quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Adele - 19 (2008)



Assim que tive um microfone nas minhas mãos, quanto tinha cerca de 14 anos, percebi logo que era isto que queria fazer. Adele


Adele mal começou a carreira e o rótulo de nova Amy Winehouse proliferou-se. Felizmente, Adele também é detentora de uma bela voz, e realmente parece com a da Amy. Se um desavisado ouvi-la no rádio vai até achar que a Amy Winehouse voltou. Ela não tem influência de rap, prefere misturar elementos do jazz com música pop. Inclusive as canções mais pop lembram um pouco a Dido ou Kate Nash – por isto muitos estão chamando-a de Kate Nash GG. Já as mais melancólicas lembram as baladas da Duffy.
Adele é formada pela Brit School for Performing Arts, escola de arte em que estudaram outras sensações britânicas como Leona Lewis e Kate Nash. Entre suas influências musicais estão nomes importantes como Etta James, The Police, Amy Winehouse, Marvin Gaye e Billie Holiday.
A garota é londrina e, como muitas outras moças, foi descoberta através do MySpace. Ela foi premiada sem ao menos lançar um single ou álbum. Exatamente, como uma canção no MySpace, foi a escolha de 50 músicos ingleses, para ganhar o Brit Awards de 2008. Em seguida gravou seu debute “19”. Claro que está todo mundo comparando-a com a Amy e a Duffy ao ponto de encher o saco, mas acho que ela canta muito mais do que as duas juntas!
Para uma garota, agora com 20 anos, ela canta, e canta demais! E, sua música é mais suave e fácil de ouvir. Ouça canções como a lindíssima make you feel my love, e os sucessos Hometown Glory e Chasing Pavements e concluirá por si mesmo o talento da moça. No entanto, ela tem um defeito quase imperdoável: é fã do Jonas Brothers. Coitadinha.







Link para o álbum:
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oriental Sunshine - Dedicated to the Bird We Love (1970)


Uma intensa experiência pacífica e misteriosamente

Em meados dos anos 60, quando os Beatles começaram a partir para as experimentações sonoras - principal George Harrison, que já no filme Help! se mostra extasiado pela cítara, ao deparar com alguns músicos indianos durante as filmagens -, abrindo caminho para várias vertentes no rock. Quando os Beatles foram à Índia, aí que a coisa pegou mesmo, bandas usando cítaras, tablas e tampoura surgiram aos montes. Bandas famosas como Love, Rolling Stones, e The Byrds usaram instrumentos indianos, mas havia àquelas que em sua própria formação incluía instrumentos orientais como as desconhecidas do grande público: Magic Carpet, Quintessence, Amber, Saddhu Brand, Rainbow Band e Oriental Sunshine.
Encontrar discos destas bandas é raríssimo, até mesmo na internet é dificil de achar. Vou disponibilizar o único disco produzido pelo trio Oriental Sunshine que são da Noruega! Folk psicodélico com instrumentos indianos e leve influência jazzística e, podemos dizer também, que tem uma leve melancolia nas canções. Em certos momentos quando o vocal masculino e feminino se encontra, lembra Peter, Paul and Mary. Oriental Sunshine era formado por Nina Johansen, vocal; Runa Walle, cítara, guitarra e voz; e o indiano Satnam Singh, flautas e tablas. Foi lançado em 1970 com vendas irrisórias, e fizeram que eles ficassem apenas em um único registro. Se você quiser o original, é melhor ir na Noruega e correr atrás de algum sebo por lá. Agora, me deem licença que vou acender um incenso.



Link:
http://rapidshare.com/files/201753872/Oriental_Sunshine.rar.html

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Jim Morrison - O Rei Lagarto


É coincidência? Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin e Brian Jones, todos morreram prematuramente aos 27 anos, e de forma trágica. Além disso, os nomes começaram com a letra J. Tudo bem que Brian Jones não começava com J, mas tinha J no segundo nome. A rebeldia, o inconformismo, a necessidade de ir contra o establishment,era uma característica comum entre eles. Jim Morrison quando percebeu que a tietagem e a mídia estava vendo-o mais como sexy símbolo do que um poeta e cantor, foi logo se rebelando contra isto, deixando a barba crescer e engordando. Hoje, vemos o contrário, artistas aproveitando de seu sexy appeal para subir mais nas escadas do sucesso, ou Janis Joplin que escondia sua bisexualidade e, à época, apenas pessoas próximas sabiam de seus casos com mulheres. Hoje, vemos rainhas e princesas do pop se beijando em premiações no mundo da música, tirando o máximo de proveito dos holofotes.
De todos estes, Jim Morrison foi o que mais se revoltou contra qualquer tipo de autoridade. Também pudera, filho de um oficial da Marinha, e uma rígida educação metodista a que Jim foi submetido nos primeiros anos de infância foi acrescida com a severa disciplina quase militar imposta pelo pai, o que contribuiu para gerar em Jim um ódio intrínseco a qualquer espécie de autoridade.
A vida de Morrison, só começou mesmo a mudar quando descobriu o livro On The Road, de Jack Kerouac e As Portas da Percepção de Aldous Huxley, grande influência sobre ele, que adotou uma atitude beatnik de vida e mergulhou nas obras de escritores como Lawrence Ferlinghetti, Allen Ginsberg, Gregory Corso e outros; além de filósofos como Friedrich Nietzsche. Virou um devorador de livro e excelente aluno no colégio, destacando-se com excelentes notas.
Seu interesse por música venho mesmo a tomar consistência quando conheceu Ray Manzarek (um grande fã de blues), quando ambos estudavam cinema na UCLA. É antológica a cena de Ray e Jim na praia – que está no filme The Doors, de Oliver Stone - e este pediu-lhe que cantasse uma de suas músicas e, assim foi formado o embrião do The Doors. Ray era seguidor do “guru dos Beatles” Maharish Yogi, como também John Densmore e Robert Krieger faziam parte da mesma classe de meditação de Ray no centro Maharish. A banda foi buscar o nome no livro «The doors of perception», de Aldous Huxley, que por sua vez, o tinha ido buscar em um poema de William Blake, artista e poeta do século XVIII, que dizia: «se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria ao homem como realmente é, infinito».
O resto da história é bem conhecida: The Doors fez grande sucesso, enquanto Jim se afundava em bebidas e LSD. Jim teve sua Yoko Ono espelhada em Pamela Courson, mas chegou a casar foi com Patricia Kennely, editora do magazine Jazz & Pop, que conhecera durante uma entrevista. Casaram-se em uma excêntrica cerimônia no apartamento gótico-vitoriano de Patricia, seguido dos rituais de feitiçaria de uma seita que ela seguia. Mas em 1971, vai para Paris com Pamela, quando estava na dúvida se queria continuar com a banda ou se dedicasse exclusivamente a poesia e literatura.
Este dilema manteve-se sem solução, com morte repentina de Jim em 3 de julho. Foi o ponto final de uma existência repleta de todos os tipos de excesso dos mais vitais aos mais letais. Sua companheira, Pamela, não demoraria a seguir o mesmo caminho, morrendo de overdose de heroína menos de três anos depois. Quanto aos outros membros do grupo, a princípio incentivados pelo selo Elektra, tentaram levar adiante a lenda dos Doors tocando como trio, com Ray e Robbie revezando-se nos vocais. Os esforços foram em vão, pois a porta principal já estava fechada.
É dele o túmulo mais visitado do Pére Lachaise, o famoso cemitério francês que abriga ossadas célebres como as dos escritores Honoré de Balzac e Oscar Wilde e a do compositor Frederic Chopin, e a cantora Édith Piaf. Mas infelizmente os poucos brasileiros que vão lá, não é por causa de Jim Morrison, e sim, por causa do “pai do espiritismo”, Alan Kardec, que com seu fanatismo pelo insignificante filósofo - que os franceses mal se lembram - enfeitam o túmulo mais que carro alegórico do carnaval do Rio. Fazer o quê?

Nota: o título de Rei Lagarto veio da suíte "The Celebration Of The Lizard", um longo poema escrito por ele e musicado pelo grupo, no qual reafirmava sua fascinação por répteis (como em alguns versos de "The End") e que lhe valeu a alcunha de Rei Lagarto. Esta música só saiu na integra no ao vivo Absolutely Live.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Legião da Boa Vontade (LBV)


Tem épocas em nossa vida que ficamos muito sem rumo, e buscamos nas religiões um bálsamo para nossas aflições mais íntimas. Como muitos, eu também passei por isto, e fui buscar na Legião da Boa Vontade o que deveria buscar dentro de mim. Fiquei muito pouco tempo nesta doutrina religiosa fundada pelo radialista e jornalista Alziro Zarur - mesmo na angústia de buscar respostas e segurança psicológica.
Na época, eu comprei dois livros desta religião, um se chama “Livro de Deus”. Passava horas lendo-o, mesmo quando não concordava muito que lia, forçava a mente a aceitar - por causa da necessidade de segurança ser maior do que a razão.
Já se foram 12 anos, quando me afastei totalmente da LBV. Hoje, resolvi pegar este livro citado, queria ver como eu reagiria ao folear estas páginas em desuso, depois de tantos anos. Como já imaginava, fiquei estarrecido de como minha visão mudou e de como era ingênuo naquela época. Espero que o que considero como verdade hoje, daqui alguns anos eu tenha a mesma reação.

Legião da Boa Vontade (LBV)
A Legião da Boa Vontade originou-se com o programa “Hora da Boa Vontade”, que o presidente Alziro Zarur criou em 4 de março de 1949, dando sequencia à sua pregação do Evangelho – Apocalipse de Jesus, iniciada em 1926, e fundada em 1º de janeiro de 1950.
Depois da morte de Alziro Zarur, seu substituto na presidência, Paiva Neto revelou que Zarur era a reencarnação de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. Engraçado, porque alguns livros espíritas mais recentes, revelaram também que Chico Xavier era a reencarnação do Allan Kardec.
Alziro Zarur nunca se casou e nem teve filhos para abraçar sua grande missão, assim dizem seus defensores. Hoje, vendo suas fotos, é visível que ele era homossexual e, como muitos outros, escondem sua homossexualidade na religião. Nada contra ser homossexual, mas escondê-la sobre uma capa religiosa é se enganar e enganar os outros. Isto mostra que eles próprios são preconceituosos, por que um homossexual não possa ter uma missão espiritual? Mas preferem em vez de assumir-se gay, dizer que é “missionário” ou “religioso”. Ninguém deveria ter vergonha de ser gay, deveria ter vergonha é de não ser si mesmo.
Eu não vou enumerar aqui todas as contradições que encontrei na LBV (que religião que não têm contradições?), portanto, citarei apenas duas:
Diz Alziro Zarur: “Deus não se comunica diretamente com os homens, como o homem não pode comunicar-se com as formigas”. Mas no evangelho que ele tanto defende diz, “Deus está dentro de vós”. Deixe-me rir, ele está dentro de nós, mas mesmo assim não consegui comunicar diretamente.
A segunda é que segundo a LBV, existem quatro revelações de Deus (parece que as religiões adoram trazer uma revelação): 1ª foi a de Moisés; a 2ª do próprio Jesus; a 3ª a dos espíritos e a 4ª, a do Novo Mandamento: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, que segundo Zarur é diferente do “amai uns aos outros”, porque o amor de Jesus é diferente; este mandamento ficou abandonado na Bíblia.
Eu conheci pessoas sinceras na LBV, como conheci e conheço no Espiritismo, Hinduísmo e Catolicismo. Muitos que estão no comanda das seitas, doutrinas, religiões são conscientes que estão usando estas pessoas para ganharem mais e mais dinheiro. Fico pensando se todas as religiões fossem desmascaradas, acho que mesmo assim, muitas pessoas continuariam crendo nelas, o condicionamento é muito forte. Mesmo que não continuassem crendo, elas procurariam outra coisa para se agarrar, como eu mesmo fiz, porque depois da LBV fui buscar segurança em outros lugares.