domingo, 14 de junho de 2009

The Soul Session (2003) - Joss Stone


Uma das primeiras cantoras a iniciar o revival do soul no Século 21, foi a inglesa Joss Stone. Saudada apressadamente como a “nova Aretha Franklin”, a moça surpreendeu muita gente, – à época com 16 anos - com uma voz possante, ao contrário de muitas de sua geração, gravou seu primeiro album, The Soul Session, basicamente com covers de soul; gente da estirpe de Betty Wright (esta ainda participa do disco), Bobby Miller e Aretha Franklin. Nesse debut ela é acompanhada por competentes instrumentistas de apoio – os integrantes do The Roots, o guitarrista Little Beaver e o tecladista Timmy Thomas.
Joss que começou a carreira, aos 14 anos, quando fez um teste para o programa de talentos da BBC Star for a Night, a garota disléxica, cantou (You Make Me Feel Like) A Natural Woman (1968) de Aretha Franklin e Its Not Right but Its Okay, (1998) de Whitney Houston, vencendo o concurso.
No disco seguinte "Mind, Body e Soul”, já com algumas canções próprias, ela ainda consegue manter um bom padrão musical, embora já percebe-se influências de rap e pop.
Infelizmente, parece que a moça ficou exageradamente encantada com o sucesso e seu último trabalho Introducing Joss Stone (2007) não passa, na melhor das hipóteses, de uma “nova Beyoncé”. Uma soul music, polida, de contornos bem definidos, mas desprovida de uma gota de emoção. Agora, no lugar de competentes músicos, ela se vê acompanhada por operadores de Pro Tools, samples alheios e desconhecidos músicos de aluguel, arranjos modernetes e produtores da moda.
Saem de cena os ecos da geração Motown (providos, em particular, por sua “ex-madrinha” Betty Wright) em favor de participações especiais atreladas ao cada
vez mais rentável rap de arena A voz de Joss Stone continua maravilhosa, afinada; mas os excessos estilísticos da intérprete não são lá muito diferentes daqueles associados aos candidatos do patético Ídolos!
Eu já desconfiava desse novo direcionamento, quando em seus vídeos americanizados ela salientava mais as curvas de seu belo corpo do que a música.



http://rapidshare.com/files/244473816/Joss_Stone_-_the_soul_sessions.rar.html

2 comentários:

Adri disse...

Concordo com tudo q vc falou! Adoro Super Duper Love! Tá na trilha de uma dos meus filmes preferidos - Bridget Jones: No limite da razão.

Mary Joe disse...

Claudio, quando ela começou, eu achei muito bom o trabalho dela. Depois, me pareceu, sei lá, comercial.
Acho que vc explicou de uma maneira bastante tecnica o que eu sabia apenas intuitivamente. Gostei muito do seu texto.