domingo, 23 de dezembro de 2012

Barbara Dickson - From the Beggar's Mantle...Fringed with Gold



From the Beggar's Mantle...Fringed with Gold, de 1971, é o segundo álbum solo de Barbara Dickson. O que sei sobre esse álbum. Quase nada, mas que disco bonito! É bem aquele estilo folk-rock dos anos 1960 e início dos 1970. É bem melancólico e reflexivo; dá aquela ideia de algo atemporal mantido por agradáveis arranjos mantidos por violoncelo, guitarra, violino e concertina e a guitarra e piano modestos de Bárbara Dickson.

Grande parte das canções foi escrita por Archie Fisher (apenas quatro das onze faixas são de Dickson). No primeiro momento não tem como não lembrar a canadense Judy Collins, porém aqui as canções são mais orientadas para a tradição britânica.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

E o Deep Purple?

Hoje estamos tão perdidos musicalmente que nem sabemos muito bem o que é rock´n´roll. Viram os últimos artistas a entrarem para o Rock And Roll Hall Of Fame?

Tudo bem, a banda canadense, o Rush entrou. Legal? Sim. Mas pô e o Deep Purple? Historicamente muito mais importantes; há anos pessoas esforçam-se para que eles entrem (estiveram entre os 15 finalistas desta última vez), mas nada aconteceu. Deixaram o Jon Lord morrer sem ter essa alegria. Triste.

Donna Summer entrou. Mas ela não era a rainha da Disco? Mesmo que fosse merecido esperaram ela morrer pra isso.  Public Enemy é rock? Albert King, ahh tá, o que seria do rock´n´roll se não fosse o blues...

sábado, 8 de dezembro de 2012

DIIV – Oshin (2012)


DIIV, a banda de Zachary Smith Cole (também guitarrista do Beach Fossils), pertence a classe de grupos, onde as guitarras distorcidas, paredes de som e melodias etéreas, são mais uma vez os principais protagonistas.

E enquanto seu álbum de estreia Oshin  (Captured Tracks, 2012) é uma obra onde a melancolia tem um papel importante, Cole Smith e companhia não se limitam em traçaras apenas as formas musicais do shoegaze , mas incorporar vários elementos melódicos e rítmicos em suas canções, de tons mais obscuros, que  pouco tem a ver com a candura do Dream Pop, por exemplo

E é nestes temas mais brumosos  é justamente onde emergem os momentos mais brilhantes de Oshin, equilibrando componente do passado com um forte senso de experimentação. Claro, muitos deles permanecem ligados à visão romântica do shoegaze (“How long have you known?”, “Human”), mas outros arriscar cruzamento com krautrock (“Air conditioning” e “Druun, PT. II”) ou o The Cure mais lânguido (“Oshin (Subsume”) parece uma musica descartada do Desintegration.

No entanto, longe de perder a coerência com esta referência cruzada, DIIV dá sentido para o disco, unificando assim a sua proposta neste ecletismo musical, como em letras que aprofundam na volatilidade da existência humana, onde termos como “dream”, “fading” ou far away” são constantemente repetidos.

Enquanto muitas bandas contemporâneas assumir um som shoegaze ou dream pop em uma faceta mais branda e óbvia (dêem uma olhada no catalogo da Captured Tracks), DIIV constrói pontes entre diferentes gêneros, recuperando a essência da música no princípio de 1990: pop experimental e barulhento, mas, ao mesmo tempo, etérea e emotiva.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rihanna - Unapologetic



E Rihanna lançou mais um álbum, Unapologetic. O Visual mais do mesmo, postura de cantora sexy rebelde – regras básicas de rainhas, princesas do pop. E, como todas outras cantoras badaladas, se trancou no estúdio com seus produtores também baladados e compositores bem sucedidos. Gente pé no saco como David Guetta, StarGate e Benny Blanco. Claro, participações de outros chatos descolados como Eminem, Ekko Mikky e, só para criar polêmica e ti-ti-ti, Chris Brown – um idiota total. Pior é que a mulher, vende e vende muito!

O primeiro single foi “Diamonds”, letra escrita por Sia Furler, a música chegou em primeiro lugar nos EUA. E o que isso significa? Dinheiro, muito dinheiro. Esta canção é uma das poucas que se salva no álbum, sinceramente.

Unapologetic é o sétimo álbum da cantora de Barbados. É um trabalho “atrevido” dentro do que se espera do mainstream: manda umas canções pop aqui, outro mais eletrônica ali e as baladas para seguir a tradição.

É o tipo de cantora quando ficar mais velha (ela só tem 24 anos), e não ter muito mais o que dizer (como se ela tivesse), vai lotar estádios no Brasil e ficar dizendo “eu amo o Brasil”.

Veja a capa Unapologetic, talvez antes de ser trabalhada. Um fã enviou-a para o site oficial da Rihanna.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Gabrielle Aplin, mais uma cantora para você enjoar




Gabrielle Aplin aos 14 escreveu sua primeira canção, Ghosts. Aos 17, escreveu a faixa-título de seu primeiro EP. Com a mesma idade, ela montou seu próprio selo, Never Fade Records. Logo, já tinha uma agenda planejada para sua primeira turnê ao redor do Reino Unido. Aos 18, havia lançado dois EP`s e, aos 19, seu single de estréia pela Parlophone Records - um cover de Frankie Goes to Hollywood para “The Power of Love” – entrou em 5º lugar nas paradas de sucesso do Reino Unido e atinge o primeiro lugar no iTunes da Inglaterra.

Com mais de 13 milhões de visualizações de seus vídeos no YouTube, feitos para os seus três EP´s três anteriores (2,5 milhões de pessoas viram a canção Home ), o álbum de estreia da britânica Gabrielle Aplin está prevista para a março de 2013. O single “Please Don't Say You Love Me” será lançado em 10 de fevereiro.

 E aí você vai ouvir a música da moça para entender a ascensão rápida da novata e percebe que sua música não tem nada demais! Ok, a garota é simpática, tem uma voz legal, e a música é bonitinha. Mas quantas cantoras não existem por aí como ela? Existem aos montes!

Antigamente o que chamava atenção musical era ser diferente, hoje é ser lugar-comum. Grava-se uma música, depois faça um vídeo, põe no youtube e pronto: é só aguardar. Foi-se o tempo em que o artista ralava demais para ter a chance de gravar seu primeiro single, Beatles que o digam.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Coockoo - Cosmoventura (2012)


A coisa está russa, ainda bem, porque só têm surgido bandas legais por lá. Portanto, Coockoo não foge à regra. Com o recente primeiro trabalho lançado, Cosmoventura, logo rendemo-nos a faixa de abertura, a hipnótica Ne Disсotheque.

A banda é formada por Maria Melnikova (vocal e teclados), Evgeny Orlov (bateria, backing vocal e teclados), Egor Kosarev (guitarra) e Petr Krykin (guitarra e teclados). Surgiram a uns dois anos em Moscow e pouco se sabe sobre eles.

Tudo começou quando chamaram a atenção com o single provocativo Groupies Anthem (FUCK), lançado em 2009, que trouxe popularidade instantânea dentro da cena musical alternativa russa.