quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A carreira de Judy Dyble, a primeira vocalista do Fairport Convention


Sempre achei a cantora Judy Dyble sem sorte. Ela não parava em banda nenhuma e quando tudo parecia que iria para frente, a coisa desandava.

Para começar: ela foi a primeira vocalista do Fairport Convention – sim é aquela banda de folk rock a qual os integrantes do Led Zeppelin a reverenciavam-na. Depois de gravar um único álbum com eles, ela foi substituída por Sandy Denny; uma excelente cantora e uma incrível voz, o que fez com que a imprensa e os fãs esquecessem logo da Judy Byble.

Antes disso, a moça, que pensou seriamente em ser bibliotecária, tocou na banda The Folkmen. Chegaram a gravar algumas demos e ficou por isso mesmo; época também que se enturmou com a cena folk inglesa e logo, em 1967, já estava integrada ao Fairport Convention.

Ela teve que escolher entre a Biblioteca (onde já trabalhava) e a banda. O azar: é que não durou nada no grupo – até onde sei, ela foi dispensada porque queriam uma cantora que enquadrasse melhor ao som folk-rock-psicodélico, e a voz de Judy era muito branda para a empreitada. Mas também não pode descartar o fracasso comercial do début. Logo, o Fairport Convention estouraria com o álbum “Unhalfbricking”.

Judy iria para o Giles, Giles and Fripp onde não permaneceria mais do que um mês. Ela namorava Ian Mcdonald e quando o relacionamento acabou, saiu do grupo. Mais tarde o trio remanescente transformaria no King Crimson, um dos pilares do Rock progressivo. Ou seja, se ela estivesse permanecido na banda ficaria mundialmente famosa.

Mais tarde faria parte do duo Trader Horne com Jackie McAuley, (que tocaria bateria no grupo de Van Morrison) lançando um único álbum, “Morning Way” (1970) e dois singles. Depois dessa experiência ela deixaria o mundo da música em 1973 e só voltaria a gravar em 2004.

É no novo século que ela se dedica a lançar álbuns solos (por que demorou tanto?) – “Enchanted Garden” (2004), “Spindle” (2006), “The Whorl” (2006) – sem chamar muita atenção. Embora o último trabalho “Talking with Strangers” (2009) ela recebe muitos elogios da crítica e nele contém participação de velhos amigos como Ian McDonald, Simon Nicol e Robert Fripp.

Judy Dyble nunca desistiu da música, apesar de todos os percalços de sua longa caminhada. “Talking with Strangers” é um belíssimo álbum, tornando seu maior sucesso e merecido. A versão para “C'est la vie" do Emerson Lake And Palmer é respeitável e o grande final com Harpsong, e seus quase 20 minutos é sublime.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Antes de mais nada, eu sugeriria a essa moça um bom banho de descarrego... pq vai ser pé frio assim lá longe!

Mas que ela é muito boa é, gostei da voz dela e da forma do video.
E seu post ficou bem legal, Cláudio.
Beijo carinhoso
Mary Joe