quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Khan – Shanty Space (1972)


Este é um álbum essencial, típico da cena de Canterbury, Inglaterra – movimento que surgiu na segunda metade dos anos 1960, visando dar referência aos grupos que se desenvolveram ao redor (ou a partir) do Soft Machine. Khan é um desses grupos malditos que só gravaram um álbum e que por falta de apoio de gravadora desapareceram. Como toda boa banda de Canterbury, o som era calcado no jazz e rock progressivo. A grande diferença, é que esta banda tem influência de hard rock, algo bem incomum nesse meio.

Em agosto de 1968, o guitarrista Steve Hillage deixa a banda Egg (Uriel, anteriomente) para ir estudar na Universidade de Kent. Em finais de 1970, regressa a Londres e forma sua banda Khan, já com um repertório suficiente de canções. O primeiro membro que Hillage reclutou para o Khan foi o baixista Nick Green Wood, seguido pelos seus futuros colegas Eric Peachey (bateria) e Dick Henningham (teclados) graças à amizade que Steve fez com Caravan, Khan conseguiu assinar contrato com a gravadora Deram.


No final de 1971, a banda já se preparava para entrar em estúdio e gravar seu primeiro álbum, tempo suficiente para Henningham deixar o grupo. Para resolver o problema, Hillage procurou seu velho amigo da banda Egg, Dave Stewart, para tocar no disco, que aceita de bom grado. Stewart é um dos tecladistas favoritos da cena de Canterbury e seu trabalho neste álbum é altamente apreciado por seus seguidores.

Em junho de 1972 Greenwood abandona o barco, sendo substituído por Nigel Griggs (que mais tarde iria se juntar ao Split Enz), coincidindo com o fim da banda Egg, um mês antes; desta maneira Dave Stewart se mantém como integrante fixo em tempo integral, porém esta formação não durou. Um tempo depois, Hillage decide se juntar a banda de Kevin Ayers para shows na Inglaterra e França, e logo junta-se ao Gong. Um fato interessante: o baterista original do Khan não era nada mais e nada menos que Pip Pyle, que também se juntou ao Gong.

Assim se encerra a curta carreira do Khan. Como diz o velho ditado: o que é bom, dura pouco.

2 comentários:

Adri disse...

Acho os anos 70 os melhores anos pra música. Você concorda? Muito bom esse som.

Mary Joe disse...

Gostei da banda. Poderia ter nos dado mais discos. Acho triste quando algo que poderia seguir em frente simplesmente acaba.

Seu posto ficou legal, como sempre.
Beijokas
Mary