quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Matthew Fisher - Journey's End (1973)


Quando me deparei com este álbum pela primeira vez, pensei: mas quem é esse Matthew Fisher? (embora o nome não me fosse estranho...). Ao ouvi-lo reconheci aquele som de órgão de igreja. É o carinha que tocava no Procol Harum! E um dos autores do clássico mundial A Whiter Shade of Pale ao lado de Gary Brooker e Keith Reid. Respeito.

Mas Matthew Fisher só foi reconhecido como coautor da canção na justiça, em 2009. Ele passou a ter 40% dos direitos sobre a música, claro, ele não é bobo – é uma das mais regravadas de todos os tempos. Não sei como ficou o clima entre os velhos amigos. Fisher que havia saído da banda depois do excelente Salty Dog (1969) voltaria a gravar com eles somente em 1991, e os deixaria novamente em 2004. Até onde sei, foi em 2005 que Fisher entrou com o processo, reivindicando os direitos sobre A Whiter Shade of Pale.

Fisher que produzia os discos da sua ex-banda, também foi produtor de outro ex-Procol Harum, Robin Trower, produzindo seus dois melhores álbuns Bridge of Sighs (1974) e For Earth Below (1975).

O disco é legal? Muito. Há momentos bem Procol Harum – principalmente quando o órgão está em destaque -; bons exemplos disso são Interlude e Separation. Enquanto nas baladas ao piano, parece que desce um Elton John no sujeito.

É um álbum bem ao gosto da época, a primeira metade dos anos 1970, quando os grandes astros da música se acomodavam em arranjos grandiloqüentes. Logo o punk daria um jeito nisso.

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