segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Harold Budd - Um mergulho para dentro de si mesmo



Conheci o trabalho de Harold Budd quando ele dividiu um álbum com o Cocteau Twins (The Moon and the Melodies) em 1986 – calmo, melancólico e atmosférico. Mais tarde descobri que ele foi um dos pioneiros do ambient music ao lado do gênio Brian Eno. Ambos dividiram vários trabalhos maravilhosos, entre eles, Ambient 2 (The Plateaux of Mirror) e The Pearl. Sua música é caracteriza pelo seu piano atmosférico,meio minimalista, pequenas intervenções jazzistas e sutilmente eletrônicas.
Harold Budd nasceu em Los Angeles, Califórnia, mas cresceu no deserto de Mojave, um fato que poderia inspirar os sons que mais tarde apareceu no seu trabalho. Começou como um compositor clássico antes de começar a criar música ambiental contemporânea – chegou a trabalhar como professor no Instituto de Artes da Califórnia, enquanto criava suas composições que já revelava um músico em clara oposição a qualquer dogma musical convencional. Seu primeiro trabalho The Pavilion of Dreams, de 1976, foi produzido por Brian Eno; a partir daí os dois trabalhariam várias vezes juntos.
Na década de oitenta, aumentou a sua gravação de disco por si só ou em colaboração com outros músicos - uma atividade que o levou a ser um artista famoso na cena internacional das músicas alternativas. Alguns dos artistas que trabalharam com ele estão Robin Guthrie, Michael Hoenig, Daniel Lentz, Andy Partridge e Hector Zazou.
Suas contribuições para cinema também são muito interessantes. Destaco Music From the film Mysterious Skin (2005) junto com Robin Guthrie (The Cocteau Twins) e La Bella Vista (2003), este último apenas com seu piano em um estilo mais próximo do clássico.
A música de Harold Budd é belíssima: atmosférica, etérea e profunda.



2 comentários:

Adri disse...

esse é bem o seu estilo... acho q já tinha ouvido com vc na sua casa. mas não é o tipo de som q eu poria pra curtir em casa, apesar dela ser bem calma e tranquila.
post genial, pra variar!
beijos

Mary Joe disse...

Claudio, adoro esse tipo de música.
Gosto de sentir a leveza do som, como se naquele momento a gente pudesse transcender o corpo físico. É uma boa sensação.

Não sabia que ele já tinha trabalhado com o Brian Eno. Gosto da forma como esse cara trabalha.

Seu post ficou muito bom.
Beijokas
Mary Joe