quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Siouxsie & the Banshees


Uma banda que surgiu em meio à cena punk (mas não eram punks) estava dentro daquilo que se categorizou de pós-punk, a Siouxsie & the Banshees praticava este estilo com um viés mais gótico – as más línguas diziam que o fulminante Bauhaus os copiou.

No começou era Steven Severin e Susan Ballion (Siouxsie); faziam parte da turma que acompanhava o Sex Pistols, o exótico The Bromley Contingent. Mas pelo menos, esses dois seguidores cansaram da tietagem e resolveram montar sua própria banda - A idéia inicial era tocar a mesma música o tempo suficiente para serem expulsos do palco pela platéia.

Estamos falando do final de 1976, época em que Severin e Susan mais um tal de John Simon Ritchie, na bateria, que logo adotaria o nome de Sid Vicious e Marco Pirroni (futuro Adam & the Ants) começaram a tocar juntos. Abriam para o Sex Pistols no lendário festival punk no 100 Club´s, em Londres. Tocaram um set de 20 minutos interpretando a “canção” The Lords Prayer.

A formação não durou, Vicious foi para o Sex Pistols e passaram a levar a coisa de forma mais profissional com Kenny Morris, bateria e John McKay, guitarra. Assinam com a Polydor em 1978, lançando o álbum The Scream e, no ano seguinte, Join Hands. Uma sonoridade difícil de descrever, até mesmo hoje - Pop? Rock?

Em 1979 entra o baterista Budgie, após a saída de Kenny Morris e John McKay. Começa um rodízio de guitarristas que duraria até o fim da carreira da banda. Um dos que passo pela banda era bem famoso: Robert Smith, do The Cure, que tocou nos álbuns Juju (81), Hyaena (1984) e o ao vivo Nocturne (1983). Era o auge da banda e também do início dos lançamentos de seus álbuns no Brasil em vinil: “Hyaena, Tinderbox (1986) e, para recuperar o atraso, a coletânea de singles “Once Upon a Time”.

A fase pós-punk começa a ser distanciada com o álbum Peepshow (1988), um dos melhores da banda, no qual trazia o hit “Peek-A-Boo”. Os trabalhos subseqüentes confirmariam uma abordagem mais acessível e comercial com Superstition (1991) e The Rapture (1995), mas a Siouxsie and the Banshess não sobreviveria ao novo Século, o que fez Siouxsie e Budgie a retomarem o projeto The Creatures.

Hoje, The Siouxsie and the Banshess exerce pouca influência nos artistas atuais. Em outras palavras: ficaram meio esquecidos. Podemos citar Garbage, PJ Harvey, TV on the Radio, Jane's Addiction, bandas que já declararam a influência sob suas músicas, mas ainda é pouco se considerarmos a quantidade de artistas que temos atualmente.

Um fato curioso foi quando Bono e The Edge citaram a banda como uma de suas maiores influências.



2 comentários:

Mary Joe disse...

Puxa, adoro Siouxsie, e vc foi muito feliz na escolha das músicas... Dazzle é simplesmente incrível!
Ela parece com uma determinada fase da minha vida, que gostei muito. Cheguei até a sentir saudades.
Seu post ficou muito bom.
Beijokas
Mary Joe

Liou disse...

interesante