domingo, 26 de agosto de 2012

Língua de Trapo, lembra?

Os Mamonas Assassinas foi uma banda legal? Sim, claro. Mas bem antes deles, existiu uma banda muito engraçada chamada Língua de Trapo, que infelimente poucos se lembram. Eles viviam no universo independente, desde que surgiram em 1979 em meio à vanguarda paulista.

Eu conheci a banda ouvindo rádio (isso lá por volta de 1983), isso em uma época que jovem não ouvia forró, sertanejo e outras cafonices. As letras falavam muita bobagem apenas para fazer rir, mas também tinha um lado político de esquerda (sim, existia esquerda naquela época), pois viviamos sob a ditadura militar.

O Língua de Trapo chamaria atenção da massa pop em 1985, quando participaram do MPB-Shell com a música “Os Metaleiros Também Amam” – eles foram vaiados, mas não estavam nem ai. Antes que digam que a banda Joelho de Porco já seguia a linha de humor, não eram um grupo assumidamente humorístico. Muito se deve a mente de Laert Sarrumor, que além de músico, é jornalista, escritor, dublador (lembra do ratinho Topodidio? A voz era dele).

Agora vamos rir

sábado, 18 de agosto de 2012

Wonderworld (1974) - Uriah Heep


Uriah Heep é banda que existe desde o início dos anos 70. Grande parte dos álbuns é uma mistura de Hard Rock com Rock Progressivo, embora teve uma fase mais AOR e outra Heavy Metal. A fase mais expressiva foi entre 1971 a 1974 quando alcançaram grande sucesso e lançaram os discos mais significativos. Era a formação clássica que contava com David Byron (vocais), Mick Box (guitarra), Ken Hensley (teclado), Gary Thain (baixo) e Lee Kerslake (bateria).

Apesar do álbum Demons and Wizards (1972) ser considerado seu clássico absoluto eu sempre tive um sentimento especial pelo álbum Wonderworld, que alguns consideram até um trabalho fraco, levando em consideração o sucesso dos anteriores.  Mas é um disco tão bonito! Lembro de uma moça (época em que eu usava orkut), ela tocava numa banda de rock, e, em uma dessas comunidades de música, ela falava da faixa que abria e dá nome ao álbum, Wonderworld, de como é maravilhosa. Verdade, ao ouvi-la, animamos a escutar o restante do álbum, que não decepciona em momento algum.

Wonderworld é um álbum que hoje soa muito mais profundo e nostálgico. Destaca também por ser um trabalho mais melódico e onde David Byron canta lindamente (naquela época os cantores, para serem aceitos em uma banda, tinham que ter belas vozes). Mick Box também se destaca bastante nesse álbum, com sua guitarra cheia de efeitos wah wah.

The Easy Road, com seus belos arranjos de cordas, considero um dos grandes momentos do Uriah Heep. Outros destaques são a longa I Won´t Mind e Suicidal Man.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Judy Collins - True Stories and Other Dreams (1973)


Eu tive a oportunidade de ler o livro “Crônicas - Vol.1”, de Bob Dylan, e lá ele diz que Judy Collins surgiu bem depois de Joan Baez. A história não é bem essa. Bob que deve ter conhecido a música da cantora lá para 1966. Verdade que Baez fez sucesso primeiro que Collins, mas a diferença entre a estréia fonográfica entre as duas é de apenas 1 ano.

Joan Baez lançou seu primeiro álbum, Vanguard, em 1960, e Judy Collins estreou com “A Maid of Constant Sorrow”, em 1961.

Judy Collins, nascida em Seattle (EUA), iniciou sua carreira aos 13 anos, tocando piano clássico, antes de se apaixonar pela música folk de artistas como Woody Guthrie e Pete Seeger. Nos primeiros álbuns cantava canções folclóricas tradicionais ou canções escritos por outras pessoas - em especial os de protesto da época, tais como Tom Paxton , Phil Ochs e Bob Dylan .

No decorrer dos anos 60, ela começou a ramificar para além do folk, experimentando com pop, rock e Standards da música norte-americana. – há uma curiosa versão de “In My Life” dos Beatles, no álbum “In My Life em 1966. Seus melhores trabalhos concentram-se entre o final dos anos 60 e início dos 70.

True Stories and Other Dreams, de 1973, é um deles. Lançado após um hiato de dois anos (ela costumava pelo menos lançar um álbum por ano), portanto, entre as noves faixas, cinco eram canções originais. O álbum é lindo e um dos mais tranqüilos. Abre com Fishermen Song, uma cativante canção sobre pescadores. Secret Gardens é sobre sua avó, mas um dos grandes momentos está em Ann Holly escrita para sua irmã mais nova. Song for Martin é uma elegia a um amigo que havia cometido suicídio.

Como muitos outros cantores populares de sua geração, Collins foi atraída para o ativismo social. Seu idealismo político também levou a compor uma balada intitulada Che, uma canção longa e magnífica.

Judy Collins não é muito conhecida no Brasil, mas nunca é tarde para reparar o atraso. E “True Stories and Other Dreams” é uma boa iniciação a esse universo de músicas simples e repletas de emoção.

sábado, 4 de agosto de 2012

Vá ouvir o disco!




Billy Corgan já era. Billy Corgan tenta salvar o que restou do The Smashing Pumpkins. O Smashing Pumpkins parece uma banda cover de si mesma. Não. Não é nada disso. Oceania é um puta disco. Não tem nenhuma música ruim. É tudo maravilhoso.

Pesado, melodioso, emotivo, sujo, alegre, triste. É tudo isso junto. Billy Corgan é o cara.

Panopticon. The Celestials. My Love is Winter. Pale Horse.Fica difícil escolher qual é a melhor. E a épica Oceania com mais de nove minutos? E no final, depois de tanta emoção à flor da pele, o novo trabalho do Smashing Pumpkins fecha com a enigmática Wildflowers.

Vá ouvir o disco!