segunda-feira, 11 de maio de 2009

Heaven and Hell em BH - 10/05/2009


Uma máxima de Arthur Schopenhauer diz que “viver é sofrer”. Concordo, pois nossa vida é repleta de tristezas e sofrimentos. Entretanto, tem certos momentos de alegria que parecem compensar viver neste mundo. No meu caso, um momento que nunca esquecerei foi quando vi adentrar no palco do Chevrolet Hall: Tony Iommi, Ronnie James Dio, Geezer Buttle e Vinnie Appice. Um sonho que eu carregava desde os 13 anos de idade e, que enfim, foi realizado no dia 10/05/2009.
O show teve um atraso de 50 minutos, por incompetência da organização da casa, que demorou para abrir as portas. E a banda, por respeito aos fãs, fez questão de só começar o show quando todos estivessem dentro do Chevrolet Hall.
No final da introdução da emblemática E5150, apareciam aos poucos, os mestres do heavy metal, e dois deles, (Tony e Geeezer) inventaram o estilo. Não só eu, como o público que lotou o Chevrolet, estava maravilhado ao vê-los. Eu não consegui despregar os olhos de Tony Iommi, e ao som de seus riffs cavalares as lágrimas de alegria eram inevitáveis.
Depois da primeira música, The Mob Rules, tocaram um de seus maiores sucessos, Children of the Sea. Nisso, o público começa a pular loucamente, surpreendendo Dio e Tony que não escondiam o sorriso de satisfação - reação assim, só se vê no Brasil. Aliás, nunca vi Iommi sorrir tanto em um show. Na canção Bible Black, um fã joga uma bíblia no palco e Dio cantou o resto da canção com ela em mãos. Entre muitas músicas, o público começava a gritar os nomes dos integrantes, principalmente Dio e Iommi. Ambos, apontavam e batiam palmas para a plateia maravilhados. A interação e respeito entre fãs e banda eram incrível!
Não sou muito fã de solos de bateria em shows, mas o senhor Vinnie Appice simplesmente comandou o público com um solo não muito longo e muito menos monótono, acabando sendo um dos pontos altos do show.
Mais para o final da apresentação, vieram as esperadas Die Young e Heaven and Hell; nisso o público já estava nas mãos da banda: muita gente balançando a cabeça e tocando suas guitarras imaginárias. Heaven and Hell foi cantada em uíssimo, surpreendendo Dio, que sorria o tempo todo. A canção que oficialmente tem uns 7 minutos, passou de 15 minutos. No meio dela, o mestre Iommi hipnotizou a plateia com seu solo de guitarra. Este foi o momento em que todos se aquietaram, e simplesmente de boca aberta acompanhavam (e mal acreditando) que Iommi estava ali perante todos.
Quando acabou o show, o que mais se ouvia era fã dizendo “Do Caralho!!!” Mesmo que a apresentação tenha sido um pouco curta, cerca de 1h40, ninguém reclamou. Como muitos disseram: só de vê-los já valeria a pena. Emocionante, observar as pessoas acompanhando os solos de Iommi nota por nota. E esse, ao final do show, lança à plateia umas 50 palhetas que foram disputadas com se fosse a palheta do destino no filme Tenacious D.
Ao sair do Chevrolet Hall, e já me distanciando, ainda ouvia-se os fãs cantando as músicas pelas ruas da região. Algo que nunca vi em minha vida!

3 comentários:

Adri disse...

só posso imaginar como deve ter sido emocionante! guarde essa alegria para quando vc estiver triste...

"o poeta da verdade" disse...

Sem palavras ! Realmente é um momento precioso e guarde bem na memória , pois a única vez que vi Dio ao vivo a turma era outra e a pegada também. É como dizem : "pra cachaça ser boa tem que ser apreciada direta da fonte"... e neste caso a fonte inteiraça estava diante de vc!

Mary Joe disse...

Claudio, sei bem como é essa emoção que vc descreve. Digamos que já a senti em outros shows que fui, e um deles vc estava lá, lembra dos Pet Shop Boys?

Fico feliz que vc tenha sentido algo tão bom e feliz. E como a Adriana disse, guarde esse sentimento para te sustentar nos momentos em que a vida insiste em puxar o tapete.
Beijim
Mary Joe