sábado, 20 de julho de 2013

Stiv Bator, “Fuck art, let's rock!”


Olhando para trás, vemos que os anos 60 e 70 foram décadas que trouxeram os sujeitos mais malucos do mundo musical. Bem diferente dos artistas de hoje, onde as suas “loucuras” soam cada vez mais artificiais e talvez sejam até premeditadas para se manterem na mídia. Porém, não engana quem viveu aqueles anos loucos.

Stiv Bators foi uma das muitas figuras irreverentes do punk rock surgidas na segunda metade dos anos 70. Esteve à frente do Dead Boys, uma das bandas seminais do punk rock que entrou para história tocando no CBGB, lendário reduto punk em Nova York. Naquela época, a banda também se tornou uma das mais efetivas no clube, sendo imortaliza no filme Dead Boys Live At CBGB 1977.

Ao longo de sua vida, Stiv trabalhou com várias bandas diferentes, sendo algumas com figuras famosas do punk rock responsáveis pela disseminação do estilo nos EUA. A mais antiga foi Mother Goose, bastante influenciada por Alice Cooper. Depois veio Rocket From the Tombs, banda que se dividiria em duas: uma metade formaria o Peru Ubu e a outra o Frankenstein, esta última não duraria nada, mas foi o suficiente para lançar uma demo, “Eve Of The Dead Boys”, título que daria o nome para a próxima banda de Stiv, e “Sonic Reducer”, futuro clássico no repertório do Dead Boys.

Primeiro álbum do Dead Boys
The Wanderers seria outra banda de curta duração. Esta surgiu após o fim do Dead Boys em 1979. Stiv a fundou junto à ex-membros do Sham 69.

The Whores of Babylon foi um grupo montado com Dee Dee Ramone (precisa dizer de que banda?) e Johnny Thunders (ex-New York Dolls). A última banda seria The Lords of the New Church, que incluía Brian James, ex-membro do The Damned. O cantor também chegou a lançar dois álbuns solos, Disconnected (1980) e L.A. L.A. (1979).

Suas performances ao vivo não têm nada a invejar aos do Damned: provocações, escandalizações, Stiv não hesitando em insinuar sexo oral, ou mesmo se pendurando no palco, contorcendo-se enquanto batia o microfone na barriga. E a péssima mania de babar.

Os Dead Boys são lembrados até hoje como um dos pilares do punk rock, por suas performances selvagens e a personalidade característica de seu líder Stiv Bators. “Young, Loud and Snotty”, de 1977, primeiro álbum do Dead Boys, uma estreia crua e visceral fez da banda uma das referências da cena punk de Nova York.

Nos últimos anos de sua vida, Stiv Bators foi viver em Paris. Lá, como Jim Morrison, de quem era fã confesso, viveria seus últimos dias. Bators morreria atropelado por um taxi quando atravessava uma rua em Paris, aos 41 anos de idade, em 03 de junho de 1990.

Dave Tregunna (ex-Sham 69 e ex- The Wanderers), disse que as cinzas de Stiv foram depositadas em uma urna junto ao túmulo do líder dos Doors. No entanto, John Waters, diretor do filme Polyester, do qual Bators atuou, disse que a namorada do cantor havia cheirado as cinzas. Já o documentarista David Dufresne, que era amigo de Stiv e assistiu o funeral, aludiu à existência de duas caixas de cinzas, uma para sua mulher e outra para seus pais.


O certo é que Stiv Bators, antes de morrer, estava trabalhando num projeto solo com Dee Dee Ramone e ex-componentes dos Godfathers, Hanoi Rocks e The Lords of the New Church, tendo registrado oito músicas que nunca foram lançadas oficialmente.

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse blog é muito :D