terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quando Robert Plant tentava se adaptar aos "Anos 80"


No início da década de 1980, Robert Plant embarcou em uma carreira solo a qual buscava diferenciar bastante da sua extinta banda, o Led Zeppelin. Era a busca de uma nova identidade - embora estivesse mais para a falta dela. Optando por um visual Daryl Hall & John Oates, duo que fez muito sucesso à época, o blues, o hard rock e os riffs pesados de guitarra passam longe de seus dois primeiros álbuns, Pictures at Eleven (1982) e The Principle of Moments (1983).

Em Pictures at Eleven, Plant foi assessorado por Phil Collins, Cozy Powell e a guitarra de Robbie Blunt. O que se ouve é uma musica mais tranqüila, um pop sem ser apelativo, cantado em forma suave, mesmo que ainda contenha uns blues, passa bem longe dos gritinhos orgasmáticos carregados de “baby baby baby” que tanto caracterizou o Led Zeppelin.

O segundo, trabalho The Principle of Moments ,não diferencia muito do anterior, inclusive mantém praticamente os mesmos músicos, sendo um pouco mais pop. Nele encontra-se a bela canção "Big Long" com seu belo arranjo de guitarra; a música alcançou o Top 20 nos EUA e Reino Unido. Mas a canção que chegou ao número um da Billboard foi “Other Arms”. "The Mood" é outra faixa que também se destaca.

Robert Plant, hoje, parece não gostar de comentar sobre estes dois álbuns. Lembro que, uma vez, em entrevista, chegou a dizer que não estava sendo ele mesmo: meio perdido, sem direção, tentando se adaptar aos novos rumos que a música caminha a partir de 1980. Ou seja, ele estava tentando se enquadrar à new wave e a um rock mais pop que vinha dominando as paradas de sucesso.

Os vídeos abaixo comprovam bem o dito acima:





Um comentário:

Mary Joe disse...

Acho que sou a única pessoa no planeta que naõ é fascinada pelo Led Zepellin... ou Stairway to heaven.

Gostei do post, mas não gosto muito do Robert Plant, então não acho que eu seja objetiva o suficiente para achar que ele fez algo assim tão digno de nota.
Coisas da vida.