quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um maluco na música eletrônica: Fad Gadget



O mundo do rock sempre nos apresentou músicos pirados. Alguns eram caras normais até o momento em que as drogas estragaram a mente deles: Syd Barrett (Pink Floyd), Arthur Lee (Love) e Roky Erickson (13Th Floor Elevators). Outros parecem que a mente atrapalhada vem desde a infância: Keith Moon (The Who) e Ozzy Osbourne (Black Sabbath). No entanto, há aqueles que são difíceis de definir; é o caso de Fad Gadget.

Fad Gadget (pseudônimo artístico criado por Frank Tovey) era um cara muito diferente: bem humorado, estranho, selvagem, o sujeito tinha comportamento suicida no palco e manias para lá de esquisitas.  Em suas maluquices, em um show chegou a bater tanto a cabeça, em um show, contra uma bateria eletrônica que o sangue começou a esguichar, levando algumas pessoas da platéia a desmaiar. Em outro, pulou tanto que trouxe consigo o teto na volta. Era também comum, antes dele saltar sobre o público dar várias cambalhotas. Mas em 1984, em Berlim, se ferrou: já com dois olhos roxos e nariz quebrado, saltou do palco e quebrou também as duas pernas.

Gadget também costumava espalhar creme de barbear no seu corpo nu, se cobrir com penas de galinha e piche. Foi devido à amizade e admiração que Daniel Miller o contratou como o primeiro artista de sua iniciante gravadora, a Mute Records, lançando seu primeiro single, The Box, em 1979. Seu maior sucesso foi o single Micky´s Hand, que, segundo Fad Gadget, era uma mistura de Suicide com Donna Summer.

Ao longo de sua carreira - ele voltou a usar seu nome de batismo, Frank Tovey – influenciou e foi influenciado por diversos estilos, misturando eletrônica com rock, punk, folk e dance. Tovey inesperadamente faleceu em sua casa em 03 de abril de 2002. Sua contribuição singular à música eletrônica é inegável, assim como sua influência sobre ele.

Nenhum comentário: