sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

James Blunt – Some Kind of Trouble (2010)


O terceiro álbum do britânico James Blunt foi gravado em seu próprio estúdio em Los Angeles, no entanto, ele encontrou inspiração em sua casa em Ibiza e Londres. Passou-se três anos após o enorme sucesso de seu antecessor (All The Lost Souls "), e foi antecipado pelo sucesso do single" Stay The Night '(que também abre o álbum). A produção foi compartilhada entre Blunt, Tom Rothrock e Linda Perry, a ex-vocalista do 4 Non Blondes e descobridora do artista Inglês.

"Some kind of trouble" é bem mais otimista do que seus dois trabalhos anteriores, as canções são mais animadas e menos melancólicas. O melhor exemplo da nova fase musical deste ex-soldado que deixou o exército britânico para se dedicar à música é Stay the Night, canção escrita com Steve Robson e Ryan Tedder do One Republic, na qual Blunt fala em cantar Billie Jean e misturar vodka com cafeína.



O artista Inglês disse que o processo de gravação de "Some Kind of Trouble" foi difícil. "Depois da última turnê, eu tentei compor no piano", diz ele, "Eu precisava ficar longe da música por um tempo”. Portanto o moço foi buscar inspiração em Ibiza, e parece que o sol de lá vez bem para ele. Pelas canções alegres, tudo indica que ele andou se divertindo muito por lá.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

David Crosby – If I Could Only Remember My Name (1971)


Nos anos 1970, quando você pegava o vinil capa-dupla desse primeiro trabalho solo de David Crosby, via que a Califórnia em peso estava participando do disco. Todas aquelas bandas ligadas à cultura das drogas, do “amor livre” e flower-power como Jefferson Airplane, The Greateful Dead, Neil Young, CSNY e Joni Mitchell se fazendo presente. Um comovente documento pós-hippie da geração bicho-grilo em ambientes surreais e ácidos.

Como é maravilhoso ouvir dois dos meus guitarristas favoritos (não virtuosos) em um mesmo álbum, Neil Young e Jerry Garcia, com solos econômicos e chapantes em Cowboy Movie e What Are Their Names. David conduz a viagem, começando pela mântrica “music is Love”, seguindo em êxtase, imbuído por estruturas soltas do acid rock e sussurros místicos.

Crosby soube unir em um único álbum os melhores músicos da costa oeste, pois sempre foi um cara com grande currículo de amigos. Aliás, foram eles que deram força a ele quando perdeu a namorada, Christine Hinton, em um acidente de carro - e as drogas ajudando-o a manter-se em pé. Há canções típicas de seu super grupo Crosby, Stills, Nash & Young como Laugting e Song With no Words. O álbum fecha com a sombria I´d Swear There Was Somebody Here, cantada a capela.

Recentemente, li que ele estava se referindo à reencarnação, com o título. O álbum foi gravado em San Francisco, Tenderloin, em 1970/71 e talvez seja um dos últimos discos gravados como se fosse uma comunidade, sem pretensões, deixando a coisa acontecer. Música é amor.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pete Townshend – White City (A Novel) - 1985


Quando foi anunciado que Pete Townshend iria lançar um álbum (uma ópera-rock) baseado nas lembranças de sua infância, em Londres, pensei: só pode vir coisa boa. Geralmente quando um artista resolve fazer algo assim, ele põe sua alma seu coração nas canções. A história fala de conflitos culturais, a tensão racial e as esperanças e os sonhos da juventude na década de 1960. Dizem que White City era um lugar muito ruim de se morar, bem perto de onde Pete cresceu.

Para quem não sabe quem é Pete Towshend, ele é o líder e principal compositor da banda The Who, e advindo da geração que tanto abusou de drogas e álcool, e tantas outras loucuras. Em seu caso particular, se livrou das drogas muito graças a seu guru Meher Baba – é aquele mesmo que a canção Baba ORiley, do álbum Who´s Next, foi dedicada.

Os singles desse disco são sucessivamente Give Blood, Secondhand Love e Face to Face, sendo que esta última foi um grande sucesso, inclusive no Brasil. A música White City Fighting surgiu de uma canção escrita por David Gilmour (Pink Floyd) para o seu segundo álbum solo, About Face.