domingo, 22 de maio de 2011

Creedence Clearwater Revival


Aproveitando a recente vinda de John Fogerty no Brasil, tocando praticamente só clássicos da banda. Nada melhor do que lembrar este magnífico grupo que em poucos anos (1969-1972) de registros em vinis, deixou sua marca na histórica do rock. Bayou Country, Green River, Willie & The Poor Boys, Pendulum e Mardi Gras, são cinco álbuns essenciais na prateleira de qualquer coleção que se preze.

John Fogerty, que fundou a banda em 67, junto com o irmão mais velho Tom e os colegas de escola Stu Cook e Doug Clifford, já tem lugar marcado no panteão dos grandes compositores americanos de todos os tempos. "Bom On lhe Bayou", "Proud Mary", "Bad Moon Rising", "Green River", "Fortunate Son", "Have You Ever Seen lhe Rain"... São muitos os clássicos do rock escritos por John Fogerty. E, clássicos que são, eles não envelhecem um só segundo em seu fulgor.

Como gosta de lembrar Thurston Moore, do Sonic Youth, o Creedence foi o primeiro grupo a aparecer usando camisas de flanela. Mas, piadas à parte, o quarteto fica na história mesmo pelo brilho conciso e urgente de suas guitarras. Um som meio caipirão sulista que foi apelidado de swamp rock - muito também pelas letras em que pululam sapos-boi, enchentes e barcarolas. John Fogerty cresceu muito longe de bayous e pântanos, mas sua voz rasgante dá a impressão de que ele tomou toda a água dos brejos do Sul dos Estados Unidos. E o talento literário transborda.

Na verdade, o mais sensacional no Creedence foi a fertilidade do grupo em 1969. Os excelentes Green River e Bayou Country e o seminal Willie & The Poor Boys (com a definitiva gravação da tradicional "Midnight Special") são todos desse mitológico ano. Mardi Gras, de 72, já não conta com a guitarra de Tom Fogerty e é considerado o mais fraco trabalho do grupo. O que não quer dizer que não seja bom.

Um comentário:

Mary Joe disse...

Gosto muito de Creedence. E concordo com vc. A banda naõ envelheceu nadinha. Continua fulgurante como na época em que foi lançada.

Bom post, como sempre, rsrsrs.
Beijim
Mary