terça-feira, 15 de novembro de 2011

Joan Baez - Any Day Now (1968)


Era apenas uma moça e um violão, algo que nos dias de hoje é bastante banal. Mas naquela época na qual Joan Baez surgiu fazia uma enorme diferença. Foi no festival folk de Newport que aos 19 anos, ela chamou a atenção com seu folk tocado com simplicidade e voz calorosa – o que nos sempre deu a sensação dela estar sempre cantando bem perto de nós.

Seu pai, nascido em Puebla, México, foi coinventor do microscópio de raios-X e autor de um livro de física comumente usado nos Estados Unidos. Sua mãe era escocesa e pertencera a Igreja Episcopal da Escócia. Depois do casamento, eles foram viver na Califórnia e se converteram ao quakerismo. Joan Baez é a terceira filha do casal e nasceu em Nova York, a 9 de janeiro de 1941.

Ela sempre cantou músicas de protestos, mesmo antes de conhecer Bob Dylan. Seus primeiros trabalhos eram poucos autorais, cantando basicamente músicas tradicionais. Em 1963, enfim, ela conheceu Bob Dylan, época em que ela ficou conhecida como a Rainha do Folk. Os dois chegaram a ter um curto romance, vivendo juntos entre 1963 a 1965.


Em 1968, ela lançava Any Day Now, só com composições de Bob Dylan. Para quem nunca curtiu as canções de Dylan, por causa de sua voz fanhosa, este álbum é uma boa pedida. Any Day Now também foi o primeiro LP duplo de covers de Bob Dylan. Algunas canções chegam a superar as originais, como é o caso de Dear Landlord, One Too many Mornings e Sad Eyed Lady of the Lowlands.

Bob Dylan é o artista mais regravado até hoje. Desde seu surgimento músicos dos mais variados estilos o regravam, mas ninguém superou Joan Baez, principalmente em Any Day Now. Sua interpretação em Sad Eyed Lady of the Lowlands é comovente.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Joan Baez é bem legal. Voz melodiosa, músicas bacanas. Mas nao é minha praia. Para mim tem cara de anos 60... naõ de algo que eu pegasse para ouvir.

Mas foi legal saber mais sobre ela. Seu post ficou bem legal.
Beijokas
Mary Joe