domingo, 5 de dezembro de 2010

Tracy Chapman - Tracy Chapman (1988)


Uma cantora simples vinda do circuito folk de Massachussets, negra e com um vozeirão, de repente ganha o mundo com o hit radiofônico Baby, Can I Hold You, em 1988.


Tracy Chapman fez grande sucesso com seu auto-intitulado disco de estréia, fazendo com que se tornasse um dos dez discos mais populares de toda a história da gravadora Elektra. Só nos EUA foram vendidas mais de três milhões de cópias. O sucesso atingiu também a Europa, vendendo horrores na Holanda, Alemanha e Bélgica. O Brasil também não ficou de fora, a canção Baby Can I Hold You, entrou em trilha de novela da Rede Globo e, logo, as rádios não paravam de tocá-la. Na cola vieram os sucessos Fast Car e Talkin´Bout a Revolution. No mesmo ano foi capa da revista Rolling Stones, lugar onde uma mulher negra não era vista há anos.

Depois da surpresa e da badalação dessa cantora “vinda do nada” com suas canções sobre racismo, violência urbana, revolução e injustiça social, veio à prova do segundo disco. Crossroads (1989) não repetiria o sucesso. Com uma produção refinada, Tracy esqueceu que a beleza de sua música estava na simplicidade do violão e voz. Levada world music, blues, gospel, tudo em meio a teclados, violino e percussão. Não vingou. Tracy Chapman saía do mainstreen.

Ela continua lançando discos esporadicamente. A música não mudou muito, mas é o suficiente para manter um público fiel que não liga para modas passageiras. O problema do “desaparecimento” de Tracy é que rapidamente ela entrou para a turma do “vamos salvar o mundo” em luta pelos direitos humanos, participando de shows de igual para igual com astros do porte de Bruce Springsteen e Peter Gabriel. Sua exposição na mídia fora muito rápida, fazendo que se esperasse muito de uma moça que só queria tocar suas canções, que até então, era apenas uma cantora de rua.

Hoje o mundo musical mudou e para fazer sucesso acontece bem o contrário; é a exposição na mídia que mantém o artista no mainstreen, e para isso haja “escândalos”, declarações “bombásticas” e rebolados em videoclips, e com sorte encontrar um produtor descolado e um DJ antenado para fazer o remix de seu último hit.

3 comentários:

Mary Joe disse...

Puxa Claudio, como é bom te ver falar da Tracy Chapman.
Vivi intensamente esse disco dela. Ouvia dia e noite, sabia as letras. Enfim, a-d-o-r-a-v-a.
Não sabia do que veio depois. Percebi que ela sumiu, mas efetivamente naõ procurei tanto assim.
Foi bom aprender mais sobre ela.

Seu post ficou como sempre, muito bom.
Beijokas
Mary

Adri disse...

Era da trilha sonora da novela Vale Tudo. Eu amava essa novela e agora ela está repetindo no Canal Viva. Aliás, essa é do tempo em que novelas e a música em geral no mundo ainda eram muito boas...
Legal você falar dela. Na época, eu pensava que era um homem.

llq disse...

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