quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lábios de Crioulo


“Lábios de Crioulo” não gostava do apelido, não porque era racista, mas se sentia ofendido porque as outras crianças pronunciavam o apelido em tom jocoso. Sua mãe para consolá-lo dizia para ele: “Esquenta, não, filho. Quando você crescer, as mulheres vão adorar”.  Não é que foi verdade? O menino cresceu, lidera uma das maiores bandas de rock do mundo e ficou famoso por ter pegado uma quantidade enorme de mulheres.

Ele não é mais conhecido como “Lábios de Crioulo”, mas como Steven Tyler, vocalista da banda Aerosmith que está detonando desde 1973, quando lançaram o primeiro álbum e nele já tinha um puta hit “Dream on” – que só foi fazer sucesso anos depois.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Elton John dos bons tempos


Poucos se lembram da febre Elton John nos anos 1970, o cara vendia milhões de álbuns, era manchete de várias revistas de música, andava com os grandes rockstars da época, gente como Marc Bolan e John Lennon. Elton vivia a aristocracia do rock.

Naquela época seu estilo de tocar piano estava mais para Jerry Lee Lewis do que Richard Clayderman de hoje. Elton John, na década de 70, era visto como um artista de rock – isso mesmo, época que ele ainda tinha cabelo e usava aqueles óculos exóticos. Depois, anos 80, o cara afastou do rock e mergulhou de vez nas baladas xoroposas. Como quase todos artistas de sua geração passou a lançar álbuns cada vez mais esporadicamente – excetuando Neil Young, que chega a lançar até dois álbuns de inéditas por ano!

Goodbye Yellow Brick Road é o sétimo álbum de estúdio (e primeiro álbum duplo), de Elton John , lançado em 1973, enquanto a arte da capa nos remete ao Mágico de Oz. Nele, encontra-se quatro de suas canções mais famosas: Candle In The Wind (dedicada a Marilyn Monroe), Bennie & The Jets, Goodbye Yellow Brick Road e Goodbye Yellow Brick Road.

Elton John estava em sua melhor fase artisticamente e comercialmente falando, portanto Goodbye Yellow Brick Road tornou-se um marco de sua fase de ouro, não só porque é uma obra-prima, mas porque é um registro que mostra várias facetas de Elton, onde é capaz de combinar diversos estilos (rhythm and blues, rock sinfônico, hard rock e baladas pop).

O melhor de tudo é que este não era um disco duplo premeditado, mas simplesmente Elton começou a escrever canções até que ele percebeu que tudo encaminhava para um álbum duplo.

O álbum abre com Funeral For A Friend (Love Lies Bleeding), a canção mais longa de Elton, com mais de 10 minutos, um rock sinfônico primoroso; Saturday Night's Alright For Fighting é praticamente um hino ao Hard Rock; Bernie And The Jets é uma pérola do glam-rock; e como o disco foi gravado na Jamaica, acabou aparecendo o reggae Jamaica Jerk-Off.

Goodbye Yellow Brick Road" é muitas vezes considerada a maior obra-prima de Elton John, embora alguns fãs preferem o Captain Fantastic ou às vezes Blue Moves (outro álbum duplo). É em qualquer caso, o topo da glória, sem dúvida, que reinou no rock dos anos 70, a ponto de representar até 2% da indústria da música.

Por ocasião do trigésimo aniversário em 2003, este álbum é acompanhado por um CD / DVD do making off do álbum duplo .

sábado, 1 de setembro de 2012

Deixe sua mente te levar com Wild Nothing


Há alguns anos atrás Wild Nothing surpreendeu meio mundo com Gemini gerando um hype no universo indie mais que merecido. Agora lançam Nocturne, um álbum que não tem nada a dever ao seu antecessor, na verdade, é um trabalho muito mais compacto e consistente, mas também muito mais melancólico e introspectivo.

Refinado e polido, Nocturne é uma colcha de retalhos cuidadosamente construído de sintetizadores nebulosos, Dream Pop e guitarras inesquecíveis. Um “defeito” que percebi é a homogeneidade do álbum, o que pode cansar um pouco os ouvidos. No entanto, se você for uma pessoa muito imaginativa sua mente pode viajar nas cativantes melodias.

Ouvir Wild Nothing é como aquela sensação que nos dá após apanhar uma leve chuva numa tarde de domingo, enquanto o Sol tenta timidamente arriscar estender alguns raios solares ou um arco-íris criar uma ponte de sonhos.
 

The New Barbarians



The News Barbarians foi uma banda de curta duração, tendo como líderes Keith Richards e Ron Wood. Na verdade existiu apenas para fazer alguns shows. Um dos motivos era porque Keith Richards tinha que cumprir sentença imposta a ele no Canadá em 1978 por posse de heroína; outro motivo era promover o novo álbum solo do amigo Ron Wood,  Gimme Some Neck.

Além dos guitarristas dos Rolling Stones, a banda contava com o baixista Stanley Clarke, o tecladista Ian McLagan (ex-Faces), o velho amigo de Richards, Bobby Keys no saxofone e o baterista Joseph Zigaboo (The Meters).

Em 1979 se apresentaram no festival de Knebworth, no qual também se apresentou o Led Zeppelin. Um registro (para sorte nossa) de um show em Maryland foi lançado em 2006 pela gravadora de Wood em CD-duplo e LP tripo com o título Buried Alive: Live in Maryland.

Aí em baixo está um video legal de baixa qualidade. Se não gostar vá ouvir essas bandas de playboys de bermudão, barbicha, cheio de músculos e tatuagens que deve ser sua praia. Mas não vem dizer que essas merdas é rock´n´roll.