domingo, 24 de maio de 2009

Grand Funk Railroad - A banda que aterrorizou o Led Zeppelin


Outro dia minha namorada disse que o rock vai acabar, e que tornar-se-á música de “velhos”. Pode ser verdade, pois a maioria dos jovens entre 15 e 20 anos que conheço, não curtem rock. Por isso, vou falar de um power-trio (pelo menos no começo) que foi altamente hard rock, no melhor estilo "Anos 70" – Grand Funk Railroad.
Vindos do Estado de Michigan, Mark Farner (vocal e guitarra), Don Brewer (bateria) e Mel Schancher (baixo) depois do grande sucesso ao apresentar no Atlanta Pop Festival em julho de 1969, gravaram seu primeiro álbum: On Time. A partir daí, ninguém mais segurou esta banda, que se tornou um dos maiores do EUA.

Roubando o show do Led Zeppelin
Quando o Grand funk Railroad foi contrato para abrir os shows do Led Zeppelin na América, eles simplesmente começaram a detonar o Led Zeppelin, ao ponto do empresário deles, o brigão Peter Grant, desligar a energia elétrica enquanto a banda tocava a música Inside Lookin´Out. E para piorar, agarrou Terry Knight (o empresário do GFR) pelo pescoço e ordenou que a banda fosse retirada do palco. Mas Terry, em vez disso, foi até o microfone e disse: “O Led Zeppelin está com medo do Grand Funk Railroad”. Nisso, o público ovacionava a banda. Quando chegou a vez do Led Zeppelin, metade do publico já tinha ido embora.
Fatos semelhantes foram aconteceu no desandar da turnê, até que o Grand Funk foi despedido.

Eles lançaram discos clássicos como Close to Home (70), E Pluribus Funk (71), o famoso disco da moeda e We´re na American Band (73), onde se encontra o maior sucesso deles: We´re na American Band. Aqui no Brasil, fizeram muito sucesso também com as músicas Bad Time e The Loco-Motion.
Já nos idos dos anos 70, a banda foi mudando o hard rock característico para um direcionamento mais pop e soul (embora a influência soul sempre existiu), também a redução do nome para Grand Funk, ainda em 1973. Em 1976 pediram ajuda a Frank Zappa – para produzir um novo álbum – que não deu muito certo e encerraram as atividades no mesmo ano. Voltaram a só se reunirem nos anos 80, em uma série idas e voltas que nunca deram certo, ao ponto de até incluírem bateria eletrônica em What´s Funk, 1983).
Atualmente eles tocam por aí, infelizmente sem Mark Farner e sem nenhum álbum novo.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pet Shop Boys – Yes (2009)


O Pet Shop Boys voltaram! – Não, eles apenas demoram um pouquinho mais para gravar um novo álbum. Este demorou três anos. O último tinha sido Fundamental (2006). Um crítico moderninho da Rolling Stones Brasil, disse que o mundo pop pede singles “em bases semanais”, e que na “nova ordem” em cada dois anos o mundo da música muda completamente. O que mudou na música nos últimos cinco anos? Nada. E ainda diz que “completamente" e nem deu exemplos. Desde quando que lançar singles direto é o melhor? Prefiro artistas como Neil Tennnant e Chris Lowe que quando lançam um single ou álbum – mesmo que demore cinco anos – nós não esquecemos jamais, e tantos artistas hoje, lançam singles para serem esquecidos na próxima semana. Grande coisa....
Em muitos aspectos Yes lembra-me o maravilhoso Behaviour (1990) tanto nas suas singelas canções como a participação de Johnny Marr (ex-Smiths). Os Pet Shop Boys apostam novamente na simplicidade, nada de experimentalismo – que às vezes enche o saco, e serve apenas de pretexto para esconder a falta de criatividade e soar moderninho e agradar críticos “descolados”. Este disco poderia muito bem ser a seqüencia natural de Behaviour.
Ao ouvir músicas como Love etc, All Over the World e Beautiful People, não tem como não amar este duo que estão entre os artistas mais bem-sucedidos da história segundo a Billboard.



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domingo, 17 de maio de 2009

Ataraxia - Lost Atlantis (1999)


A música – quando impulsionada pela alma – pode nos levar a memórias profundas do passado. Esse é o caso de Lost Atlantis da banda italiana Ataraxia. A formação à época era: Francesca Nicoli (Vocais) Vittorio Vandelli (Violão e Guitarra) e Giovanni Pagliari (Teclados), místicos até a medula, foi neste trabalho que eles atingem o ápice desse misticismo.
Somos guiados pela voz potente de Francesca ao encontro de reminiscências atávicas: Atlântida. Aqueles que de alguma forma viveram neste continente, não tem como não ter lapsos de memória ao ouvir essas canções – o continente tão bem descrita por Platão em Crítias.
A poderosa Atlântida, que com o mal uso de poderes psíquicos dos magos negros (este que escreve foi um deles) levou o continente a degradação moral e espiritual.
Ouvir este cd é como se eu voltasse àquela época, carregado de emoções contraditória: uma sensação de dor, arrependimento e saudade; e ao mesmo tempo, reminiscências de como eu era forte - não tinha medo de nada - , um conhecimento vastíssimo, que usava-os para humilhar, dominar aqueles não o tinham. O retorno da maldade deste mago venho naquela época mesmo: foi um dos muitos que a catástrofe levou para o fundo do mar. E nunca foi coincidência de eu até hoje ter um medo terrível de água. Das poucas vezes, que foi ver o mar, era envolvido por uma tristeza oceânica.
Até hoje carrego uma tristeza no coração pelos meus feitos malignos e ao mesmo tempo tenho uma vontade de trazer à tona todos aqueles poderes, mas tenho medo de cair de novo.

Obs; Ataraxia significa uma condição de vida tranqüila, assentada, isenta das agitações que recebemos pela impressão da opinião e ciência que pensamos ter das coisas



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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Yeah Yeah Yeahs - It´s Blitz (2009)


Yeah Yeah Yeahs sacudindo os esqueletos

Muita gente não vai gostar da mudança de direção musical do Yeah Yeah Yeahs. Mas parece que Karen O, Nicolas Zinner e Brian Chase estão mais preocupados em se divertirem em It´s Blitz, diferenciando-se dotrabalho anterior, Show Your Bones (2006), que era mais denso. Karen, não dá mais tantos gritinhos orgasmáticos como antes, enquanto o guitarrista Nicolas Zinner economiza nas guitarras. Para quem não gostou, vamos ser sinceros: os dois primeiros discos e seus vários singles, não diferenciam muito daquele estilo “Siouxsie & the Banshees” de garagem, ou seja, já estava na hora de mudar para não ficarem repetitivos como um Oasis. Também não esperem algo como The Killer ou Keane – a abordagem eletrônica é mais alegre e festiva.
De acordo com a banda, o álbum foi inspirado na “disco” dos anos 70, isto explica uma certa influência da Blondie. O trio nova-iorquino apresenta um som mais polido, distanciando do estilo rock de garagem visceral. De cara, você sente a mudança na faixa de abertura Zero, sendo também um dos grandes destaques do álbum. Rechearam o disco com baladas como a linda hysteric e Runaway. E para quem tem saudade do estilo praticado anteriormente, temos shame and fortune e Dull Life. Enquanto Dragon Queen é David Bowie fase Thin White Duke. E Little Shadow, que fecha o disco, é a canção mais melancólica deles, que lembra outra banda nova-iorquina, o Interpol.
Em entrevista Karen O diz que foi o álbum mais colaborativo da banda. “Éramos os três trabalhando juntos, a não ser quando alguém queria ficar sozinho”. E acrescenta: “Criamos algo que nunca ouvimos de nós mesmos. Menos raiva e mais energia positiva!”. Isto explica a falta de guitarras raivosas de Zinner, - a única coisa que senti falta, pois Nicolas é um guitarrista genial. De qualquer maneira, o Yeah Yeah Yeahs cresceu.



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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Heaven and Hell em BH - 10/05/2009


Uma máxima de Arthur Schopenhauer diz que “viver é sofrer”. Concordo, pois nossa vida é repleta de tristezas e sofrimentos. Entretanto, tem certos momentos de alegria que parecem compensar viver neste mundo. No meu caso, um momento que nunca esquecerei foi quando vi adentrar no palco do Chevrolet Hall: Tony Iommi, Ronnie James Dio, Geezer Buttle e Vinnie Appice. Um sonho que eu carregava desde os 13 anos de idade e, que enfim, foi realizado no dia 10/05/2009.
O show teve um atraso de 50 minutos, por incompetência da organização da casa, que demorou para abrir as portas. E a banda, por respeito aos fãs, fez questão de só começar o show quando todos estivessem dentro do Chevrolet Hall.
No final da introdução da emblemática E5150, apareciam aos poucos, os mestres do heavy metal, e dois deles, (Tony e Geeezer) inventaram o estilo. Não só eu, como o público que lotou o Chevrolet, estava maravilhado ao vê-los. Eu não consegui despregar os olhos de Tony Iommi, e ao som de seus riffs cavalares as lágrimas de alegria eram inevitáveis.
Depois da primeira música, The Mob Rules, tocaram um de seus maiores sucessos, Children of the Sea. Nisso, o público começa a pular loucamente, surpreendendo Dio e Tony que não escondiam o sorriso de satisfação - reação assim, só se vê no Brasil. Aliás, nunca vi Iommi sorrir tanto em um show. Na canção Bible Black, um fã joga uma bíblia no palco e Dio cantou o resto da canção com ela em mãos. Entre muitas músicas, o público começava a gritar os nomes dos integrantes, principalmente Dio e Iommi. Ambos, apontavam e batiam palmas para a plateia maravilhados. A interação e respeito entre fãs e banda eram incrível!
Não sou muito fã de solos de bateria em shows, mas o senhor Vinnie Appice simplesmente comandou o público com um solo não muito longo e muito menos monótono, acabando sendo um dos pontos altos do show.
Mais para o final da apresentação, vieram as esperadas Die Young e Heaven and Hell; nisso o público já estava nas mãos da banda: muita gente balançando a cabeça e tocando suas guitarras imaginárias. Heaven and Hell foi cantada em uíssimo, surpreendendo Dio, que sorria o tempo todo. A canção que oficialmente tem uns 7 minutos, passou de 15 minutos. No meio dela, o mestre Iommi hipnotizou a plateia com seu solo de guitarra. Este foi o momento em que todos se aquietaram, e simplesmente de boca aberta acompanhavam (e mal acreditando) que Iommi estava ali perante todos.
Quando acabou o show, o que mais se ouvia era fã dizendo “Do Caralho!!!” Mesmo que a apresentação tenha sido um pouco curta, cerca de 1h40, ninguém reclamou. Como muitos disseram: só de vê-los já valeria a pena. Emocionante, observar as pessoas acompanhando os solos de Iommi nota por nota. E esse, ao final do show, lança à plateia umas 50 palhetas que foram disputadas com se fosse a palheta do destino no filme Tenacious D.
Ao sair do Chevrolet Hall, e já me distanciando, ainda ouvia-se os fãs cantando as músicas pelas ruas da região. Algo que nunca vi em minha vida!

sábado, 9 de maio de 2009

Bandas de rock formadas apenas mulheres


As primeiras bandas só de mulheres

Falar qual foi a primeira banda formada só por mulheres no rock é tarefa difícil Muitas devem ter surgido sem nunca terem a oportunidade de gravar, ainda mais que para quebrar o machismo no rock foi um processo lento.
Nos anos 60 existiam as girls group da Motown e do selo Red Bird e eram muitas: The Shangri-Las, The Crystals, The Ronettes, Marvelettes, Supremes, e outras mais obscuras como Feminine Complex, que, apesar de serem formadas apenas por mulheres, não tocavam necessariamente rock, mas pop e soul e R&B. E no mais, não empunhavam uma guitarra, ou seja, não tinham uma atitude rock, e muitas tinham aquele visual de dona de casa que resolveu cantar.

Fanny
Agora, a primeira banda feminina com uma atitude realmente rock´n´roll foi a californiana Fanny – desculpem-me, mas não foi The Runaways – que em 1970 lançou seu début, nele, apesar de ter um quê de folk meio hippie, o que imperava era um hard rock bem ao gosto da época. O curioso que o nome da banda foi sugestionado por George Harrison, que anteriormente era Wild Honey
A música Charity Ball de 1971, foi seu maior sucesso, além de ser o primeiro grupo no Billboard chart hit. O sucesso comercial levou a banda excursionar junto ao Jethro Tull e Humble Pie. Um fato curioso foi que as garotas foram proibidas de atuar no London Palladium com o fundamento de que eram "muito sexy". Outra curiosidade, é que a vocalista e guitarrista, Patti Quatro, era irmã da Suzi Quatro.

Birtha
Outra banda, também antes da The Runaways, foram a Birtha, de Los Angeles. Esta tinha uma forte veia funk, mas com grande influência do Steppenwolf. Elas lançaram seu primeiro disco em 72; saíram excursionando por todo os Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 73 com uma rotina de shows alucinante chegando a ficar 250 dias na estrada, chegando a dividir o palco com gente como Alice Cooper.

The Runaways
Apenas em 1975 surgiu a banda onde saiu as famosas Lita Ford e Joan Jett. Banda que muitos acham que foi a primeira de hard rock formada só por mulheres, e ficou famosa por isso. Basta ir no Wikipédia e verá tamanha asneira. Verdade, que o som delas era até mais “pesado”, mas não significa que foi a primeira banda de hard rock feminino de sucesso.
Recentemente vai ser lançado o filme sobre as garotas, que segundo consta, a atriz Kristen Stewart, a mesma do filme Crepúsculo fará o papel da Joan Jett. E não se assustem se afirmarem no filme que elas foram a primeira banda de hard rock feminino.

Vou deixar videos das três bandas, e que cada um tire sua própria conclusão, levando em conta o ano de cada música.



FANNY "Charity Ball" 1971


Birtha - All This Love (1973)


The Runaways - Cherry Bomb (1976)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Notícias da monarquia pop


A música pop é que nem a monarquia: reis, rainhas, príncipes e princesas. Ninguém sabe quem os elegeram e quais foram os parâmetros usados para avaliação. O que se percebe é que estas pessoas não entendem muito de música, pois a maioria canta mal, fazem músicas medíocres e os escândalos são as suas armas publicitárias.
Falando dessa gente, a “princesa” do pop Britney Spears – que adora expor sua vida pessoal para mídia e finge que não não queria que fosse assim - depois de experimentar yoga, psicoterapias, investe agora em jardinagem como terapia. A garota tem lido livros sobre horticultura e construiu um jardim, com várias espécies de plantas, em sua casa. Vamos torcer para ela se dedique cada vez mais a esta sua nova mania, só para nos dar um pouco de sossego e ficar bem longe de gravar nos discos.
Já a “rainha” do pop Madonna, como todos já sabem, sua turnê pelo Brasil não só arrecadou uma boa grana, como também deu a ela um namorado: o tupiniquim Jesus Luz. Será que é esse mesmo o nome do sujeito? Além de ser Jesus, o cara é luz. Bom, pelas fotos recentes – tiradas para uma campanha publicitária –, ele não tem nada a ver com Jesus.

Claro, que devo falar do o “rei” do pop: Michael Jackson. Como já é de costume, ele está sendo processado – aqui fica a pergunta: quando é que ele não está sendo processado? Agora, é a vez de uma tal de Raymone Bain (ex-agente de Michael), que assessorava Jackson durante a época em que ele foi processado e absolvido por abuso sexual infantil, em 2005. Ela move uma ação judicial pleiteando o pagamento de US$ 44 milhões que o cantor teria deixado de pagar por seus serviçosSegundo ela, Jackson escolheu não honrar as obrigações financeiras da nossa relação contratual, apesar das minhas numerosas tentativas de resolver amigavelmente esta questão.