segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Judy Collins - True Stories and Other Dreams (1973)


Eu tive a oportunidade de ler o livro “Crônicas - Vol.1”, de Bob Dylan, e lá ele diz que Judy Collins surgiu bem depois de Joan Baez. A história não é bem essa. Bob que deve ter conhecido a música da cantora lá para 1966. Verdade que Baez fez sucesso primeiro que Collins, mas a diferença entre a estréia fonográfica entre as duas é de apenas 1 ano.

Joan Baez lançou seu primeiro álbum, Vanguard, em 1960, e Judy Collins estreou com “A Maid of Constant Sorrow”, em 1961.

Judy Collins, nascida em Seattle (EUA), iniciou sua carreira aos 13 anos, tocando piano clássico, antes de se apaixonar pela música folk de artistas como Woody Guthrie e Pete Seeger. Nos primeiros álbuns cantava canções folclóricas tradicionais ou canções escritos por outras pessoas - em especial os de protesto da época, tais como Tom Paxton , Phil Ochs e Bob Dylan .

No decorrer dos anos 60, ela começou a ramificar para além do folk, experimentando com pop, rock e Standards da música norte-americana. – há uma curiosa versão de “In My Life” dos Beatles, no álbum “In My Life em 1966. Seus melhores trabalhos concentram-se entre o final dos anos 60 e início dos 70.

True Stories and Other Dreams, de 1973, é um deles. Lançado após um hiato de dois anos (ela costumava pelo menos lançar um álbum por ano), portanto, entre as noves faixas, cinco eram canções originais. O álbum é lindo e um dos mais tranqüilos. Abre com Fishermen Song, uma cativante canção sobre pescadores. Secret Gardens é sobre sua avó, mas um dos grandes momentos está em Ann Holly escrita para sua irmã mais nova. Song for Martin é uma elegia a um amigo que havia cometido suicídio.

Como muitos outros cantores populares de sua geração, Collins foi atraída para o ativismo social. Seu idealismo político também levou a compor uma balada intitulada Che, uma canção longa e magnífica.

Judy Collins não é muito conhecida no Brasil, mas nunca é tarde para reparar o atraso. E “True Stories and Other Dreams” é uma boa iniciação a esse universo de músicas simples e repletas de emoção.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Gosto desse estilo de música. É como se parte de mim tivesse vivido nessa época.
Gostei de seu post. Seu blog é como se fosse daquelas bibliotecas enormes, onde cada vez que chegamos, descobrimos novas facetas.
Beijo carinhoso
Mary Joe