sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Autumn Tears – The Hallowing (2007)


The Hallowing é o último trabalho da finada banda Autumn Tears. Nele, apenas Ted Tringo permaneceu da formação original. No entanto, a maioria das composições sempre foi dele. Eles que começaram numa linha mais próxima de bandas como Dead Can Dance, Stoa, e Arcana, ou seja, um gótico mais etéreo que aos poucos foram se aproximando do neoclássico até chegar nesse The Hallowing.

O que se houve nas 10 faixas de The Hallowing é um estilo de música mais próximo da clássico e da música de câmara. Observa-se influências de mestres como Back, Brams, Hayden e Mahler. Os fãs antigos não gostaram muito desse direcionamento e muito menos por não ter mais os vocais nem de Erika Swinnich, nem de Jeniffer LeeAnna, cantoras que passaram pelo Autumn Tears. Mas não podemos negar que a voz de Laurie Ann Haus (quem se lembra dela na banda Rain Fell Within?) é excelente e combinou muito bem com o novo direcionamento musical que havia começado no trabalho anterior, Eclipse.

O interessante no Autumn Tears é saber que se trata de uma banda norte-americana, pois sua música nos remete sempre a velha Europa, tanto que eles sempre venderam muito bem por lá, muito mais do qualquer outro lugar. Como em todos seus álbuns, é difícil destacar as melhores canções, mas The Hallowing mereceu dar nome ao CD, e de cola, destaca-se também a abertura com Dies Irae com seu belo coro, o piano melancólico de Keep Me Here, a qual destaca a voz de Laurie ann Haus e The Last King Falls.
Um pouco mais sobre o Autumn Tears – A banda tem origem em dois amigos, Erika Swinnich e Ted Tringo que se conheciam desde os tempos de escola. Fãs de heavy metal e apreciadores de outras expressões musicais que valorizava os estados da Alma, se viram diante de um elaborado projeto musical.

De início, Ted pensou em convidar uma mulher pra recitar poesia sobre a música, mas depois viu que a idéia poderia ser meio chata e resolver que Erika poderia cantar. Assim, surge a saga “Love Poems for Dying Children”, uma longa história que se desenvolve em três CD´s, em act I, II e II. Segundo Erika é sobre o espírito vampiresco da natureza, mas com final feliz.

Desde 1995 a dupla vinha escrevendo as letras para no ano seguinte lançar o Act I de Love Poems for Dying Children. Após o Act II, Erika resolveu deixar a banda para se dedicar a escrever um romance. É quando entra a Jennifer Lee Anna, é quando sai o mini CD “Absolution” e logo após Erika volta à banda. Dizem as más línguas que ela ficou enciumada, pois Jennifer era muito mais profissional. Por sorte, as moças se entendem bem e passam a dividir os vocais no Act III: Winter and the Broken Angel.

Muitos consideram este o melhor trabalho devido os grandes duetos entre as duas.
Em 2001 saiu Eclipse, o último trabalho com Erika (saiu para montar a banda de heavy metal Ignitor) e o grupo acrescenta vários membros, no qual inclui a estreia de Laurie Ann Haus. É nele que a música densa e gótica deixa pouca influência na nova direção neoclassica.



Um comentário:

Mary Joe disse...

Essa banda é tão bacana que naõ sei como não conhecia antes.
Esse Cd é incrível. Me lembrou mesmo música de câmara. E tem uns toques de um compositor clássico menos conhecido, Schumann. Uma hora procure na net. Vc encontra algumas coisas dele.
Foi um artista de transição entre o classicismo de Bach e o romantismo de Beethoven. Então, lembra tanto um quanto o outro.

Dies Irae me lembra o Requiem de Mozart, e confesso que me fez sofrer. (acho que naõ estava num bom dia, rs).

The hallowing é linda, bem como todo o restante do Cd. O vídeo é de uma perfeição cinematográfica.

Parabéns pelo texto, ficou ótimo (o que naõ é grande novidade) e me deu vontade de baixar o cd que vc citou que tem três atos e esqueci agora o nome.
Beijokas
Mary Joe