sábado, 8 de dezembro de 2012

DIIV – Oshin (2012)


DIIV, a banda de Zachary Smith Cole (também guitarrista do Beach Fossils), pertence a classe de grupos, onde as guitarras distorcidas, paredes de som e melodias etéreas, são mais uma vez os principais protagonistas.

E enquanto seu álbum de estreia Oshin  (Captured Tracks, 2012) é uma obra onde a melancolia tem um papel importante, Cole Smith e companhia não se limitam em traçaras apenas as formas musicais do shoegaze , mas incorporar vários elementos melódicos e rítmicos em suas canções, de tons mais obscuros, que  pouco tem a ver com a candura do Dream Pop, por exemplo

E é nestes temas mais brumosos  é justamente onde emergem os momentos mais brilhantes de Oshin, equilibrando componente do passado com um forte senso de experimentação. Claro, muitos deles permanecem ligados à visão romântica do shoegaze (“How long have you known?”, “Human”), mas outros arriscar cruzamento com krautrock (“Air conditioning” e “Druun, PT. II”) ou o The Cure mais lânguido (“Oshin (Subsume”) parece uma musica descartada do Desintegration.

No entanto, longe de perder a coerência com esta referência cruzada, DIIV dá sentido para o disco, unificando assim a sua proposta neste ecletismo musical, como em letras que aprofundam na volatilidade da existência humana, onde termos como “dream”, “fading” ou far away” são constantemente repetidos.

Enquanto muitas bandas contemporâneas assumir um som shoegaze ou dream pop em uma faceta mais branda e óbvia (dêem uma olhada no catalogo da Captured Tracks), DIIV constrói pontes entre diferentes gêneros, recuperando a essência da música no princípio de 1990: pop experimental e barulhento, mas, ao mesmo tempo, etérea e emotiva.

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