terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)


Sim, este é um disco do Black Sabbath em sua formação clássica. Mas não espere o som heavy rock dos álbuns anteriores – na verdade Sabbath Bloody Sabbath tem muito pouco de heavy metal e muito de rock progressivo.

Aqui, não se ouve riffs pesadíssimos e solos chapantes. Claro que os riffs típicos de mestre Iommi estão lá e a canção que dá nome ao álbum é um bom exemplo, como também A National Acrobat e Sabbra Cadabra. Mesmo assim o peso é bem moderado e as mudanças de andamento (aliás, maravilhosas) são constantes, misturando dois estilos, muitas vezes, em uma mesma música.

Arte da contracapa
Sabbath Bloody Sabbath é o quinto álbum da banda e foi gravado em 1973 no Castelo Clearwell, que ficava na Floresta de Dean, Inglaterra. Mas o que eles não sabiam é que o lugar era mal assombrado. Lá, os quatro viram vulto de um fantasma andando pelo castelo, no entanto, não encontrava ninguém.

Mas o fato mais estranho foi um livro de poesia celta de cerca de 400 anos que Ozzy havia dado de presente a Geezer que desaparecera misteriosamente. Conta-se que Geezer após guardá-lo em uma estante, foi surpreendido por um enigmática gato preto parado na janela, que depois de encará-lo saiu furtivamente. Infelizmente ao procurar o livro, ele já não estava mais lá. Nunca mais foi encontrado, para a tristeza do baixista.

Voltando ao álbum, ele é repleto de sintetizadores e piano, cortesia de Rick Wakeman, aqui disfarçado como Spock Wall, por motivos contratuais. Iommi também toca teclado na bela Fluff. A soturna Spiral Architect é outro destaque com seu arranjo pra lá de esquisito. Mas as faixas que ficaram famosas é Sabbath Bloody Sabbath e Killing Yourself to Live ainda presentes em shows até hoje (isso quando a banda volta-se a reunir). As outras canções ficaram meio que esquecidas, portanto, raramente ganharam versões ao vivo, afinal era cheias de cordas e passagens orquestrais.

Este é o trabalho mais bem arranjado e melodioso do Black Sabbath, o que levou a receber os primeiros elogios da crítica especializada da época e para alguns é até o melhor álbum da banda.

Só mais uma coisa: Ozzy Osbourne nunca foi um grande vocalista e sua voz injuriada também nunca foi lá grande coisa, mas ninguém pode negar que seu vocal combinou perfeitamente da banda.

Com a música Sabbath Bloody Sabbath, a banda ganhou seu primeiro videoclipe – não considero aqueles feitos tocando ao vivo com imagens psicodélicas ao fundo. Veja a baixo:

Um comentário:

Mary Joe disse...

Acho legal como vc insere informações legais junto com as meramente musicais.
Não gostava muito de Black Sabath, mas passei a vê-los com seu olhar. Agora respeito o trabalho deles.

Seu texto ficou muito bom.
Saudades
Mary