segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pirando o cabeção com Flying, do UFO



É verdade que com a entrada de Michael Schenker (ex-Scorpions e irmão de Rodolf Schenker) no UFO, a banda ganhou mais consistência musical, melodias mais apuradas e um excelente guitarrista. Mas que me perdoem os fãs do UFO hard rock de Schenker, eu prefiro o space rock, meio krautrock com o guitarrista Michael Bolton, principalmente neste primeiro trabalho, Flying (1971). Totalmente pirado!

Como eu estava falando, Michael Schenker é ótimo, cria grandes riffs e é um mestre da melodia, mas eu prefiro uma guitarra pirada – ainda bem que descobri, com o tempo, que existem outros gatos pingados que consideram esta primeira fase a melhor. Já que citei o Scorpions reparem que a capa de Flying lembra bastante o disco Fly to the Rainbow do Scorpions. Aliás, ambos obtiveram as mesmas influências de space/krautrock. Mas calma, o guitarra já era o grande Uli Jon Roth, Michael Schenker só participou do primeiro disco do Scorpions, Lonesome Crow, de 1971.

segundo álbum do Scorpions

A formação era Phil Mogg (vocais), Pete Way (baixo), Andy Parker (bateria) e Mick Bolton (guitarra). O petardo tem apenas cinco músicas mas soma-se ao todo mais de 50 minutos devido duas faixas serem de longa duração: Star Storm (18:54) e Flying (26:30). Inclusive considero-as as melhores.

Flying começa bem blues, mas depois a coisa muda – parece outra música – e também parece mais uma jam. Sei que a canção foi gravada ao vivo no estúdio. Bom, então, a maconha era boa. No final ela volta ao blues.  Para os detratores a música não passa de masturbação guitarrística. Star Storm é o desbunde total! Foi à primeira música que ouvi deles. Totalmente anos 70! Tem lá seus 18 minutos, mas você quer mais. Esta ainda é a música que mais gosto deles.

Portanto, Star Storm foi a escolhida para invadir o blog.

 

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