sexta-feira, 28 de maio de 2010


A curta passagem de Ian Gillan no Black Sabbath

Todo mundo sabe que quando o Black Sabbath anunciou que o substituto de Ronnie James Dio na banda seria Ian Gillan, muita gente se assustou. Afinal, Gillan não parecia um tipo de cantor que encaixar-se-ia na famosa “banda satânica”. Longos anos depois de Gillan ter gravado o único disco com o a banda, Born Again, também tivemos uma notícia não menos assustadora, que até hoje não sei da sua veracidade: ele diz em uma entrevista que tinha entrado no Black Sabbath por dinheiro. Pensando bem até que pode ser verdade, porque sua banda, Ian Gillan Band, estava muito ruim das pernas (na verdade, nunca venderam bem), ou seja, ele estava atolado de dívidas. Agora, assustador mesmo foi sua curta estadia no Black Sabbath. Coisas macabras aconteceram....

Quando a banda gravava Born Again, Ian Gillan havia decidido que não dormiria em baixo do mesmo teto que os demais membros do grupo durante o tempo que tivessem gravando, no Waddesdon Manor. O cantor preferiu instalar-se numa barraca nos jardins do castelo. Na realidade, foram necessárias duas barracas: uma para abrigar o voluntarioso cantor e outra para cobrir os numerosos objetos com os quais ele viajava e que incluíam desde abundantes provisões de comida até várias bolsas com tacos de golfe, seu esporte favorito. Qual o motivo? Gillan dizia à época que tinha dúvidas se realmente Tony Iommi e Geezer Butler eram cultuadores do demônio ou não. Essa dúvida foi gerada no moço porque segundo ele, toda vez que ia tratar da questão com os dois, eles saíam pela tangente. Mas tem mais: ele achava estranhíssimo Iommi e Butler nunca acordarem antes das quatro da tarde. Além disso, nunca estavam em condições de gravar até as onze da noite ou mais.

Seja lá o que aconteceu, uma coisa é certa: o único álbum do Black Sabbath gravado com Ian Gillan é um dos mais macabro, denso e pesado; além de Gillan gritar como uma bruxa histérica quase o tempo todo. E a capa com o bebê macabro? É com certeza de assustar. Dio que havia saído a pouco tempo da banda, se sentiu ofendido; Gillan arremessou pela janela uma caixa com as primeiras cópias promocionais.

Quem saiu ganhando com tudo isso foram os fãs. Para muitos, é um dos melhores álbuns gravados pela banda. Não há como não se arrepiar com Trashed, Disturbing The Priest, Born Again e a arrastada Zero the Hero. Doido demais!



terça-feira, 4 de maio de 2010

Jeremy Jay, um mistura sedutora



Ele parece uma mistura de David Bowie, Beck e Scott Walker. É um norte-americano, nascido na California, mas cresceu em Los Angeles. Suas canções são simples e assobiáveis, que não tem a preocupação em soar inovador e moderno. Jay parece não se preocupar se vai agradar ou não. Sua música é muito pessoal, sem nenhum compromisso a não ser com ele mesmo. Parece que ele compõe suas canções quando está andando pela rua.

Romântico, sofisticadamente retrô e sedutoramente ambíguo, começou sua carreira com o maravilhoso EP “Airwalker”(2007), em seguida, gravou o álbum de estreia “A Place Where We Can Go” (2008). Se nesse primeiro trabalho Jeremy seguia a linha rock lo-fi; o segundo, "Slow Dance" (2009), vai de encontro à new wave francesa (sua mãe é suíça), repleto de teclados no estilo new-romantic.

Neste ano Jeremy Jay lança dois álbums, "Splash" e "Dream Diary', que segundo o cantor, a inspiração para os álbuns veio quando estava em Londres e percebeu de como ele era americano e o quanto disto estava nele.

Enquanto você espera por esses trabalhos, Jay selecionou e postou 10 novas faixas dos dois álbuns em seu MySpace.