domingo, 9 de outubro de 2011

Ten Years After - A Space in Time (1971)


Depois de Jimi Hendrix, ninguém além de Alvin Lee, guitarrista e líder do Ten Years After chamou mais a atenção no primeiro Woodstock, em 1969. As imagens antológicas da banda tocando a versão longuíssima de “I´m Going Home” confirmam a merecida colocação de segundo melhor guitarrista do festival – quem não se lembra da cena de Lee, ao final da apresentação, carregando uma melancia nas costas? Dizem que ele a pegou na fazendo.

Se a partir dos anos 1980 apareceram guitarristas preocupados em fazer solos na velocidade da luz, temos em Alvin Lee, o primeiro a ganhar a fama de guitarrista mais rápido do mundo – sim, é dele o título de guitarrista mais veloz daquela época.

Blues, rock´n´roll, psicodelia e forte influência de jazz eram a receita dos primeiros álbuns – Ten Years After (1967), Stonehenge (1968) e Undead (1968). Trabalhos mais pesados, já afastando um pouco da influência jazzística e psicodélica, vieram com Ssssh (1969) e Cricklewood Green (1970), fazendo do Ten Years After um dos grandes nomes do blues rock.

Já longe da associação com o Woodstock e com uma sonoridade mais próximo de bandas como Free e Led Zeppelin, principalmente deste último, na qual intercalava blues pesados com baladas acústica, o Ten Years After lança em 1971 “A Space in Time” no qual traz seu maior hit “I'd Love to Change the World”. Outras canções que marcaram época foram “Over The Hill”, “Hard Monkeys” e “I´ve Been There Too”. Tudo dentro de uma produção impecável e arranjos mais bem trabalhados.

“A Space in Time” encerra o auge da banda, e lentamente o grupo vai entrando em declínio, o sucesso do álbum levou-os a longas turnês pelo EUA, que os desgastou bastante, principalmente Alvin Lee que se recusava a ser um “jukebox andante”. “Positive Vibrations”, de 1974, seria o último esforço nos anos 1970. O grupo só voltaria a se reunir no final da década de 1980, mas sem a mesma magia do passado.

2 comentários:

Mary Joe disse...

Achei seu texto brilhante. Me senti no clima dos festivais, em Woodstock precisamente. Até porque o clip evoca isso também.

Muito boa essa banda, e o guitarrista é um virtuose mesmo.

Não tenho uma boa razão para justificar isso, mas guitarristas virtuoses naõ me emocionam muito. É como se fizessem meio que para aparecer e naõ sentissem isso... mas é coisa de Mary Joe. Releve.
Beijo carinhoso
Mary Joe


Obs: é bom poder ocmentar novamente por aqui. Tava sentindo falta.=)

Teen Dreams disse...

muito legal....
me segue no meu blog tambem por favor
http://flamour-girls.blogspot.com/
eu vou te seguir tbm