segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cansei de Ser Sexy


O Cansei de Ser Sexy (CSS) é um destes grupos em que se fala mais do grupo do que se ouve o que ele produziu. Musicalmente falando, eles não trazem muita novidade para tanta badalação – não passam de um misto de Ladytron e Pixies. Independentemente de quaisquer razões, uma supera todas as outras: o sexteto, formado em 2003, alcançou reconhecimento no exterior – principalmente na Europa, com destaque para a Inglaterra – que nenhum nome brasileiro conseguia há muito tempo; enquanto bandas como Pitty limita-se seu sucesso não muito além do universo restrito da MTV. Fizeram turnê ao lado dos britânicos Klaxons, tocaram em festivais badalados como Coachella, na Califórnia; e Glastonbury, na Inglaterra.
Lançado no país em 2005 pelo selo Tramavirtual, o CD de estréia do CSS chegou depois de o grupo se tornar fenômeno de downloads na internet. No exterior, o álbum só saiu no ano passado (nos EUA, pelo SubPop; na Europa, pela Warner).
Formado por Adriano Cintra (bateria), Carol Parra (bateria, teclado e guitarra), Lovefoxxx (vocais), Ana Rezende e Luiza Sá (guitarras), a banda Cansei de Ser
Sexy é conhecido por seus shows performáticos e imprevisíveis, composto por músicas que misturam influências do pop, rock, punk e elementos eletrônicos. Foi o primeiro grupo contratado pela TramaVirtual. Depois de ter música em novela da Globo, no Big Brother Brasil (pasmen!) e tocar no TIM Festival, eles ficam mais populares no Brasil, onde eram mais conhecidos, até então, apenas nos clubes alternativos de São Paulo. Nada mal para uma banda que surgiu de uma maneira totalmente despretensiosa, de amigos – as garotas mal sabiam empunhar uma guitarra – que se encontraram, colocaram músicas na internet e viraram mania na rede com uma música que é uma colagem pop de punk, electro e letras engraçadinhas.
Em quase cinco anos de carreira e com apenas dois cds lançados e vários Eps, CSS é mais uma banda de shows e com vendagens – apesar de tanta falácia – modestas. Como o Bonde do Rolê, começaram apenas para se divertirem, e começaram a ficarem populares através de um simples fotolog, que segundo eles foi o mais acessado do mundo, no entanto isto nunca foi provado, mas deu certo com eles; com o Bonde do Rolê – que tem uma história semelhante, a piada já perdeu a graça, principalmente com a saída da vocalista Marina Ribatski, viraram uma espécie de “É o Tchan”, chegando a realizar um concurso, via MTV Brasil, “Eu quero ser do Bonde do Rolê”, para nova vocalista da banda. E o pior: elegeram duas vocalistas (Ana Bernardino e Laura Taylor) que entre várias pretendentes ao cargo de cantora, recorrem a tudo, sem se preocuparem em cair no ridículo, como colocar água na bota e tomar depois (Karina) e tirar um bife de dentro da calcinha (Ana). Esperta foi Marina que percebeu a tempo que a piada estava perdendo a graça e caiu fora. Não é que ela estava certa? Recentemente o Bonde está tocando até em festa lésbica. Virou paródia!

Um comentário:

Adri disse...

Eu nunca curti o CSS pq eles ficaram mto badalados. O mérito deles está em ser uma banda nacional com padrão internacional de qualidade - sua música alcança qlqr pessoa do mundo. São criativos mas lembram mtas coisas que já existem, como você mencionou. O visual e até atitudes da vocalista lembram muito a do Yeah, Yeah, Yeahs.
Ficaram muito comentados na RS e eu realmente não gosto disso. Como o que fizeram com a Mallu Magalhães (q pegou carona no sucesso dos próprios usando a mesma fórmula: padrão internacional, cantando em inglês).