domingo, 13 de fevereiro de 2011

David Crosby – If I Could Only Remember My Name (1971)


Nos anos 1970, quando você pegava o vinil capa-dupla desse primeiro trabalho solo de David Crosby, via que a Califórnia em peso estava participando do disco. Todas aquelas bandas ligadas à cultura das drogas, do “amor livre” e flower-power como Jefferson Airplane, The Greateful Dead, Neil Young, CSNY e Joni Mitchell se fazendo presente. Um comovente documento pós-hippie da geração bicho-grilo em ambientes surreais e ácidos.

Como é maravilhoso ouvir dois dos meus guitarristas favoritos (não virtuosos) em um mesmo álbum, Neil Young e Jerry Garcia, com solos econômicos e chapantes em Cowboy Movie e What Are Their Names. David conduz a viagem, começando pela mântrica “music is Love”, seguindo em êxtase, imbuído por estruturas soltas do acid rock e sussurros místicos.

Crosby soube unir em um único álbum os melhores músicos da costa oeste, pois sempre foi um cara com grande currículo de amigos. Aliás, foram eles que deram força a ele quando perdeu a namorada, Christine Hinton, em um acidente de carro - e as drogas ajudando-o a manter-se em pé. Há canções típicas de seu super grupo Crosby, Stills, Nash & Young como Laugting e Song With no Words. O álbum fecha com a sombria I´d Swear There Was Somebody Here, cantada a capela.

Recentemente, li que ele estava se referindo à reencarnação, com o título. O álbum foi gravado em San Francisco, Tenderloin, em 1970/71 e talvez seja um dos últimos discos gravados como se fosse uma comunidade, sem pretensões, deixando a coisa acontecer. Música é amor.

2 comentários:

Mary Joe disse...

Olá Cláudio,

Gostei da música que vc colocou. Lembro de ouvir Crosby ainda em lp quando criança. Meu irmão mais velho gostava de colocar, e eu ficava fuçando.
Boa música não envelhece.
Beijo carinhoso
Mary Joe

Adri disse...

Gosto muito do Crosby... tudo que vc falou me lembrou o filme Easy Rider!
Bjo