segunda-feira, 25 de março de 2013

Faith, o disco religioso do The Cure


“Faith estava planejado para ser mais positivo, mas, devido aos diversos problemas pessoais que se abateu sobre nós na época, ele acabou se tornando mórbido, semi-religioso”
Robert Smith

Faith é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica The Cure , lançado em 1981 – quarto para alguns, se considerar a compilação Boy´s Don´t Cry.
o grupo voltou a ser um trio após a saída do tecladista Matthieu Hartley novamente, devido a desentendimentos graves com Smith.
Robert Smith havia concebido Faith como uma série de canções que investigariam a idéia de fé como crença e durante sua composição visitou regulamente a Igreja. Ele entendia que as pessoas iam lá, porque elas acreditavam na eternidade, no entanto, ele não tinha essa fé.
O álbum mostra o clima que a banda tinha na época, causado pela perda de vários amigos e no final de algumas relações de amizade, assim como eles perda da amada avó de Smith e morte de sua mãe do baterista Lol Tolhurst.
Algumas canções aproximam muito do cold wave do Joy Division, no álbum Closer. É o caso de “All Cats Are Grey” (uma citação shakesperiana), lenta e melancólica, Smith em sua teoria da derrota e perda celebra a elegia da morte. Todo este clima sorumbático culmina na faixa seguinte The Funeral Party, faz o ouvindo mergulhar de vez numa atmosfera surreal e etérea.
O álbum encerra com “Faith”, talvez o mumento mais sublime do álbum. um fim digno de um trabalho amargo, duro, difícil, talvez sucumbir ao estado emocional de seu compositor.
The Drowning Man, a história de uma menina que se afogou em um pequeno acidente, enquanto Smith simula canto gregoriano do submundo
A capa representa as ruínas da abadia de Bolton no nevoeiro. Mais tarde, Robert Smith foi casado, além disso, com sua infância querida Mary.fundado pela ordem agostiniana, nas margens do rio Wharfe.
Em 25 de abril 2005 Faith foi reimpresso versão do duplo CD , inserido na série de Universal Music Deluxe Edition, no qual teve a inclusão da canção Carrage Visors
Drogas e álcool desempenharam um papel importante na criação do álbum, bem como durante as sessões de gravação do álbum anterior, Seventeen Seconds.
A única luz que é vista em Faith é o single Primary e o maior sucesso do álbum, chegando ao Top 50 do Reino Unido e 25º nas paradas dos EUA. A música começou a ser composta à época da turnê seventeen seconds, sob o nome de Cold Colours e com uma letra completamente diferente.. Fato curioso: muitas vezes antes de tocar a música, a banda dedicava a canção a Ian Curtis, líder do Joy Division.
Segundo Roberto Smith, “Faith estava planejado para ser mais positivo, mas, devido aos diversos problemas pessoais que se abateu sobre nós na época, ele acabou se tornando mórbido, semi-religioso”.
Carrage Visors, só saiu na versão cassete de Faith. Trata-se de uma longa canção que muda permanentemente de andamento, sem perder a forma.
Depois de Faith, o Cure decidiu não ter mais bandas abrindo seus shows. Para deixar seu público distraído com alguma coisa enquanto os concertos não começavam o grupo fez Carnage Visors, um curta que seria exibido antes das apresentações.
filme, dirigiu irmão baixista, Richard Gallup. Não tinha enredo e mostrou uma dançarina mexicana fazendo acrobacias em um jogo impressionante de cores
O segundo disco oferece raridades da banda em 1980 e 1981 como casa de um de modelos de Robert Smith, do grupo, faixas ao vivo e inéditas e o single Charlotte Sometimes.

Um comentário:

Mary Joe disse...

O The Cure entrou na minha vida bem depois de Faith. Entaõ naõ tenho assim história pessoal com esse disco. E dessa forma nunca foi dos meus favoritos. Mas gostei de saber de todas essas coisas que vc disse.
Adoro seu blog por isso. Aqui sempre aprendemos muito.
Beijo carinhoso
Mary Joe