domingo, 5 de junho de 2011

Jethro Tull - Aqualung (1971)


A década de 1970 foi a época de grandes álbuns: Dark Side of the Moon, do Pink Floyd; Sticky Fingers, The Rolling Stones; a Night At The Opera, do Queen; e, claro, a obra-prima Aqualung, do Jethro Tull. Mas o motivo maior de falar deste álbum é por ele fazer aniversário de 40 anos este ano.

O Jethro Tull atingiu o auge do sucesso com ele, em uma mistura de rock progressivo, folk, hard rock e blues. Apesar de Ian Anderson (o líder flautista) sempre pousar de indigente, a foto da capa de Aqualung não foi baseado nele, e sim em uma foto tirada pela sua esposa fotógrafa, de um andarilho, que fez o criador de salmão nas horas vagas Ian Anderson criar todo um enredo sobre um sujeito meio pedófilo que tinha sérios problemas respiratórios; por isso o título Aqualung - um regulador de mergulho que supre a necessidade de gás respirável à pressão ambiente.

E é bom lembrar que o solo de guitarra de Martin Barre na canção Aqualung é um dos momentos mais sublimes da musica, fora o riff inicial que faz com que reconhecemos a música já na primeira nota. Outro grande destaque é Cross-Eyed Mary, que foi regravada pelo Iron Maiden e por mais que tenha ficado muito boa, a original é insuperável.

Em 1996 para celebrar os 25 anos do clássico Aqualung, de 1971, foi lançada a versão remasterizada com cinco faixas-bônus, numa caixa digna de elogios e trazendo todas as letras. Logo após dessa obra-prima, o Jethro Tull voltaria a assustar o mundo com outra obra digna de respeito no ano seguinte: Thick as a Brick.

Era um álbum conceitual ou não?
Há anos ouço críticos afirmando ser Aqualung um trabalho conceitual e outros dizendo que nunca o foi. Para acabar com toda essa falácia transcrevo o que diz Ian Anderson em uma entrevista logo após a banda ter ganhado o Grammy de “melhor banda de heavy metal”, desbancando o Metallica em 1989.

“Quando lançamos Aqualung (71), todo mundo saiu dizendo que éramos um grupo que fazia álbuns conceituais. Mas o disco tinha apenas duas canções interligadas que de certa forma falavam de um mesmo assunto. Mas não acho que, de uma maneira geral, Aqualung tenha sido um álbum conceitual - decerto não era esse o nosso objetivo. Uma metade do disco não tinha coisa alguma a ver com a outra metade. Por outro lado, Thick As A Brick (72) era, de fato, um álbum conceitual, foi feito de acordo com esta noção. Rock Island, por sua vez, foi um esforço de grupo, foi um projeto conjunto, mas álbum conceitual... Thick As A Brick, sim, e Passion Play (73), que veio logo em seguida, eram álbuns conceituais.”

2 comentários:

Adri disse...

merecida homenagem! parabéns pelo post irrepreensível!

Mary Joe disse...

Post nota dez mesmo... Jethro Tull é ótimo mesmo. E Aqualung é lindo demais.

Não sabia dos detalhes sobre a foto e adoro seus textos por essa característica informativa que eles sempre tem.

Parabéns ao Aqualung e parabéns a vc por naõ nos deixar esquecer essa tão importante história do rock