domingo, 17 de junho de 2012

Viajando pelo espaço cósmico com o Tangerine Dream





Considerado por muitos como o primeiro clássico do Tangerine Dream, os sons interplanetários de suas quatro longas faixas, nos mostram que eles estavam anos-luz de sua época (estamos falando do início dos anos 70). Aqui a música é espacial, hipnótica, quase estática, guiada por sintetizadores Moog. Pois, a ideia era estender as notas o máximo possível – algo que nos lembra os Beatles em “A Day in the Life”, na qual em seu final grandioso, a intenção era a mesma.

O álbum, pela sua estranheza, não foi valorizado na época, mas hoje vemos sua influência principalmente no que se chama hoje de Dark Ambient – ou qualquer outro artista que buscou se enveredar pela space music. Originalmente lançado em LP duplo, Zeit (significa tempo) é o terceiro álbum da banda e o primeiro a dar um passo para fora do krautrock dos trabalhos anteriores.

Zeit, lançado em 1972, foi gravado no estúdio de Dieter Dierks (ele colocava tudo quanto é maluco no estúdio), perto de Colônia, e também contou com a participação de Florian Fricke, do Popol Vuh. Um dos melhores entre os primeiros álbuns da banda, Zeit foi entusiasticamente defendido no Reino Unido por John Peel e foi um grande avanço musical para o Tangerine Dream.


A banda na época era formada por Edgar Froese (único membro permanente), Chris Franke, Peter Baumann e Steve Schroyder – este último aparece em Zeit como músico convidado, mas ele chegou a ser considerado membro permanente, pois tocou no álbum anterior Alpha Centauri e só foi convidado a se retirar da banda devido a seu alto consumo de drogas.

É um clássico dos primórdios da Space Music. É bom ouvi-lo imaginando que estamos fazendo uma viagem pelo espaço cósmico entre nebulosas e buracos negros. Quando eu tiver meu telescópio, já tenho minha trilha sonora para observar as estrelas.



Um comentário:

Adri disse...

Não consigo gostar dessa banda. Esse estilo não combina comigo.