quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Astral Weeks": 40 anos depois



Van Morrison voltou aos palcos para recriar sua obra-prima Astral Week em Astral Weeks Live at Hollywood Bowl.

Quarenta anos atrás: Em 1968 o bardo irlandês Van Morrison, aos 23 anos, gravou um dos álbuns mais idiossincráticos da história do rock – Astral Week. O moço recém-saído de sua banda Them, estava altamente inspirado. Ninguém sabia bem o que ele iria gravar Para começar, só se usou eletricidade para a gravação, sendo todos os instrumentos acústicos - cordas, sopros, vibrafone, cravo, violão, bateria e contrabaixo acústico, nas mãos de cobras do jazz como o baterista Connie Kay e o contrabaixista Richard Davis. Este último lembra que Morrison, recluso e perfeccionista, mal conversou com os músicos durante as gravações, enquanto estes mal sabiam quem ele era. Isto, porém, não impediu que, no conjunto, eles soassem como conhecidos de longa data, num clima de autêntica jam session folk.
Assim surgiu o lírico e místico Astral Weeks, um disco impregnado de folclore celta, blues e jazz, num ciclo de oito faixas compostas originariamente como uma ópera. A força criativa de Morrison estava patente no clima plácido de Cyprus Avenue, no hipnótico compasso 6/8 da faixa-título e no romantismo de Madame George (longas faixas que não aparentam ter entre sete e dez minutos), bem como na valsa Young Lovers Do na balada Slim Slow Slider. Já era o bastante para transformá-lo em um álbum pioneiro em seu estilo absolutamente atemporal.

Quarenta anos depois: Assim que assombrou o cenário musical, quando, aos 23 anos, lançou stral Weeks, Van Morrison voltou aos palcos para recriar sua obra-prima. Gravado em dois shows no final do ano passado e recém-lançado no Brasil, o CD Astral Weeks Live at Hollywood Bowl é mais do que o registro do álbum original. O compositor fez da comemoração uma chance de apresentar algo novo. Os shows foram filmados para o lançamento do DVD, por enquanto à venda apenas na Amazon.com.
As canções não seguem a ordem cronológica do álbum original, obedeceu apenas às divisões In the Begginning (no começo) e Afterwards (mais tarde). Mas acrescenta duas faixas extras, dos álbuns Saint Dominic’s Preview e Common One.
Van Morrison, conta com 12 músicos no palco, e reinventa as canções acrescentando versos (I believe I´ve transcended) e os arranjos ganharam apoio das cordas, com intervenção de violas e violinos, como no final de Madame George. Morrison cria aqui uma terceira versão da composição, as presentes nos dois Astral Weeks e a lançada em T.B. Sheets, álbum que estava sendo gravado quando uma amiga morreu de tuberculose em 1973 e que incluía um take alternativo de Brown-Eyed Girl.
Apesar dessa releitura de seu mais famoso trabalho, ele jamais poderia repetir um momento único, que foi a gravação original de 1968. Mesmo que ele não tenha aquela voz juvenil (ele está com 64 anos) ainda canta magnificamente bem, e não podemos negar que depois de 40 anos estas canções ainda causam arrepios.


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3 comentários:

Adri disse...

Irretocável post! Nossa, que fantástico! Quem diria, né? 40 anos depois uma releitura tão brilhante... Gosto muito de Van Morrison - adorei saber disso!

Mary Joe disse...

Claudio, vc realmente escreve muito bem. Gostei da forma como vc colocou o texto, e também do mesmo em si.
E o disco?
Bom, depois que ouvir te falo...
Beijo carinhoso
Mary

Anônimo disse...

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