segunda-feira, 26 de março de 2012

The Twilight Sad - Forget the Night Ahead (2009)


Se você não se sente bem, está cheio de culpa, remorso, sentindo-se miserável e o mundo é um lugar muito triste de se viver, então este segundo trabalho do The Twilight Sad é para você. Música densa, atmosférica, sombria e uma parede de guitarras distorcidas que preenchem quase todas as canções nos dando uma sensação de desamparo e ainda somando-se a voz sincera de James Graham, torna-se tudo isso muito real.

I Became a Prostitute foi o único single e já diz muito do que ouvimos no álbum. A música da banda tem como influência Joy Division, The Smiths, My Bloody Valentine e artistas mais recentes como Arab Strap, Mogwai e Explosions in the Sky. Assemelhar-se muito ao Editors, outra excelente banda; diferenciam-se apenas por serem menos pop e por manter um som mais denso e ácido.

Forget The Night Ahead abre com Reflection of the Television e imediatamente nos coloca expostos ao wall of sound de guitarras durante uma marcha marcial, entre ecos e reverberações. Ao lado de I Became a Prostitute, a canção Seven Years of Letters é um dos grandes momentos do álbum.

Made to Disappear é quase uma balada, que também está entre as melhores.

The Room mostra que o Mogwai é realmente uma influência forte.

As letras são vagas e alusivas, combinando perfeitamente com o clima do trabalho: melancólico e sombrio.

The Twilight Sad é uma grupo de indie-rock escocês, que estreou em 2007 com o álbum Fourteen Autumns and Fifteen Winters, o qual foi muito bem recebido pelo público e crítica.

Após o lançamento de seu primeiro álbum, são convidados a serem banda de abertura de grupos de grande importância, como Smashing Pumpkins, Snow Patrol, Beirut e muito mais. Com o segundo álbum, Forget the Night Ahead, avançam um passo à frente em relação ao trabalho anterior, tanto a nível lírico quanto musical, anunciando atmosfera muito mais sombria.

As situações que são descritas nas canções são os eventos dos quais o vocalista James Graham havia passado nos últimos dois anos, acontecimentos estes, como ele mesmo diz, não o fez ficar exatamente orgulhoso de si mesmo, mas transformou-o numa pessoa mais madura.

Recentemente lançaram um novo álbum, No One Can Ever Know, no qual entra em cena teclados e sintetizadores, seguindo um caminho muito semelhante ao que o Editors fez, por coincidência, também no terceiro álbum da carreira. Mas não pense que a tristeza foi-se embora.

2 comentários:

Mary Joe disse...

Well, algo que entendo bem são crises existenciais. Mas esse lance de purgatório, francamente, me parece meio 'over'. Até porque a gente tem parâmetros para definir isso? Somos "Deus"? Me parece um tanto de presunçaõ pensar que se é o pior. Existem pessoas que competem pelo melhor, são as que contam vantagem. E existem outras que competem pelo pior, são as mais sofridas, as mais incompreendidas, as mais coitadas... rs

Seu texto ficou muito bom como sempre. Agora a música é mesmo triste. Gosto desse tipo de música não. Normalmente convida a depressão a se instalar...
Beijo grande e se cuida, viu?
Mary Joe

Adri disse...

gosto dessa banda porque você me apresentou...
gosto de você... muito muito!