domingo, 25 de novembro de 2012

Candi Staton, uma diva do soul que não é Whitney Houston



Candi Staton é uma dessas cantoras que começou a carreira cantando soul, no final dos anos 1960, e depois tentou pegar carona na Disco Music, com um sucesso aqui e outro ali para depois desaparecer e voltar décadas depois cantando gospel ou viver de velhos hits.

Sua fase soul é a melhor, o que faz com que concentremos nossa atenção em seus primeiros álbuns – I´m Just a Prisoner (1969), Stand By Your Man (1971), Cândi Staton (1973) -, porém em 1976 ela entrou na onda da Disco Music e comete “Young Hearts Run Free”, seu maior hit, levando-a competir, por um curto período de tempo, com as “rainhas da Disco” ao lado de gente como Donna Summer e Diana Ross.

O que importa é que durante anos ela foi uma incrível cantora soul. No entanto, nunca ganhou a fama que merecia – era muito cult, lado B, ou mesmo underground. E a moça não ficou milionária, chata, com o ego nas alturas, vendendo milhões de álbuns para depois descer ao inferno das drogas. Coisas que aconteceram com gente como Whitney Houston, reconhecida como diva do soul e do R&B.

Que o mundo é injusto, todos nós sabemos. Whitney Houston lançou muitos álbuns seguindo fórmulas muito mais direcionadas para o pop pasteurizado do que para o soul. Tudo bem, Houston tinha uma ótima voz. Que mais?

Quem saiu perdendo fomos nós. Os discos de Candi Staton antigos não são reeditados facilmente – tudo que se encontra, às vezes, é alguma coletânea.  Esta cantora nascida no Alabama não conheceu nem metade da fama de Houston, sendo que seu talento era bem superior. Ambas tiveram origem no soul e cantavam em igrejas, flertaram com a Disco Music e ambas com seus vocais requintados.

Candi Staton ainda é viva. Sua música hoje é mais voltada par ao gospel – e ainda canta bem demais. Caso morra (isso acontecerá com todos nós), não vai ser aquela babação como aconteceu com Whitney Houston, onde a mídia explorou muito mais sua decadência psicológica e física do que sua música, seu talento – e tivemos que ficar ouvindo I Will Aways Love You toda hora.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ozzy Osbourne, fanático pelos Beatles




Ozzy Osbourne sempre foi fã declarado dos Beatles e nunca escondeu a sua admiração. Uma de suas maiores alegrias foi quando conheceu Paul McCartney pessoalmente. “Paul McCartney é o meu herói. Beatles significa tudo para mim”, diz Osbourne. “Para mim, os Beatles continuam a ser um dom de Deus”.

Ozzy tinha uma irmã que era grande fã dos Beatles, e fantasiava ela saindo com McCartney e tendo um filho com ele. Ozzy também diz que quando Lennon morreu disse “meu mundo parou”. Nunca chegou a conhecer Johnn Lennon, nem George Harrison.

A primeira vez que falou com McCartney foi em uma festa de aniversário de Elton John. Ozzy diz em sua autobiografia que depois chegou a trocar vários emails com Paul. Ozzy também disse que Paul McCartney chegou a rejeitar a tocar baixo em uma de suas músicas. Segundo Ozzy, Paul disse que não poderia improvisar na música em questão.

Abaixo a versão de Ozzy Osbourne para In My Life dos Beatles



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Como éramos ridículos


Lembro quando o Guns N´Roses veio pela primeira vez no Brasil, foi no Rock in Rio II, 1991, época em que lançaram Use Your Illusion. Apesar de já estarmos na década de 90, ainda existia aquela coisa de que shows internacionais era coisa de outro mundo e os rockstars eram uma espécie de semideuses em que todos seus desejos por mais ridículos eram atendidos. Hoje tudo isso mudou, o Brasil há anos é incluindo no circuito de shows internacionais.

Então, lá estava eu assistindo a TV Globo; sim dependíamos da Globo para assistir shows, afinal, não havia youtube (também era internet discada), MTV parece que começava por aqui e se caso havia na tv aberta pegava mal demais. O repórter (não me lembro o nome do sujeito), um sujeito visivelmente mal informado, a todo o momento fazia chamadas para o show do Guns´n´Roses. Com os olhos arregalados dizia “daqui a pouco gente, o o Guns N´Roses! É a primeira vez que uma banda no AUGE DO SUCESSO vem ao Brasil. Isso nunca aconteceu antes.”

Agora vamos traduzir o que ele realmente quis dizer: o Brasil é um país fudido que antes do Guns só vinham bandas em fim de carreira ou que estava em decadência no primeiro mundo. Agora Axl Rose, se você puder me pegar de jeito, eu quero.

Eu disse que ele era mal informado né. Sim, porque várias bandas já haviam vindo aqui e não estavam em decadência e nem em fim de carreira. Eu mesmo fui ao show do Quiet Riot em 1985 e eles ainda vendiam muito bem e colhiam os frutos do sucesso. O próprio Queen quando veio em 1981, não era o auge, mas também não estavam em decadência. O Iron Maiden no primeiro Rock in Rio, de 1985, havia lançado o álbum Powerslave aproveitando a boa fase da banda.

Ai em baixo o Guns N´Roses quando era uma banda legal, embora os caras eram os sujeitos mais chatos do mundo, só perdendo para o Metallica. O público era bem ridículo, pareciam um monte de retardados, aplaudiam até as cusparadas do palco dos músicos.