terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sticky Fingers (1971) - The Rolling Stones



Sem dúvida, este é um desses álbuns que devem entrar em qualquer lista de melhores discos de rock de todos os tempos. Eles viviam sua fase mais criativa – que vinha desde Beggars Banquet (1968) – e, talvez, Sticky Fingers seja o momento mais grandioso, que estende-se até 1972, com “Exile on Main Street.

A partir de mudanças significativas na banda, com a entrada de Mick Taylor no lugar de Brian Jones, o início de seu próprio selo Rolling Stones Records, após a briga com a Decca records, que inaugura também o logotipo da famosa “língua do deboche”- na verdade não é uma criação de Andy Warhol, e sim do artista americano Ruby Mazur, que a criou após uma conversa com Mick Jagger sobre a deusa Hindu Kali.

Claro que Andy Warhol, amigo da banda, teve importância significativa em Stick Finger, pois a famosa capa criação sua. Originalmente em vinil, a calça jeans, com o modelo Joe Dallesandro, existia um zíper real. A capa foi censurada em vários países, sendo substituida por uma com os dedos lá dentro em uma lata de melado.


Em se tratando das músicas, o disco é recheado de metais, que segundo Charlei Wattes, “por influência de gente como Otis Redding e James Brown". Ele abre com a clássica – obrigatória em qualquer show – Brown Sugar, clara referência a heroína (açúcar marron), do qual eles eram muito fãs na época, principalmente Keith Richards. Sway tem participação de Pete Townshend nos backing vocals. Sister Morphine cuja co-autoria de Marianne faithfull só foi reconhecida na justiça. Conta-se que Keith chegou atrasado ao estúdio, e quando ouviu o que havia sido gravado, resolveu deixar como estava.

Wild Horses, uma das baladas mais belas que já criaram - até Susan Boyle a regravou para seu álbum de estreia, “I Dreamed a Dream”. Keith diz tê-la composto para seu filho. “Me doeu deixar o garoto para vir gravar. Ele tinha só dois meses". Há também influencia de country em Dead Flowers provavelmente de Gram Parsons, amigo de Keith Richardas à época.

Já que vivemos em uma época em que o rock está perdendo sua rebeldia, no qual as bandas se enquadram cada vez mais ao status quo, Stickey Fingers é audição obrigatória.

Um comentário:

Adri disse...

Melhor banda de rock do mundo? Controverso, não? Eu nem sei explicar quando exatamente comecei a gostar dos Stones. Eles realmente são ícones. Estou feliz que a banda nunca tenha acabado...

Esse LP é formidável, realmente. Excelente post!!! PARABÉNS!