 1960, vimos muitas bandas tendo seu apogeu e perigeu, algumas prometiam muito, mas os egos inflados de seus integrantes botaram tudo a perder, Guns´n´Roses e The Stone Roses são apenas um entre tantos – cuidado, então, para não montar banda que tem Roses no nome. Movimentos musicais que pareciam querer mudar o mundo, como o punk rock, não durou nada – mesmo que continuam dizendo que “the punk no is dead”, a arrogância, a autodestruição de muitas bandas acabou com tudo. Vimos o grunge ficar pop, DJ´s virarem músicos e o heavy metal se dividir em incontáveis sub-estilos – e até mesmo o Trash Metal cair ao gosto das massas. 

Quantos músicos, bem mais jovens do que qualquer integrante dos Rolling Stones, estão com os vocais detonados ou que mal conseguem tocar seus instrumentos? E os Stones também foram uma banda de excessos de sexo e drogas! Como explicar isso?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Era Elvis um extraterrestre?



Elvis pode ser indiscutivelmente o rei do Rock´n´Roll, mas você sabia que ele também é supostamente o rei do avistamento de OVNI´s? Acontece que este pioneiro oficial do rock também foi um dos primeiros a falar sobre sua conexão com os discos voadores. Sim, porque tivemos outros como John Lennon, Jim Hendrix e Michael Jackson – não me venha dizer que ele já era um ET.

É verdade, pelas inúmeras biografias do rei, que ele era um sujeito excêntrico, mas seu interesse por UFOs e a pela vida extraterrestre. Elvis estava aberto a idéia que os UFO´s eram alienígenas visitando a terra, pelo menos é o que defende Michael Luckman, um nova-iorquino ufólogo, em seu livro “Alien Rock: The Rock 'N' Roll Extraterrestrial Connection”.

De acordo com Luckman, a vida de Elvis foi marcada desde seu nascimento por experiências ufológicas e continuou ao longo de sua vida.

Tudo começou na noite em que Elvis nasceu, a oito de janeiro de 1935, quando um objeto estranho foi observado voando nos céus de Tupelo, Mississippi. Tanto o pai de Elvis quanto o médico que ajudou no parto, perceberam uma estranha luz pairando em cima da casa onde o rei nasceu.  O fato foi confirmado por Larry Geller, cabeleireiro de Elvis por 12 anos. “Seu pai disse que tinha saído para fumar um cigarro às duas da manhã durante o parto, quando ele olhou para o céu e viu acima de sua casa uma estranha luz azul. Ele soube, então, que havia algo muito especial acontecendo”, disse Geller.

Curiosamente, em todas as mitologias da humanidade o nascimento de um ser especial foi marcado por uma ocorrência de natureza semelhante, seja a estrela de Belém, um unicórnio, no caso de Confúcio, ou um sonho profético, no caso de Alexandre, só para citar alguns exemplos. Como já vivíamos em um mundo mais moderno, o nascimento de Elvis foi prenunciado por um OVNI – embora muitos creem que a estrela de Belém era um OVNI, como relata J.J. Benitez em seu livro “O OVNI de Belém”.

De acordo com Luckman, aos oito anos, Elvis foi contactado telepaticamente por dois seres alienígenas que lhe mostrou um vislumbre de seu futuro brilhante: uma imagem de si mesmo cantando de forma ultrajante perante uma multidão, mas o jovem Elvis não tinha idéia do que significava tudo aquilo na época.

Geller durante muitos anos compartilharia com Elvis vários avistamentos, como uma vez que estavam viajando de carro no deserto à noite e viram um conjunto de luzes estranhas circulando no céu. Outra vez, estavam andando em Graceland e notaram luzes em um campo se movimento para trás e para frente.

O fato é que Elvis acumulou uma coleção pessoal de cerca de 350 livros sobre ufologia, que costumava levar consigo para onde ia. Geller se confirma que ele teve com aparições de Elvis. A fixação dele chegou a um ponto em que o seu empresário, Coronel Parker, manifestou preocupação com o interesse por ufologia de Elvis, como um problema para sua carreira.

O Rei morreu com apenas 33 anos (idade de Cristo!), em 1977, sob circunstâncias não totalmente claras, e seus fã especulam até hoje se ele está vivo ou talvez ele fosse abduzido por alienígenas (ou inclusive ele mesmo seja um extraterrestre ou uma canalização psíquica de um mestre ascensionado ou simplesmente o messias do rock´n´roll).