Club 8 muda o estilo e põe todo mundo para dançar com muita batucada
Muitos fãs hão de se sentir decepcionados com o novo trabalho do duo Club 8. O dream-pop mezzo eletrônico fofinho sai de cena para entrar ritmos africanos repletos de percussão e coros, como havia já precipitado no single Western Hospitality.
Johan Angergard e Karolina Komstedt se atreveram bastante desta vez – semelhante ao Keane que também recentemente invadiram outras praias. A batucada impera no álbum todo; sendo que em alguns momentos lembra até Paralamas do Sucesso em sua fase “Selvagem”, no melhor estilo “alagados”. Seria uma influência da viagem que fizeram ao Brasil em busca de inspiração? Pois há até uns pseudosambas: Shape Up!, Be Mad, Get I´ll, Be Still. Embora, a influência de bossa nova sempre se fez presente no Club 8.
Mesmo com todo o ritmo frenético e coros alegres, ainda existe um quê de melancolia; que sempre foi uma característica do duo sueco. Isso prova que a personalidade da banda continua intacta mesmo trabalhando, pela primeira vez, com um produtor mais “descolado”, Jari Haapalainen (The Concretes, Ed Harcour, Camera Obscura).
Eu gostei? Estou dançando até agora.
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