sexta-feira, 22 de junho de 2012

A grande estreia da banda Suede




Esqueça a esquisitice da arte da capa*. Foi feita apenas para impressionar. Era o ano de 1992 e o grunge ditava as regras do mercado, principalmente nos EUA. Mas o Suede vinha com algo bem diferente, nem era bem Britpop; pelo menos no início a imprensa taxava-os de neo-glam. Ok. A influência de David Bowie em sua fase Ziggy Stardust sobressai, juntando-se a isso os Smiths, uma pitada de Beatles e temos o Suede.
           
O primeiro disco, Suede, entrou direto no primeiro lugar, na segunda semana já tinha recebido disco de ouro, sendo a mais bem-sucedida estréia de uma banda desde Frankie Goes to Hollywood. Antes de lançar qualquer compacto, já estava na capa da Melody Maker, muito também devido às declarações de Brett Anderson à imprensa, que buscava chamar a atenção a todo custo, soltando bobagens como “um homem bissexual que nunca teve uma experiência homossexual”.

Foto original do álbum
Foto original
O auto-intitulado Suede entrou nas paradas britânicas em primeiro lugar, vendeu mais de 100.000 cópias na primeira semana. Apesar de todo hype, a banda era muito boa e não tenho dúvidas que sempre serão lembrados como uma das melhores bandas da década de 90.

A banda à época era formada pelo afetado Brett Anderson (vocal), Bernard Butler (guitarra), Mat Osman (baixo) e Simon Gilbert (bateria).
           
* A foto da capa foi tirado do livro, de 1991, Stolen Glances: Lesbians Take Photographs editado pela Tessa Boffin e Jean Fraser. Em sua totalidade mostrava uma mulher beijando um conhecido em uma cadeira de rodas.


domingo, 17 de junho de 2012

Viajando pelo espaço cósmico com o Tangerine Dream





Considerado por muitos como o primeiro clássico do Tangerine Dream, os sons interplanetários de suas quatro longas faixas, nos mostram que eles estavam anos-luz de sua época (estamos falando do início dos anos 70). Aqui a música é espacial, hipnótica, quase estática, guiada por sintetizadores Moog. Pois, a ideia era estender as notas o máximo possível – algo que nos lembra os Beatles em “A Day in the Life”, na qual em seu final grandioso, a intenção era a mesma.

O álbum, pela sua estranheza, não foi valorizado na época, mas hoje vemos sua influência principalmente no que se chama hoje de Dark Ambient – ou qualquer outro artista que buscou se enveredar pela space music. Originalmente lançado em LP duplo, Zeit (significa tempo) é o terceiro álbum da banda e o primeiro a dar um passo para fora do krautrock dos trabalhos anteriores.

Zeit, lançado em 1972, foi gravado no estúdio de Dieter Dierks (ele colocava tudo quanto é maluco no estúdio), perto de Colônia, e também contou com a participação de Florian Fricke, do Popol Vuh. Um dos melhores entre os primeiros álbuns da banda, Zeit foi entusiasticamente defendido no Reino Unido por John Peel e foi um grande avanço musical para o Tangerine Dream.


A banda na época era formada por Edgar Froese (único membro permanente), Chris Franke, Peter Baumann e Steve Schroyder – este último aparece em Zeit como músico convidado, mas ele chegou a ser considerado membro permanente, pois tocou no álbum anterior Alpha Centauri e só foi convidado a se retirar da banda devido a seu alto consumo de drogas.

É um clássico dos primórdios da Space Music. É bom ouvi-lo imaginando que estamos fazendo uma viagem pelo espaço cósmico entre nebulosas e buracos negros. Quando eu tiver meu telescópio, já tenho minha trilha sonora para observar as estrelas.



domingo, 10 de junho de 2012

Especial Keane


Parte II


O álbum de estreia Keane, Hopes and Fears, veio ao mundo a 10 de maio de 2004, um dia antes de o grupo começa uma turnê mundial. Em sua primeira semana de venda já era número 1 no Reino Unido e torna-se o álbum mais vendido do ano, conquistando nove discos de platina na Grã-Bretanha. Até agora já vendeu mais de 5,5 milhões de cópias em todo o mundo.

Keane ganhou dois Brit Awards em fevereiro de 2005: Melhor Álbum Britânico para o “Hopes and Fears” e Artista Revelação. Três meses depois, Tim Rice-Oxley ganha o prêmio Ivor Novello de o melhor compositor do ano.

Como membros da fundação beneficente Make Poverty History, Keane toca “Somewhere Only We Know” e “Bedshaped” no concerto do Live 8, realizado em Londres em 2 de julho de 2005. Eles também são patronos da War Child, e em setembro de 2005, gravam uma versão do clássico de Elton John “Goodbye Yellow Brick Road” para o álbum de caridade Help: “A Day in the Life”. Anteriormente gravaram uma versão de “The Sun Ain't Gonna Shine Anymore” do The Walker Brothers, sendo disponível apenas em MP3 no site da War Child e, em seguida, em um single de vinil.

Em abril de 2005, na metade da turnê de “Hopes and Fears”, o grupo começou a gravar seu segundo álbum, “Under the Iron Sea”, com o produtor Andy Green, que havia trabalhado com eles em seu primeiro álbum. Keane então recruta Mark "Spike" Stent para mixá-lo. O LP é gravado entre Helioscentric Studios em Rye (East Sussex, Inglaterra) e The Magic Shop Studios, Nova York.

“Under the Iron Sea” foi precedido pelo vídeo de “Atlantic” e o single “Is It Any Wonder?”, que chegou ao terceiro lugar no Reino Unido. A canção foi um das finalistas no Grammy da categoria de Melhor Interpretação Pop Vocal, em 2007.

O álbum foi lançado em junho de 2006 e também foi número 1 na Grã-Bretanha. Um ano depois eles já tinham vendido mais de 2.200.000 cópias. Os singles seguintes foram “Crystal Ball” (n º 20 no Reino Unido) e “Nothing in My Way”.

Em 2007, Keane lança outro single em prol da War Child, “The Night Sky”. Durante a os shows quando apresentava esta canção, Jesse Quin tocava com o grupo. Anos mais tarde se tornar um membro definitivo da banda.

Mesmo antes de aparecer “Under the Iron Sea”, o Keane começou uma segunda turnê mundial, mas em agosto de 2006, Tom Chaplin admiti que tem problemas com álcool e drogas e entra para uma clínica de reabilitação. A banda teve que cancelar alguns shows e adiar outros até que o cantor receba alta, o que aconteceu em outubro daquele ano.

Em 7 de julho de 2007, Keane toca no Estádio de Wembley, em Londres, como parte dos grandes concertos do Live Earth, cujo objetivo é denunciar o aquecimento global.

Em março de 2007, Chaplin e Hughes afirmam que querem um som mais orgânico em seu terceiro álbum e, pela primeira vez, contará com guitarras. A partir deste registro, Jesse Quin se junta ao grupo como músico de estúdio. Ele toca baixo, percussão, guitarra e sintetizador e faz vocal.

Em agosto de 2008 sai “Spiralling”, primeiro single do novo álbum. Se “Hopes and Fears” foi dominado pelas baladas conduzidas por piano e “Under the Iron Sea” tende um pouco para o rock eletrônico, “Spiralling” é mais pop, com sintetizadores e, pela primeira vez, guitarra elétrica.
                         
O LP “Perfect Symmetry” é lançado em outubro e também conquista o primeiro lugar na Grã-Bretanha, bem como o posto sétimo nos EUA. Em novembro, Keane inicia sua terceira turnê mundial.

Em 2 de abril de 2009, Keane se torna o primeiro grupo a fazer um show em 3D, que foi filmado no Abbey Road.

O próximo single é “Better Than This”. Keane grava uma versão de “Disco 2000”, hit da banda Pulp, para o álbum de 50 º Aniversário da Island Records.

Em 10 de maio de 2010, lança o EP “Night Train”, que se torna sua quarta vez consecutiva atingindo o nº. 1 no Reino Unido. O álbum, com oito canções, foi gravado durante a turnê de “Perfect Symmetry”. Em duas de suas canções, “Stop for a Minute” e “Looking Back”, participa o rapper somali-canadense K'naan. O EP também inclui uma versão “You've Got to Help Yourself”, do Yellow Magic Orchestra, e tem participação nos vocais da japonesa MC Tigarah. Em outra de suas músicas, “Your Love”, os vocais ficaram a cargo do tecladista e compositor Tim Rice-Oxley. Para promover “Night Train”, Keane fez uma nova turnê.

Depois de finalizar a turnê do Mt. Desolation (projeto de Tim Rice-Oxley e Jesse Quin), Keane começa a preparar seu quarto álbum. Em fevereiro de 2011 é anunciado que Quin tornar-se-ia o quarto membro oficial da banda.


A gravação no Sea Studios, de Tim Rice-Oxley, em Polegate, East Sussex, é onde o quarto álbum é concluído, em janeiro de 2012, e as mixagens são finalizadas quase um mês depois. Antes da publicação, Keane começa a anunciar as primeiras datas de sua próxima turnê mundial.

O novo álbum “Strangeland” é colocado à venda em 7 de abril, precedido pelo single “Silenced by the Night”. Um segundo single, “Disconnected”, tem o vídeo dirigido pelo cineasta espanhol Juan Antonio Bayona e foi rodado em Barcelona.

Keane é uma banda de pop/rock que não se preocupa em fazer alarde sobre sua carreira nem com suas vidas pessoais – o problema de Tom Chaplin com drogas foi mantido o mais discreto possível –, nem ficam dizendo que é a “banda do momento” ou iria fazer “disco revolucionário”.



domingo, 3 de junho de 2012

Especial Keane

Parte I



Esta é a história de três amigos do sudeste da Inglaterra que conquistaram o mundo com sua música; em suas primeiras gravações, o piano dominava nas composições e não tinha guitarra. Até agora, todos os seus discos têm atingido o primeiro lugar em seu país, e vendeu milhões de cópias no mundo todo. Com seu novo álbum, Strangeland tornaram-se oficialmente um quarteto e podem repetir o sucesso alcançado por seus predecessores.

Keane vem de Battle, East Sussex (Inglaterra) e o trio formado em 1997 consta de Tim Rice-Oxley (piano e vocal), Tom Chaplin (vocais, guitarra), Richard Hughes (bateria, percussão), recentemente foi incluído, Jesse Quin (baixo), que já tocou com eles durante a turnê de 2007. A formação original também incluía o guitarrista Dominic Scott, que deixou a banda em 2001.

O som de Keane distingue-se pela utilização do piano (ou sintetizador) como o principal instrumento em detrimento da guitarra, o que os diferencia da maioria das bandas de rock. Até agora, eles já venderam mais de 10 milhões de álbuns em todo o mundo.


A história do grupo começa com a amizade de Tom Chaplin (nascido em março de 1979) com o irmão de Tim Rice-Oxley , também chamado Tom e alguns meses mais novo do que o futuro cantor do Keane . As mães de ambos também se tornaram amigas. O pai de Chaplin, David, foi diretor de uma escola em Robertsbridge, East Sussex (de propriedade da família), por vinte anos. Os três foram para a mesma escola até a idade de 13 anos. Mais tarde, eles estudaram em Tonbridge School, em Kent, onde se Rice-Oxley conheceu Dominic Scott. Logo os dois descobrem o interesse em comum por musica. O futuro baterista da banda, Richard Hughes , também estudou em Tonbridge, mas nenhum deles consideravam a possibilidade de dedicar integralmente à música.

Em 1993, enquanto estudava na UCL (University College London), Rice-Oxley forma uma banda de rock com Scott e convida Hughes para tocar bateria. O grupo se chamava The Lotus Eaters, tocava covers de suas bandas favoritas: The Beatles, U2 e Oasis.

Depois de ouvir Tim Rice-Oxley tocando piano em Virginia Water (Surrey), em 1997, Chris Martin o convida para integrar a banda que tinha acabado de formar, o Coldplay. Mas Rice-Oxley declina da oferta porque não queria deixar o The Lotus Eaters.

Ainda 1997, Tom Chaplin se junta à banda, tomando o lugar de Rice-Oxley como vocalista. Naquela época, o grupo mudou o nome para Cherry Keane, sugestão de uma amiga da mãe de Chaplin que os conhecia desde quando eram crianças. Quando ela morreu, devido ao câncer, deixou o dinheiro para a família de Chaplin, que serviu de ajuda ao cantor sobreviver até obter êxito com a banda. Pouco depois o nome foi encurtado para Keane.

No verão de 1997, Chaplin vai para a África do Sul para trabalhar como voluntário em um ano sabático. Suas primeiras experiências foram refletidas posteriormente na postura do Keane na campanha Make Poverty History – no Brasil é conhecida como Campanha Global de Ação Contra a Pobreza. Em seu retorno à Inglaterra, em julho de 1998, junta-se ao grupo um pouco mais tarde e estream no pub Hope & Anchor.

Nesse mesmo ano, Chaplin vai para Universidade de Edimburgo para estudar história da arte, mas logo deixou o curso para viver em Londres e convencer seus companheiros de que deviam se dedicar exclusivamente à música. Assim começaram a atuar pelo circuito de bares em Londres em 1998 e 1999.

No final de 1999, e sem sequer ter um contrato, Keane grava seu primeiro single promocional, Call Me What You Like, através de seu próprio selo, Zoomorfos. Eles venderam 500 cópias em seus shows e bares para onde iam após os concertos. Em fevereiro de 2011 sai o segundo single, Wolf at the Door, dos quais apenas 50 exemplares foram produzidos em CD-R. Ambos os singles tornaram-se itens cobiçados por colecionadores.

This Is The Last Time, segundo single
Devido ao sucesso limitado na época, Scott decide sair do grupo. Poucos meses antes, a banda havia sido convidada pelo produtor James Sanger para gravar em seus estúdios, em Les Essarts (França). Eles gravam várias canções, entre agosto e novembro de 2001, entre as quais estão Shaped e This Is the Last Time. É durante essas sessões que eles tiveram a idéia de usar o piano como instrumento principal, já que o guitarrista havia saído da banda.

Everybody´s Changing, o single
Depois de voltar para a Inglaterra, mesmo sem contrato, Keane volta a tocar em pequenos clubes até que em um deles, no Betsey Trotwood (Londres), Simon Williams, da Fierce Panda Records, o mesmo que havia descoberto o Coldplay, assiste o show, gostou tanto que ofereceu a publicação comercial do single Everybody's Changing. Colocado à venda em 12 de maio de 2003, provocou uma verdadeira guerra de selos querendo assinar com a banda. A reputação ao vivo Keane ganha a atenção da mídia e com o single provoca uma pequena guerra entre várias gravadoras que queriam assinar com eles. O grupo acaba decidindo pela Island Records, no verão de 2003.

O próximo single, This Is the Last Time , é lançado em outubro de 2003 e foi o último pela Fierce Panda Records. Com essa música, a banda começa a conseguir reconhecimento na Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

Em fevereiro de 2004, o Keane lança o primeiro single pela Island, Somewhere Only We Know, que chegou a terceira posição na lista de singles mais vendidos no Reino Unido. É reeditado em maio Everybody's Changing alcançando o 4 lugar na Grã-Bretanha.