domingo, 25 de abril de 2010

Kiss me, Kiss me, Kiss me (1987) - The Cure



“Kiss me, Kiss me, Kiss me” é o sétimo álbum da banda The Cure, liderado por Robert Smith – o sujeito que disse uma vez que montou uma banda porque não queria ter que ir trabalhar. Produzido por Dave Allen e Robert Smith, foi lançado em 1987, inicialmente em formato de disco duplo de vinil; hoje, é relançado como CD simples.

O disco transita por diversos estilos, tornando-se o trabalho mais eclético já realizado pela banda, o que reflete os modos diversos de Robert Smith, vai da raiva descontrolada (canções como "The Kiss", "Fight", "Shiver and Shake" e "Torture"), músicas sinistras e sombrias ("Like Cockatoos", "The Snakepit" If Only Tonight We Could Sleep "), e temas mais serenos e românticos como" Catch ", em seguida, muda para flertar com o pop ainda mais divertido, direcionado para as pistas de dança ("Why Can't I Be You?", "Hot Hot Hot !!!")

Este álbum marcou a conquista do mercado norte-americano, onde atingiram vendas significativas, sendo a primeira vez que a banda entrou no Top 40 americano com "Just Like Heaven". Muitos consideram-no uma mistura dos álbuns “Pornography” com o “The Head On the Door”, mas também tem muito de “The Top”, o disco mais psicodélicos da banda. "The Snakepit" e "If Only Tonight We Could Sleep" são um bom exemplo disso. Para quem ainda não sabe bem o que são os pedais Wah Wah é bom ouvir a música de abertura "The Kiss" e nunca mais terá dúvidas. A diversificação de estilos o tornou bastante agradável.

The Cure sempre ficou numa situação difícil, pois sempre viveram na tênue linha entre o rock e o pop e nunca soubemos ao certo categorizar o estilo “The Cure”. Uma música pomposa demais para ser rock e anticonvencional e inquieta para ser pop. Mesmo em músicas como “Give Me It”, que é quase um hardcore não parece rock; por outro lado as músicas que saem do estilo “pop dançante” sempre causou estranheza. De qualquer maneira a gama de influências da banda tanto no rock, pop, e até mesmo no gothic metal, é enorme.

2 comentários:

Adri disse...

Interessante você mostrar o quão difícil é classificar a música do Cure em uma categoria... Realmente, eles são singulares e influenciaram muita gente.
Ótimo post!

Mary Joe disse...

The Cure é absolutamente TDB... tudo de bom, rs. Acho que são originais o bastante para transitarem nas diversas categorias sem se limitarem a nenhuma.

Acho esse disco legal, mas como já te disse antes, gosto mais do "The head on the door" e do "Disintegration". Mas seu post ficou impecável, como sempre, aliás, rsrsrs.
Beijokas
Mary