terça-feira, 16 de outubro de 2012

Eles realmente gostavam de tocar



Os caras do Grateful Dead passaram a vida quase toda em cima do palco. Eles se davam bem mesmo fazendo shows, tanto que seus trabalhos considerados os melhores estão incluídos dois ao vivo: Live/Dead (1969) e Europe (1972). Dizem que nunca conseguiram transmitir a magia das músicas ao vivo para o estúdio. Claro que é meio exagero, há álbuns maravilhosos de estúdio como American Beauty (1970) e Workingman´s Dead (1970).

Grateful Dead tem mais álbuns ao vivo do que de estúdio. São verdadeiras viagens de improvisação, músicas que originalmente têm 3 ou 4 minutos, ao vivo passam a chegar a ter 40 minutos ou mais, como Dark Star. Portanto, os shows chegavam a durar até 5 horas de duração.

A banda também deixava os canais da mesa de som para quem quisesse "piratear" seus shows. Portanto, são a banda que mais tem discos ao vivo e bootlegs. Um exemplo é a série Dick´s Picks que totalizam 34 CD´s, muitos são edições duplas, triplas ou quádruplas. Tem também a série da turnê européia de 1972 que são 60 discos! Vá somando aí...

Tem outras, a The Golden Road, Road Trips e umas que nem sei o nome.

No youtube você ainda acha vários shows ao vivo para assistir. Assista um aí:

Um comentário:

Mary Joe disse...

Gostei dessa visão assim meio que evolucionista deles... porque essa coisa de deixar as coisas livres para quem quisesse pegar me lembra o mundo virtual de hoje.
Bom texto e boa banda.
Beijo carinhoso
Mary Joe