sábado, 20 de novembro de 2010

Paul McCartney, mais vivo do que nunca


A recente tour de Paul pela América do Sul, tem provado que o sujeito está bem vivo. Com quase 70 anos de idade, McCartney ainda tem fôlego incrível para shows. Tudo indica que com esta última vinda, o sucesso tem sido bem maior.  Acontecimentos inusitados não faltaram, como o autógrafo no braço de uma fã, que virou tatuagem, em Porto Alegre e um fã argentino lhe deu de presente um baixo feito artesanalmente por ele.

James Paul McCartney vem de uma família de classe média baixa empobrecida pela guerra, dois meninos órfãos criados por um pai solitário e introspectivo, James McCartney, comerciante de algodão, que havia largado a escola no ginásio e tinha o sonho de mandar os dois meninos para a universidade - até a morte prematura de sua mulher,  Mary Patrícia Mohin, deixando-o não apenas sozinho, mas sem dois terços da renda familiar.

O jovem Paul, que assistia as aulas de piano sem muito entusiasmo quando era criança, além de tocar trombeta que ganhou de seu tio Jack, aprendeu a gostar de música sob a influência de seu pai que fazia parte de um grupo de jazz amador chamado Jim Mac´s Jazz Band. Aos 14 anos, Paul compôs sua primeira canção, “I lost my little girl”, após ganhar uma guitarra de seu pai. Logo entraria para uma banda de skiffe chamada The Quarrymen, liderada por John Lennon. "Eu sei cantar igual a Little Richard", foi seu argumento para entrar na banda.

Em 11 de abril de 1970, Paul, sem a autorização dos outros membros dos Beatles, anuncia oficialmente o fim do Fab Four. Logo lançaria seu primeiro álbum solo, “McCartney” (1970), que atingiu o número 1 das paradas dos EUA e número 2 na Grã-Bretanha, graças a canção “Maybe I´m Amazed”, a preferida de Liza Minnelli e uma de suas melhores canções. Antes desse álbum, ele já havia composto a trilha sonora de “Lua de Mel em Família” em 1967.

Seu segundo disco solo “Ram” (1971) traz a música “Uncle Albert/Admiral Halsey”, um clássico. O trabalho é assinado em conjunto por Paul e Linda, sua recente esposa. E é com ela que ele monta o Wings. Além de sua mulher, fazia parte o ex-Moody Blues, Denny Lane e o baterista Denny Seiwell. O álbum seguinte, Wild Life (1971). não faz tanto sucesso quanto os anteriores, chegando apenas ao número 11 na Grã-Bretanha. No entanto, em 1973, com o álbum Red Rose Speedway, vem o grande sucesso “My Love”, que chegou em primeiro lugar no EUA, e no mesmo ritmo a canção “Live and Let Die” para um filme de James Bond.


Chega-se o auge do Wings com o LP “Band on the Run” (1973), gravado na Nigéria.  Nele se encontra uma das canções mais lindas dos anos 1970, a música que dá título ao álbum. Outro sucesso é Jet. Em "Let Me Roll It" ele prestava uma homenagem carinhosa a John Lennon. A delicada "Bluebird" remonta a tradição das baladas acústicas de Paul e é uma espécie de visão mais otimista de "Blackbird". Nem todos gostaram – chegou a ser vaiado em shows ao tocá-la, pois muitos a considerava uma imitação mal feita de Blackbird.

A segunda metade dos anos 1970, o sucesso não se repete, embora haja bons álbuns  -  Speed of Sound (1976) e London Town (1978). O Wings despenca em 1979 e a prisão de Paul no Japão por posse de maconha só reforçou McCartney a decretar o fim da banda.


Paul abriria a década com seu McCartney II (1980) e de cara traria o hit Coming up. O sucesso radiofônico se completa com o excelente Tug of War (1982), produzido por George Martin e dueto com Stevie Wonder (Ebony and Ivory). Parceria com outros famosos deu certo, e se repetiria no disco seguinte, Pipes of Peace (1983), desta vez com Michael Jackson (say say say). Depois Paul praticamente despareceria do cenário musical. Trabalhos insignificantes vem em seguida, até ressurgir com Flowers in the Dirt (1989). Ótimo trabalho e com novo parceiro, Elvis Costello.

Na década de 90, McCartney tentava sem muita sorte com a música clássica e, ocasionalmente, iria gravar novos álbuns, como Off the Ground (1993), o magnífico Flaming Pie (1997) e a compilação de covers de rock clássico, Run Devil Run (1999).

No novo século manteve o nível com Chaos and Creation in the Backyard (2005), nele encontra-se a linda canção This Never Happened Before, que faz parte da trilha sonora do filme A Casa do Lago (The Lake House); seu último álbum de estúdio, Memory Almost Full (2007), também não decepciona.


3 comentários:

Adri disse...

ótimo panorama da carreira desse grande artista. claro que há muitas curiosidades que não cabem num único post, mas ficou sensacional...

Paula Nadler disse...

Adorei seu blog.

Beijo!

lily disse...

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