segunda-feira, 7 de maio de 2012




Há bandas dos anos 1960 que nunca serão esquecidas: como os Beatles, The Jimi Hendrix Experience - dos anos 1950 talvez apenas Elvis Presley ainda vai ser lembrado sempre. Mas quem se lembra dos ídolos dos anos 20, 30 e 40? Dificilmente quem tem menos de 25 anos sabe dizer sequer um nome. A tendência, infelizmente é esta; mesmo pessoas mais jovens que adoram música parecem que começaram a contar a história da música a partir dos anos 1980 e sabe citar um ou outro das décadas anteriores. Tenho minhas dúvidas se alguém que nascer daqui uns vinte anos vai saber quem foi Kate Perry.

Imagina esses artistas de hoje de sucessos meteóricos, que surgem aos montes para logo depois serem substituídos por outros após vencer o prazo de validade (“one-hit wonder”). Talvez a última grande banda a ser lembrada das últimas décadas vai ser o Nirvana, os que vieram depois se salvam muito pouca coisa. A música está cada dia mais descartável, foi-se o tempo em que parávamos para ouvir um álbum inteiro. Não existe mais o ritual de ouvir música.

The Jefferson Airplane é uma dessas bandas que com o passar das décadas vão sendo esquecidas e provavelmente as futuras gerações a desconhecerão. Eles foram muito importantes no movimento da contracultura, afinal estavam bem no meio onde tudo aconteceu, em São Francisco, Califórnia, ajudando a moldar aquilo que ficou conhecido como acid rock ou San Francisco sound.

Surgido em 1965, formado por Marty Balin (vocal), Signe Anderson (vocal), Paul Kantner, Jorma Kaukonen (guitarras, vocais), Bob Harvey (baixo) e Skip Spence (bateria) lançaram em 1966 o álbum Takes Off, mas foi com a entrada de Grace Slick (ex-Great Society) no lugar de Signe Anderson e Spencer Dryden no de Skip Spence que a banda decolou gravando Surrealistic Pillow (1967), Trabalhando com o produtor Rick Jarrad, a banda gravou o álbum  em 13 dias.


É nele que está dois grandes sucessos da banda, Somebody To Love e White Rabbit. Duas lindas baladas psicodélicas Today e Comin Back To me.

A fusão de folk rock e psicodelia do Jefferson Airplane foi muito original para a época, influenciados por bandas e artistas como The Byrds, The Mamas & the Papas, e Bob Dylan. Surrealistic Pillow anunciou ao mundo a cena boêmia que estava se desenvolvendo na cidade, iniciada pelos Beatnicks nos anos 50 e continuou na cena dos anos 60 na contracultura de Haight-Ashbury.

O som da banda foi mudando significativamente influenciada pelo surgimento de Jimi Hendrix e Cream, tendo a banda em busca de um som mais pesado e levando a uma maior improvisação. No anos 70 a banda muda para Jefferson Starship, com algumas alterações na formação, tentando se adaptar à nova década. Já nos anos 1980 ficaram bem pop e sobrou apenas o Starship no nome. Quando tentaram voltar com a formação e nome original em 1989, já era tarde demais.

3 comentários:

Mary Joe disse...

Gosto de vir ao seu blog, porque além de aprender sobre música, entendo o tipo de sentimento que vc tem sobre o ato de ouvir música hoje.

Lamento também essa coisa descartável que a música se tornou. E acho que as gerações futuras naõ vão ter nem noção do que perderam.

Jefferson Starship (não conheci a fase airplane) era uma banda que eu gostava muito quando mocinha. E foi legal ler sobre ela.

Seu texto ficou muito bom.
Beijo carinhoso
Mary Joe

Anônimo disse...

Coven, porém cristão, rs.


Lorenna K.

Sinval Santos da Silveira disse...

Eu adoro todo tipo de arte.
Parabens.
Sinval