domingo, 6 de novembro de 2011

Relembrando Françoise Hardy


Françoise Hardy foi a grande divã do pop francês a partir dos anos 1960 e uma das primeiras cantoras pop de qualquer país a compor boa parte de seu repertório. Suas canções tocaram muito no rádio e influenciou muita gente boa: Marianne Faithful, Blur, Mutantes, Air e tantos outros.

De belo rosto, voz suave, delicadas interpretações e composições com inclinação sentimental e melancólica, Françoise Hardy, a menina tímida que vivia isolada com a mãe e sua irmã Michele, de 18 meses mais jovem, em um apartamento parisiense e como boa parte de sua geração canalizou todas suas emoções para a música.

Seu pai, gerente de uma fábrica de máquinas de calcular, casou com outra mulher e suas filhas mal o via - ele passava por lá três vezes por ano para vê-las e raramente pagava pensão alimentícia. Sua mãe teve que criá-las com seu salário de contadora.

A jovem Françoise passava horas ouvindo canções francesas no rádio sendo influenciada também pelo rock´n´roll, surf, jazz e folk. Mas foi quando ganhou seu primeiro violão que tudo mudou para ela. Seus pais não gostavam que Françoise passasse a maior parte do seu tempo livre compondo e cantando, cada vez mais, e negligenciando seus estudos. Assim, Hardy, uma estudante aplicada, decidiu estudar ciência política na universidade de Sorbonne, logo trocaria para Literatura.


No início dos anos 60, começou a atuar em vários clubes de Paris. Sua música autoral e sentimental chamou a atenção da Vogue Records na qual registrou seu primeiro single “Tous les garçons et les filles”, canção dela e Roger Samyn, que se tornou um de seus maiores sucessos; ela tinha apenas 18 anos! No mesmo ano, 1962, sairia seu primeiro LP de mesmo nome. A partir daí ela se tornou uma das maiores artistas do pop francês.

Françoise Hardy lançaria vários álbuns de sucesso até em 1974, entre eles destaca-se “Ma Jeneusse fout le camp” (1967), “Comment te dire adieu” (1968), La Question” (1971) e “Message Personnel” (1973). Ela dizia admiradora do produtor Phil Spector. Sua música e beleza atraiu gente como Bob Dylan, Mick Jagger e George Harrison, o que a fez regularmente gravar também em inglês, em vez do italiano (ela fazia muito sucesso na Itália) ou alemão (idioma o qual ela dominava).

Em meados dos anos 70, cansou de ser ícone da música e da moda, passa a se dedicar à astrologia, e até hoje lança discos raramente. Mas sua contribuição musical deixada nos anos 1960 já foi o suficiente para entrar para história não só da música francesa como da música universal.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Cláudio, que cantora bonita! E que linda voz... Só fiquei surpresa foi com a enorme guinada que deu na própria vida. De cantora a astróloga!
Fico me perguntando o que leva alguém a mudar assim...
Beijokas
Mary Joe