segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

David Bowie - Space Oddity (1969)



Primeira edição sem o título
Space Oddity (Man of Words / Man of Music nos EUA) é o segundo LP de David Bowie, de 1969, no qual se percebe suas primeiras mutações visuais e musicais. Ele abandonava o estilo e visual mod e partia para algo mais próximo ao folk, rock progressivo e vestígios de psicodelia. Na verdade o disco é bem riponga; tanto que alguns críticos referem a essa fase como a “a fase hippie”.

O álbum sempre criou certa confusão, pois seu primeiro lançamento pela Philips trazia um foto facial de Bowie exposta em cima de uma obra do artista Victor Vasarely com manchas azuis e violeta sobre um fundo verde. A capa vinha apenas com o nome David Bowie.

Versão de 1972. Bem diferente do original
Quando o álbum foi relançado como Space Oddity em 1972 pela RCA, um retrato mais recente do período Ziggy Stardust foi exibido na capa. Para a reedição em CD de 1999 a capa original foi restaurado no Reino Unido, embora o novo título fosse adicionado sob o retrato para evitar mais confusão. A edição para o 40th Anniversary também usa a tampa original do Reino Unido, mas reverte para a tonalidade verde original e o título “David Bowie”.

Space Oddity, que abre o álbum, é um de seus maiores sucesso e uma de suas canções mais conhecidas. Inspirada em 2001, Uma Odisséia No Espaço, de Stanley Kubrick, é lançada no dia 11 de julho de 1969, nove dias antes de Neil Armstrong pisar na Lua, em single. A música foi um sucesso, chegando ao quinto lugar da parada britânica e primeiro lugar nos EUA; mas o disco foi um fracasso total.

Quem tem a compilação Love You Till Tuesday, que promovia o filme de mesmo nome, pode-se ouvir a primeira versão de Space oddity, bem mais rústica.
Versão com o título adicionado

O álbum não vive apenas da canção título, outras canções se destacam. Wild Eyed Boy from Freecloud, muito influenciada pelo budismo. Aliás, Bowie pensava seriamente em virar monge budista – sorte nossa ele desistir um mês antes de ter a sua cabeça raspada e fazer seus votos.

Memory of a Free Festival soa nostalgica, trata-se de uma reminiscência de um festival de artes que ele tinha organizado em 1969; também foi interpretada como um comentário irônico sobre a contracultura. O andamento lento e com um crescente coro no final a fez ser comparada a Hey Jude dos Beatles.

Unwashed and Somewhat Slightly Dazed mostra uma forte influência de Bob Dylan. Letter to Hermione é uma balada de despedida dedicado a ex-namorada de Bowie, Hermione farthingale.

Depois deste álbum Bowie lançaria The Man Who Sold the World, outro incrível trabalho, uma mescla de heavy metal com os solos chapantes de Mick Ronson e aparece de vestido na capa.



Um comentário:

Mary Joe disse...

Acho David Bowie totalmente demais... aliás, fazendo uma pequena confissão: na época do labirinto eu era totalmente apaixonada por ele, rsrsrs Pode dar um desconto, eu tinha sei lá, onze anos...

Mas a música título desse album e Life on mars são minhas favoritas. Foi bom ler sobre o grande David Bowie e saber mais sobre o disco, que saiu um ano antes de minha chegada nessa vida.
Adoro seu blog. Se me demoro em vir, é por falta de tempo mesmo. Gosto de aprender sobre música e vc escreve muito bem. É legal.
Beijokas
Mary Joe