sábado, 27 de outubro de 2012

Klaus Schulze


"Eu ponho minha alma em minha música"
                                                  Klaus Schulze



Klaus em 1969 ainda no Psy Free
Eu relutei e ainda reluto em falar de Klaus Schulze, porque sou consciente que não tenho gabarito para falar de um músico de sua importância. Schulze ao lado de Edgar Froese (Tangerine Dream) foram os principais músicos pela música eletrônica moderna – ambos foram vistos como os “mestres da Escola de Berlim”, considerados os pais do Trance, Techno, dark ambient e até mesmo new age – o que mais me chateia são as pessoas quando se fala em música eletrônica pensam logo em DJ´s como se música eletrônica fosse criação deles.

Klaus Schulze tem uma discografia imensa em mais de 40 anos de carreira e, como ele mesmo diz, dedica a fazer música horas por dia. Quando garoto teve aulas de guitarra na escola, por cerca de seis anos, depois passou para a bateria – seu irmão era baterista de jazz. Foi como baterista que ele entrou para sua primeira banda, Psy Free, banda a qual chamou a atenção de Edgar Froese, principalmente o baterista, logo Schulze entrava para a banda que Froese acabara de formar, o Tangerine Dream.

Após gravar um único álbum com o Tangerine Dream, Klaus fundou ao lado de Manuel Göttsching o Ash Ra Tempel. Em 71, ele começou a se interessar por teclados, mas não sabia tocar, embora quisesse muito tentar algo novo e começou a experimentar. No mesmo ano lançaria Irrlich, o começo de uma série de álbuns maravilhosos.

Klaus Schulze foi o primeiro artista a fazer versões de clássicos da música erudita para em uma linguagem eletrônica, o primeiro a criar a misturar ópera com música eletrônica e o principal precursor do chamado Space Music.

Contracapa do álbum Moondance, de 1977
Quando conheci a música de Klaus Schulze

Quando eu era pré-adolescente conheci a música do Tangerine Dream, nem imaginava à época que Klaus Schulze tocou na banda. Lá no início dos anos 80, eu estava numa loja de disco e me deparei com um pôster enorme de um sujeito com visual hippie tocando teclado e em volta de uma aparelhagem enorme cheia de botões; lembrava o computador da batcaverna.

Eu havia lido no pôster: Klaus Schulze; guardei o nome. Nessa época havia um programa de música eletrônica no qual tocava todos os malucos dá época, inclusive os famosíssimos Kraftwerk. Lá, ouvi Klaus Schulze e sai de órbita. Sem exagero: era como se minha alma queria sair do corpo. Obtive algumas informações sobre o artista nesse programa, que infelizmente durou pouco. Não havia internet e revistas de rock (que eu colecionava) raramente falava dele. E mesmo hoje com a internet você não acha quase nada sobre Klaus Schulze em português.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Sei que pode parecer bobagem, mas essa urgência musical dele me lembrou Wagner, e sua cavalgada das Valquírias. Encantador.
Vc tem razão de gostar.
Beijokas
Mary Joe